REsp 2168667 - ACORDAO
O agravo interno não foi conhecido porque o agravante deixou de impugnar de forma clara e específica os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ, sendo ainda a matéria conexa a precedente vinculante do STF (Tema 1.199), o que afasta o exame do recurso especial.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: OSCAR CAETANO DE FARIA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 31 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Julgamento (sessão Virtual)
- Outcome
- não conhecido
- Legal Topics
- Impugnação Específica, Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 182 Do STJ, Repercussão Geral (tema 1.199)
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
OSCAR CAETANO DE FARIA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Julgamento (sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada
- 2 impossibilidade de exame de questão constitucional vinculada à repercussão geral do STF em recurso especial
- 3 aplicação da Súmula 182 e do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015
Ratio Decidendi
O agravo interno não foi conhecido porque o agravante deixou de impugnar de forma clara e específica os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ, sendo ainda a matéria conexa a precedente vinculante do STF (Tema 1.199), o que afasta o exame do recurso especial.
Court Disposition
não conhecido
Orders
- Agravo interno não conhecido
- Deixa de ser aplicada a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC/2015
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 18/03/2025 a 24/03/2025, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina, Regina Helena Costa e Paulo Sérgio Domingues votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Paulo Sérgio Domingues. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. 1. Nos termos do que dispõem o art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e a Súmula 182 do STJ, a parte deve infirmar, nas razões do agravo interno, todos os fundamentos da decisão atacada, sob pena de não ser conhecido o seu recurso. 2. Hipótese em que a parte recorrente não se desincumbiu do ônus de impugnar, de forma clara e objetiva, os motivos da decisão ora agravada. 3. Agravo interno não conhecido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno manejado por OSCAR CAETANO DE FARIA contra a decisão, de e-STJ fls. 3.247/3.249, que não conheceu do recurso especial por ter a Corte de origem decidido com base no Tema 1.199 da repercussão geral do STF, sendo certo que a questão suscitada, por guardar pertinência com a correta aplicação de precedente vinculante formado em julgamento realizado pela Suprema Corte, é questão constitucional insuscetível de exame em sede de recurso especial, sob pena de usurpação de competência do Pretório Excelso. Nas suas razões, a parte agravante sustenta que "é certo que o objeto em discussão é a aplicação da LEI n.º 14.230/2021 ao caso em comento. Ou seja, não há usurpação de competência quando a matéria discutida é afeta a flagrante violação aos dispositivos de Lei" (e-STJ fl. 3.261). Repisa, ainda, as razões do especial. Requer, assim, a reforma da decisão atacada para que seja provido o recurso especial. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. 1. Nos termos do que dispõem o art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e a Súmula 182 do STJ, a parte deve infirmar, nas razões do agravo interno, todos os fundamentos da decisão atacada, sob pena de não ser conhecido o seu recurso. 2. Hipótese em que a parte recorrente não se desincumbiu do ônus de impugnar, de forma clara e objetiva, os motivos da decisão ora agravada. 3. Agravo interno não conhecido. VOTO Considerando os parâmetros estabelecidos pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do EREsp 1.424.404/SP (rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, julgado em 20/10/2021, DJe 17/11/2021), para a aplicação da Súmula 182 do STJ no tocante aos agravos internos manejados contra decisões proferidas em recurso especial ou em agravo em recurso especial, tem-se o seguinte: a) incide o verbete quando: i) o único ou todos os capítulos da decisão agravada não foi ou não foram impugnados; ii) não houver a impugnação de todos os fundamentos adotados na análise de determinado capítulo autônomo (ou seja , ausência de ataque a fundamento capaz, por si só, de manter a conclusão alcançada na decisão agravada); b) não se aplica o óbice sumular no caso em que houver vários capítulos autônomos, e a parte agravante não se insurgir contra algum deles, pois isso acarreta apenas a preclusão da matéria não impugnada, devendo ser analisado o que remanesceu. Dito isso, vê-se que, na hipótese dos autos, o agravo interno não ser conhecido. Com efeito, na decisão ora recorrida não conheci do recurso especial por ter a Corte de origem decidido com base no Tema 1.199 da repercussão geral do STF, sendo certo que a questão suscitada, por guardar pertinência com a correta aplicação de precedente vinculante formado em julgamento realizado pela Suprema Corte, é questão constitucional insuscetível de exame em sede de recurso especial, sob pena de usurpação de competência do Pretório Excelso . Contudo, da leitura das razões do agravo interno, observa-se que a parte agravante deixou de atacar devidamente os referidos fundamentos , limitando-se a tecer considerações genéricas e a repisar as alegações do especial. Desse modo, forçosa se apresenta a observância do contido no art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e na Súmula 182 do STJ. Deixo de aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC/2015, tendo em vista que o mero inconformismo com a decisão agravada não enseja a necessária imposição da sanção, quando não configurada a manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso, por decisão unânime do Colegiado, como no caso em análise. Ante o exposto, NÃO CONHEÇO do agrav o interno. É como voto.