AREsp 2825073 - ACORDAO
O agravo interno foi negado porque a parte agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, sobretudo deixando de atacar o óbice relativo à Súmula 284/STF, de modo que, nos termos do art. 932, III, do CPC, do art. 253 do RISTJ e da Súmula 182/STJ, não se...
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- Parties
- Agravante: BEATRIZ PALACIO ANDRADE; Agravante: CAMILA VILAR DE OLIVEIRA VILLARIM; Agravante: DEBORA GLENDA DOS SANTOS; Agravante: FERNANDA GADELHA FERNANDES; Agravante: EVA LUZIA DE ALMEIDA ALENCAR; Agravante: FERNANDA LIMA SALDANHA; Agravante: ISABELLA BEZERRA DE ARAUJO LACERDA LIMA; Agravante: LETICIA AMORIM DE SOUZA NELSON; Agravante: LUANA ARAGAO COSTA DE CASTRO FELCE; Agravante: MARIA HELENA TEIXEIRA GUIMARAES; Agravante: RAFAELA MONTENEGRO SHELMAN DE SOUZA; Agravante: RAISSA UCHOA LINS FURTADO; Agravante: SAVIO PRAXEDES SILVA DE ARAUJO; Agravante: JULIANA MARIA GURGEL GUIMARAES DE OLIVEIRA; Agravante: GIOVANNA SOBRAL FERNANDES; Agravante: PAULA ERMANS DE OLIVEIRA; Agravante: ITALO BARROS MIRANDA; Agravante: LARA ANDRADE ROSADO; Agravante: VINICIUS ROMEU BESERRA DIOGENES; Agravante: LARISSA CAMARA NASCIMENTO DE MELO; Agravante: MARIA ISABEL GUEDES LIMA; Agravante: MARIANNE DE ARAUJO REGO; Agravante: RAFAEL CARVALHO AZEVEDO; Agravante: TICIANNE NUNES DE MIRANDA BENTO; Agravante: ALESSANDRA MIRANDA DA SILVA PACHECO; Agravante: ILANNA DANTAS COSTA; Agravante: JOAO VICTOR ARAUJO MARTINS; Agravante: LEONARDO DA SILVA RIBEIRO MOCITAIBA; Agravante: LUCAS ANTONIO FREIRE GURGEL; Agravante: LUCIANA MARIA DANTAS RODRIGUES; Agravante: NALYANNA COSTA DE MEDEIROS; Agravante: PAULA COSTA GUIMARAES; Agravante: REMULO JACOME FONSECA; Agravante: TACIANA THALIA DE SOUZA ALMEIDA GOSSON LOPES; Agravante: TALITA GARCIA SABINO LORENSKI DE MEDEIROS; Agravante: TAYRON FELIPE DA SILVA; Agravante: VITOR CAMPINHO DA COSTA; Agravante: ANDRINY CUNHA APOLIANO GOMES; Agravante: ARTHUR DANTAS DE ARAUJO LUZ; Agravante: AUREA OLIVIA RODRIGUES LOPES SILVA; Agravante: HIARA CASSIA FERNANDES PONTES; Agravante: HUGO JOSE DE OLIVEIRA FERNANDES QUEIROZ; Agravante: LARISSA MEDEIROS DA FONSECA; Agravante: MARCELA MARTINS SOARES; Agravante: MARIA LUIZA BEZERRA VIEIRA; Agravante: MARIANA PONTES MONTEIRO; Agravante: SAMUEL LUIZ MACARIO TELES; Agravante: TATIANA CALIFE DA SILVA RIBEIRO; Agravante: IKARO PEIXOTO CORREIA LIMA; Agravante: MIRIA KAROLINY MOREIRA MELO; Agravante: ROBSON ROQUE FERNANDES DA SILVA; Agravado: Presidência do STJ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno Em Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- Agravo interno improvido
- Legal Topics
- Impugnação De Fundamentos, Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 182/stj, Agravo Interno
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Parties
BEATRIZ PALACIO ANDRADE
Agravante
CAMILA VILAR DE OLIVEIRA VILLARIM
Agravante
DEBORA GLENDA DOS SANTOS
Agravante
FERNANDA GADELHA FERNANDES
Agravante
EVA LUZIA DE ALMEIDA ALENCAR
Agravante
FERNANDA LIMA SALDANHA
Agravante
ISABELLA BEZERRA DE ARAUJO LACERDA LIMA
Agravante
LETICIA AMORIM DE SOUZA NELSON
Agravante
LUANA ARAGAO COSTA DE CASTRO FELCE
Agravante
MARIA HELENA TEIXEIRA GUIMARAES
Agravante
RAFAELA MONTENEGRO SHELMAN DE SOUZA
Agravante
RAISSA UCHOA LINS FURTADO
Agravante
SAVIO PRAXEDES SILVA DE ARAUJO
Agravante
JULIANA MARIA GURGEL GUIMARAES DE OLIVEIRA
Agravante
GIOVANNA SOBRAL FERNANDES
Agravante
PAULA ERMANS DE OLIVEIRA
Agravante
ITALO BARROS MIRANDA
Agravante
LARA ANDRADE ROSADO
Agravante
VINICIUS ROMEU BESERRA DIOGENES
Agravante
LARISSA CAMARA NASCIMENTO DE MELO
Agravante
MARIA ISABEL GUEDES LIMA
Agravante
MARIANNE DE ARAUJO REGO
Agravante
RAFAEL CARVALHO AZEVEDO
Agravante
TICIANNE NUNES DE MIRANDA BENTO
Agravante
ALESSANDRA MIRANDA DA SILVA PACHECO
Agravante
ILANNA DANTAS COSTA
Agravante
JOAO VICTOR ARAUJO MARTINS
Agravante
LEONARDO DA SILVA RIBEIRO MOCITAIBA
Agravante
LUCAS ANTONIO FREIRE GURGEL
Agravante
LUCIANA MARIA DANTAS RODRIGUES
Agravante
NALYANNA COSTA DE MEDEIROS
Agravante
PAULA COSTA GUIMARAES
Agravante
REMULO JACOME FONSECA
Agravante
TACIANA THALIA DE SOUZA ALMEIDA GOSSON LOPES
Agravante
TALITA GARCIA SABINO LORENSKI DE MEDEIROS
Agravante
TAYRON FELIPE DA SILVA
Agravante
VITOR CAMPINHO DA COSTA
Agravante
ANDRINY CUNHA APOLIANO GOMES
Agravante
ARTHUR DANTAS DE ARAUJO LUZ
Agravante
AUREA OLIVIA RODRIGUES LOPES SILVA
Agravante
HIARA CASSIA FERNANDES PONTES
Agravante
HUGO JOSE DE OLIVEIRA FERNANDES QUEIROZ
Agravante
LARISSA MEDEIROS DA FONSECA
Agravante
MARCELA MARTINS SOARES
Agravante
MARIA LUIZA BEZERRA VIEIRA
Agravante
MARIANA PONTES MONTEIRO
Agravante
SAMUEL LUIZ MACARIO TELES
Agravante
TATIANA CALIFE DA SILVA RIBEIRO
Agravante
IKARO PEIXOTO CORREIA LIMA
Agravante
MIRIA KAROLINY MOREIRA MELO
Agravante
ROBSON ROQUE FERNANDES DA SILVA
Agravante
Presidência do STJ
Agravado
Procedural Posture
Agravo Interno Em Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 ausência de impugnação específica de todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial
- 2 incidência da Súmula n. 182/STJ por falta de dialeticidade recursal
- 3 aplicação dos arts. 932, III, do CPC e art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do STJ
Ratio Decidendi
O agravo interno foi negado porque a parte agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, sobretudo deixando de atacar o óbice relativo à Súmula 284/STF, de modo que, nos termos do art. 932, III, do CPC, do art. 253 do RISTJ e da Súmula 182/STJ, não se conhece do agravo em recurso especial que não contenha impugnação específica e pormenorizada de todos os fundamentos da decisão agravada.
Court Disposition
Agravo interno improvido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 29/04/2025 a 05/05/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Ricardo Villas Bôas Cueva, Moura Ribeiro e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO TRIBUNAL DE ORIGEM. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 182/STJ. 1. No caso dos autos, não houve impugnação de todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial. 2. É inviável o conhecimento do agravo em recurso especial que não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula n. 182 do STJ. Agravo interno improvido.
RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO HUMBERTO MARTINS ( relator): Cuida-se de agravo interno interposto por BEATRIZ PALACIO ANDRADE, CAMILA VILAR DE OLIVEIRA VILLARIM, DEBORA GLENDA DOS SANTOS, FERNANDA GADELHA FERNANDES, EVA LUZIA DE ALMEIDA ALENCAR, FERNANDA LIMA SALDANHA, ISABELLA BEZERRA DE ARAUJO LACERDA LIMA, LETICIA AMORIM DE SOUZA NELSON, LUANA ARAGAO COSTA DE CASTRO FELCE, MARIA HELENA TEIXEIRA GUIMARAES, RAFAELA MONTENEGRO SHELMAN DE SOUZA, RAISSA UCHOA LINS FURTADO, SAVIO PRAXEDES SILVA DE ARAUJO, JULIANA MARIA GURGEL GUIMARAES DE OLIVEIRA, GIOVANNA SOBRAL FERNANDES, PAULA ERMANS DE OLIVEIRA, ITALO BARROS MIRANDA, LARA ANDRADE ROSADO, VINICIUS ROMEU BESERRA DIOGENES, LARISSA CAMARA NASCIMENTO DE MELO, MARIA ISABEL GUEDES LIMA, MARIANNE DE ARAUJO REGO, RAFAEL CARVALHO AZEVEDO, TICIANNE NUNES DE MIRANDA BENTO, ALESSANDRA MIRANDA DA SILVA PACHECO, ILANNA DANTAS COSTA, JOAO VICTOR ARAUJO MARTINS, LEONARDO DA SILVA RIBEIRO MOCITAIBA, LUCAS ANTONIO FREIRE GURGEL, LUCIANA MARIA DANTAS RODRIGUES, NALYANNA COSTA DE MEDEIROS, PAULA COSTA GUIMARAES, REMULO JACOME FONSECA, TACIANA THALIA DE SOUZA ALMEIDA GOSSON LOPES, TALITA GARCIA SABINO LORENSKI DE MEDEIROS, TAYRON FELIPE DA SILVA, VITOR CAMPINHO DA COSTA, ANDRINY CUNHA APOLIANO GOMES, ARTHUR DANTAS DE ARAUJO LUZ, AUREA OLIVIA RODRIGUES LOPES SILVA, HIARA CASSIA FERNANDES PONTES, HUGO JOSE DE OLIVEIRA FERNANDES QUEIROZ, LARISSA MEDEIROS DA FONSECA, MARCELA MARTINS SOARES, MARIA LUIZA BEZERRA VIEIRA, MARIANA PONTES MONTEIRO, SAMUEL LUIZ MACARIO TELES, TATIANA CALIFE DA SILVA RIBEIRO, IKARO PEIXOTO CORREIA LIMA, MIRIA KAROLINY MOREIRA MELO e ROBSON ROQUE FERNANDES DA SILVA contra decisão proferida pela Presidência do STJ, por meio da qual se aplicou a Súmula n. 182 do STJ (fls. 1.133-1.136). A parte agravante interpôs recurso especial, com fundamento no art. 105, III, "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE assim ementado (fl. 1.003): DIREITOS CONSTITUCIONAL, DO CONSUMIDOR E PROCESSUALEMENTA CIVIL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER E NÃO FAZER. IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO. APELAÇÃO CÍVEL. NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEAMENTO DE DEFESA. JULGAMENTO ANTECIPADO. AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO PARA OITIVA DE TESTEMUNHAS. DESNECESSIDADE. SUFICIÊNCIA DAS PROVAS. UNIVERSIDADE PRIVADA. MODIFICAÇÃO DA GRADE CURRICULAR DO CURSO DE MEDICINA. ALTERAÇÃO DA CARGA-HORÁRIA. POSSIBILIDADE. AUTONOMIA DA INSTITUIÇÃO UNIVERSITÁRIA (ART. 207 DA CF/88 E ART. 53 DA LEI Nº 9.394/96). PRETENSÃO DE DIMINUIÇÃO DE 30% DO VALOR DA MENSALIDADE. ENUNCIADO Nº 32 DA SÚMULA DO TJRN. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES DESTA CORTE. RECURSO DESPROVIDO. Sem embargos de declaração. No agravo interno, a parte agravante sustenta que (fls. 1.144-1.145): .. se não há no recurso discussão relacionada a violação do art. 884 do CC, por óbvio não haveria como se invocar a Súmula 284 do STF, aliás, certamente não haveria qualquer fundamentação, porquanto não tenha sido ele objeto do recurso. Essa circunstância torna inadequada a aplicação da Súmula, forçar o reconhecimento de que o trecho da decisão derivou apenas de um erro material que não pode impedir o conhecimento do Recurso manejado. Pugna, por fim, caso não seja reconsiderada a decisão agravada, pela submissão do presente agravo à apreciação da Turma. Foram apresentadas contrarrazões (fls. 1.150-1.172). É, no essencial, o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO TRIBUNAL DE ORIGEM. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 182/STJ. 1. No caso dos autos, não houve impugnação de todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial. 2. É inviável o conhecimento do agravo em recurso especial que não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula n. 182 do STJ. Agravo interno improvido. VOTO O EXMO. SR. MINISTRO HUMBERTO MARTINS (relator): Não merece provimento o presente recurso. O Tribunal de origem inadmitiu o recurso especial com base na incidência das Súmulas n. 7 e 83/STJ e 282, 284 e 356/STF. No caso dos autos, não houve impugnação específica de todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial. Do simples cotejo entre o decidido e as razões do agravo em recurso especial, é possível verificar que a parte agravante se absteve de impugnar o óbice da Súmula n. 284/STF. Nos termos do art. 932, inciso III, do Código de Processo Civil e do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno desta Corte, não se conhecerá do agravo em recurso especial que "não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida". É firme a jurisprudência no sentido de que a decisão de inadmissibilidade do recurso especial não é formada por capítulos autônomos, mas por um único dispositivo, o que exige que a parte agravante impugne todos os fundamentos da decisão que, na origem, não admitiu o recurso especial. A propósito, confira-se precedente: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973. ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932. 1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932. 2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão. 3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais. 4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC. 5. Embargos de divergência não providos. (EAREsp n. 746.775/PR, relator Ministro João Otávio de Noronha, relator para acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe de 30/11/2018.) No mesmo sentido, cito: AgInt no AREsp n. 2.022.410/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 22/8/2022; AgInt no AgInt no AREsp n. 2.063.004/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 21/9/2022; AgInt no AREsp n. 1.998.052/PR, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 5/5/2022; AgInt no AREsp n. 2.042.472/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 23/5/2022. Ressalte-se que, em atenção ao princípio da dialeticidade recursal, a impugnação deve ser realizada de forma efetiva, concreta e pormenorizada, não sendo suficientes alegações genéricas ou relativas ao mérito da controvérsia, sob pena de incidência, por analogia, da Súmula n. 182 do STJ. Nesse sentido, confiram-se julgados: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSO PENAL. ALEGAÇÃO EXTEMPORÂNEA DE AFRONTA A PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL. DESCABIMENTO. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA PROFERIDA PELA RELATORIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. NÃO CONSTATAÇÃO. INSURGÊNCIA GENÉRICA. INADMISSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 182/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. Alegado ultraje (extemporâneo e inadmissível), na via regimental, aos princípios constitucionais da "ampla defesa" e do "contraditório", além de evidenciar manifesta inovação recursal, descabida por força da preclusão consumativa incidente, carece de cognoscibilidade, por pautar-se em espectro normativo (metanorma) "diverso" do conceito de tratado ou lei federal, enquadrado pelo constituinte originário no art. 105, III, da CF/88. 2. O princípio da dialeticidade recursal impõe que a parte recorrente impugne todos os fundamentos da decisão recorrida e demonstre, de forma oportuna, congruente, concreta e específica (pormenorizada), seu eventual desacerto. 3. Consoante entendimento perfilhado por esta Corte de Uniformização, a ausência de "dialética" e "estratificada" impugnação aos fundamentos assentados na decisão monocrática agravada - prolatada por esta Corte - impede o conhecimento do agravo regimental, consoante inteligência sistemática do art. 932, III, CPC/2015, c/c art. 34, XVIII, "a", do RISTJ e da Súmula n. 182/STJ, aplicável por analogia. 4. Na espécie, constata-se que o (ora) agravante não infirmou - de forma específica e pormenorizada - o fundamento aclarado na origem de que a embargada qualificadora, adstrita ao meio que dificultou a defesa (art. 121, § 2º, IV, CP), não se encontra dissociada do conjunto probatório carreado aos autos (em juízo de prelibação da acusação, sob o escalonado rito do Júri), de modo a afastar a perquirida ofensa do aresto local à dicção do art. 619 do CPP. 5. Tal delineamento processual inviabiliza (à luz dos subjacentes princípios da "cooperação processual" e do "devido processo legal", em sua dupla acepção formal e material), o objetivado juízo de delibação do reclamo, consoante exegese do art. 6º do CPC c/c art. 3º do CPP. 6. Agravo regimental não conhecido. AgRg no AREsp n. 2.306.553/PB, relator Ministro Otávio de Almeida Toledo (desembargador convocado do TJSP), Sexta Turma, julgado em 2/9/2024, DJe de 4/9/2024. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. FUNDAMENTO INATACADO. SÚMULA 182/STJ. RAZÕES DIVORCIADAS. SÚMULA 284/STF. 1. Trata-se de Agravo Interno contra decisão monocrática proferida pela Presidência do STJ, que não conheceu do Agravo em Recurso Especial. 2. A decisão presidencial assentou: "Mediante análise dos autos, verifica-se que a decisão agravada inadmitiu o recurso especial, considerando: ausência de afronta ao art. 1.022 do CPC, consonância do acórdão recorrido com jurisprudência do STJ, Súmula 7/STJ (exclusão do polo passivo) e Súmula 7/STJ (impenhorabilidade do bem de família). Entretanto, a parte agravante deixou de impugnar especificamente: consonância do acórdão recorrido com jurisprudência do STJ. Nos termos do art. 932, inciso III, do CPC e do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno desta Corte, não se conhecerá do agravo em recurso especial que "não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida". Conforme já assentado pela Corte Especial do STJ, a decisão de inadmissibilidade do recurso especial não é formada por capítulos autônomos, mas por um único dispositivo, o que exige que a parte agravante impugne todos os fundamentos da decisão que, na origem, não admitiu o recurso especial. A propósito: (..) Ressalte-se que, em atenção ao princípio da dialeticidade recursal, a impugnação deve ser realizada de forma efetiva, concreta e pormenorizada, não sendo suficientes alegações genéricas ou relativas ao mérito da controvérsia, sob pena de incidência, por analogia, da Súmula n. 182 do STJ." (fls. 1.261-1.262, e-STJ). 3. A parte agravante refuta o embasamento da decisão, alegando, em síntese: "24. Além de que, diverso do ponderado pela r. decisão agravada, no que diz respeito a jurisprudência do STJ e a suposta infração legal, há de se consignar que o Agravante, no agravo em recurso especial, impugnou com veemência os fundamentos da r. decisão denegatória do recurso especial sob o viés do fato novo que foi utilizado como razão de decidir pelo E. Tribunal a quo e a pressuposta incidência da Súmula 7 do STJ, o que se passa demonstrar abaixo. (..) 37. Como se extrai das razões do agravo em recurso especial, ao afastar o cabimento da Súmula 7 deste C. STJ, o Agravante demonstrou a violação expressa ao art. 135, III, do CTN e inadequação ao entendimento deste C. STJ, oportunidade na qual, ressaltou-se que o d. Tribunal a quo fundamentou sua conclusão meritória pela responsabilidade do Agravante com base em fato novo, sem sequer oportunizar ao Agravante prévia manifestação ou processo cognitivo que oportunizasse o oferecimento de todos os meios de prova e fundamentos cabíveis." (fl. 1.282-1.286, e-STJ). 4. Dessa forma, caberia à parte, no presente momento, demonstrar que impugnou o fundamento da decisão agravada (óbice processual apontado nela). 5. Na hipótese, deveria a parte indicar precedentes do STJ contemporâneos ao acórdão hostilizado, em sentido oposto, para, fundamentadamente, demonstrar a inexistência de entendimento conforme a jurisprudência do STJ, e isso não ocorreu. 6. No caso concreto, a linha argumentativa é deficiente, pois deixa de refutar o fundamento da decisão agravada e se encontra dissociada do seu conteúdo. 7. Aplicam-se, assim, as Súmulas 182/STJ e 284/STF. 8. Agravo Interno não conhecido. (AgInt no AREsp n. 2.067.588/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 12/8/2024, DJe de 20/8/2024.) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO QUE NÃO CONHECEU DO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL TORNADA SEM EFEITO PELA PRESIDÊNCIA DO STJ. NECESSIDADE DE NOVA ANÁLISE DO RECURSO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 182/STJ. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS, COM EFEITOS MODIFICATIVOS. 1. Embora a presidência desta Corte tenha proferido decisão não conhecendo do agravo em recurso especial por incidência da Súmula 182/STJ, entendeu por tornar sem efeito o referido decisum (e-STJ fl. 1.232). Assim sendo, necessária a retomada da análise do recurso. 2. No caso dos autos, efetivamente não foram rebatidos todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso especial, atraindo a incidência do óbice da Súmula 182/STJ. 3. A falta de impugnação específica e pormenorizada dos fundamentos da decisão agravada inviabiliza o conhecimento do agravo em recurso especial, por violação do princípio da dialeticidade, uma vez que os fundamentos não impugnados se mantêm, nos termos do enunciado sumular n. 182 desta Corte Superior. 4. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos modificativos, para não conhecer do agravo em recurso especial. (EDcl no AgRg no AREsp n. 2.630.230/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 6/8/2024, DJe de 13/8/2024.) Portanto, é inviável o conhecimento do agravo em recurso especial que não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão agravada. Incid ência da Súmula n. 182 do STJ. Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. É como penso. É como voto.