AREsp 2539088 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque a parte agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, exigência prevista no art. 932 do CPC e nas normas regimentais aplicáveis; como a decisão de inadmissibilidade tem dispositivo unitário, deve ser atacada em sua integralidade.
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- Parties
- Agravante: NEIDA HOPKO SCHIER; Agravante: OUTROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 April 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido (inadmissibilidade)
- Outcome
- não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Impugnação Específica, Prequestionamento, Dialeticidade Recursal, Súmulas E Jurisprudência Consolidada
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Parties
NEIDA HOPKO SCHIER
Agravante
OUTROS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido (inadmissibilidade)
Legal Issues
- 1 impugnação específica de todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial
- 2 inadmissibilidade do agravo por ausência de impugnação específica
- 3 aplicação das súmulas mencionadas como fundamento da inadmissão
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque a parte agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, exigência prevista no art. 932 do CPC e nas normas regimentais aplicáveis; como a decisão de inadmissibilidade tem dispositivo unitário, deve ser atacada em sua integralidade.
Court Disposition
não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo em recurso especial apresentado por NEIDA HOPKO SCHIER e OUTROS contra decisão que inadmitiu recurso especial interposto com fundamento no art. 105, inciso III, da Constituição Federal. É, no essencial, o relatório. Decido. Mediante análise dos autos, verifica-se que a decisão agravada inadmitiu o recurso especial, considerando: Súmula 83/STJ (Prescrição vencimento antecipado), Súmula 7/STJ (Prescrição vencimento antecipado), Súmula 5/STJ (legalidade da cobrança de juros capitalizados), Súmula 7/STJ (legalidade da cobrança de juros capitalizados), ausência de prequestionamento, não cabimento de REsp por ofensa a norma diversa de tratado ou lei federal (Súmula 121 do STF), Súmula 7/STJ (prorrogação da dívida), Súmula 83/STJ (Quanto à necessidade de pedido administrativo), ausência de prequestionamento (artigos 371 e 479 do CPC), não cabimento de REsp por ofensa a norma diversa de tratado ou lei federal (Súmula298/STJ), Súmula 282/STF (Leis n.º 4829/65, Decreto n.º 58.380, Decreto Lei n.º 167/67, Lei n.º 8171/1991 e Lei n.º 11.775/08), ausência/erro de indicação de artigo de lei federal violado - Súmula 284/STF, Súmula 83/STJ (Confissão ficta), Súmula 7/STJ (Confissão ficta), Súmula 7/STJ (Quanto à redistribuição dos ônus sucumbenciais) e divergência não comprovada - Súmula 284/STF. Entretanto, a parte agravante deixou de impugnar especificamente: Súmula 83/STJ (Prescrição vencimento antecipado), Súmula 7/STJ (Prescrição vencimento antecipado), Súmula 5/STJ (legalidade da cobrança de juros capitalizados), Súmula 7/STJ (legalidade da cobrança de juros capitalizados), não cabimento de REsp por ofensa a norma diversa de tratado ou lei federal (Súmula 121 do STF), Súmula 7/STJ (prorrogação da dívida), Súmula 83/STJ (Quanto à necessidade de pedido administrativo), ausência de prequestionamento (artigos 371 e 479 do CPC), não cabimento de REsp por ofensa a norma diversa de tratado ou lei federal (Súmula298/STJ), Súmula 282/STF (Leis n.º 4829/65, Decreto n.º 58.380, Decreto Lei n.º 167/67, Lei n.º 8171/1991 e Lei n.º 11.775/08), ausência/erro de indicação de artigo de lei federal violado - Súmula 284/STF, Súmula 83/STJ (Confissão ficta), Súmula 7/STJ (Confissão ficta), Súmula 7/STJ (Quanto à redistribuição dos ônus sucumbenciais) e divergência não comprovada - Súmula 284/STF. Nos termos do art. 932, inciso III, do CPC e do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno desta Corte, não se conhecerá do agravo em recurso especial que "não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida". Conforme já assentado pela Corte Especial do STJ, a decisão de inadmissibilidade do recurso especial não é formada por capítulos autônomos, mas por um único dispositivo, o que exige que a parte agravante impugne todos os fundamentos da decisão que, na origem, inadmitiu o recurso especial. A propósito: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973. ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932. 1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932. 2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão. 3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais. 4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC. 5. Embargos de divergência não providos. (EAREsp 746.775/PR, relator Ministro João Otávio de Noronha, relator p/ Acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe de 30/11/2018.) Ressalte-se que, em atenção ao princípio da dialeticidade recursal, a impugnação deve ser realizada de forma efetiva, concreta e pormenorizada, não sendo suficientes alegações genéricas ou relativas ao mérito da controvérsia, sob pena de incidência, por analogia, da Súmula n. 182/STJ. Ante o exposto, com base no art. 21-E, inciso V, c/c o art. 253, parágrafo único, inciso I, ambos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA