AREsp 1782259 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante deixou de impugnar especificamente os fundamentos da decisão recorrida, nos termos do art. 932, inciso III, do CPC/2015, com fundamento em precedentes desta Corte (EAREsp 746.775/PR) e na súmula 182/STJ, além da aplicação da Súmula nº 7/STJ quanto a matérias...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: CONDOMÍNIO DO CONJUNTO NACIONAL BRASÍLIA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Pelo Relator
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Impugnação Específica, Súmula 7/stj, Honorários Sucumbenciais, Competência Constitucional Do STF, Negação De Prestação Jurisdicional
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Parties
CONDOMÍNIO DO CONJUNTO NACIONAL BRASÍLIA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Pelo Relator
Legal Issues
- 1 impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida (art. 932, III, CPC/2015)
- 2 incidência da Súmula nº 7/STJ sobre matérias fático-probatórias
- 3 competência do Supremo Tribunal Federal para matéria constitucional (art. 102, III, CF)
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante deixou de impugnar especificamente os fundamentos da decisão recorrida, nos termos do art. 932, inciso III, do CPC/2015, com fundamento em precedentes desta Corte (EAREsp 746.775/PR) e na súmula 182/STJ, além da aplicação da Súmula nº 7/STJ quanto a matérias fático-probatórias; decidiu-se ainda pela majoração dos honorários sucumbenciais para 17,5% nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Majoram-se os honorários sucumbenciais para 17,5% em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observada a assistência judiciária, se for o caso.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por CONDOMÍNIO DO CONJUNTO NACIONAL BRASÍLIAcontra a decisão que não admitiu o recurso especial. A denegação, na origem, deu-se pelos seguintes fundamentos: (i) ausência de violação dos arts. 489 e 1.022 do Código de Processo Civil de 2015; (ii) a assertiva de ofensa a dispositivos constitucionais não serve de suporte à interposição de recurso especial, tendo em vista que é competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal a análise de matéria constitucional, nos termos expressos do art. 102, III, da Carta Magna; (iii) aplicação da Súmulanº 7/STJ quanto aos arts. 844, 944 e 950 do Código Civil; (iv)o dissídio jurisprudencial restou prejudicado ante a incidência daSúmulanº7/STJ e (v) incidência da Súmula nº 7/STJ no tocante aos arts. 17, 330, II, e 485, VI, do Código de Processo Civil de 2015 e 436, parágrafo único, do Código Civil, porquanto ao assentar pela legitimidade passiva do recorrente, a turma julgadora firmou seu posicionamento com lastro nos elementos fático-probatórios dos autos. Nas razões do agravo, a parte agravante afirma que houve negativa de prestação jurisdicional, porque a Corte estadual não enfrentou questões imprescindíveis para o deslinde da controvérsia eafirmou que foram violados os arts. 5º, caput, e V, da Constituição Federal, e 186, 436, parágrafo único, 944do Código Civil. É o relatório. DECIDO. O acórdão impugnado pelo recurso especial foi publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). O agravo não comporta conhecimento. Constata-se que as razões do agravo deixaram de impugnar os seguintes fundamentos: (a)a assertiva de ofensa a dispositivos constitucionais não serve de suporte à interposição de recurso especial, tendo em vista que é competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal a análise de matéria constitucional, nos termos expressos do art. 102, III, da Carta Magna; (b) aplicação da Súmula nº 7/STJ quanto aos arts. 844, 944 e 950 do Código Civil; (c) o dissídio jurisprudencial restou prejudicado ante a incidência da Súmula nº 7/STJ e (d) incidência da Súmula nº 7/STJ no tocante aos arts. 17, 330, II, e 485, VI, do Código de Processo Civil de 2015 e 436, parágrafo único, do Código Civil, porquanto ao assentar pela legitimidade passiva do recorrente, a turma julgadora firmou seu posicionamento com lastro nos elementos fático-probatórios dos autos. Desse modo, incide o disposto no art. 932, inciso III, do Código de Processo Civil de 2015, que impõe ao relator não conhecer do recurso "que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida". Importante frisar que, no julgamento do EAREsp 746.775/PR, julgado em 19/9/2018, DJe 30/11/2018, a Corte Especial deste Tribunal reafirmou o entendimento no qual é necessária a impugnação específica de todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de incidência da súmula 182/STJ. Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Na origem, os honorários sucumbenciais foram fixados em 15% (quinzepor cento) sobre o valor da condenação, os quais devem ser majorados para 17,5% (dezessete vírgula cincopor cento) em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observada a assistência judiciária, se for o caso. Publique-se. Intimem-se.