AREsp 2630997 - ACORDAO
Não conheço do agravo interno porque o agravante não impugnou, de forma clara e objetiva, os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ, limitando-se a reiterar argumentos anteriores.
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- Parties
- Agravante: PAULO DAMASCO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Sessão Virtual Julgamento (18/02/2025 a 24/02/2025)
- Outcome
- não conhecido
- Legal Topics
- Impugnação Específica, Súmula 182 Do STJ, Não Conhecimento De Recurso, Impugnação À Súmula 280 Do STF
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Parties
PAULO DAMASCO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Sessão Virtual Julgamento (18/02/2025 a 24/02/2025)
Legal Issues
- 1 ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada
- 2 incidência do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ
Ratio Decidendi
Não conheço do agravo interno porque o agravante não impugnou, de forma clara e objetiva, os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ, limitando-se a reiterar argumentos anteriores.
Court Disposition
não conhecido
Orders
- Agravo interno não conhecido.
- Deixar de aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC/2015.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 18/02/2025 a 24/02/2025, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina, Regina Helena Costa e Paulo Sérgio Domingues votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Paulo Sérgio Domingues. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AUSÊNCIA. 1. Nos termos do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ, o agravante deve infirmar, nas razões do agravo interno, os fundamentos da decisão impugnada, sob pena de não ser conhecido o seu recurso. 2. Hipótese em que a parte recorrente não se desincumbiu do ônus de impugnar, de forma clara e objetiva, os motivos da decisão ora agravada. 3. Agravo interno não conhecido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno manejado por PAULO DAMASCO contra decisão da então Ministra Presidente do STJ, proferida às e-STJ fls. 888/880, em que não conheceu do agravo em virtude da previsão contida no art. 932, III, do CPC/2015. Reitera a parte agravante argumentos lançados nos anteriores recursos, concluindo que, " .. tendo o v. Despacho ora vergastado acolhido o v. Despacho Denegatório, conduzido pelos mesmos óbices inaugurados pelo v. Despacho supra, é de ser IMPUGNADO na mesma argumentação acima arrazoada, não cabendo, data vênia, acoimar o Recurso de deficiente e que, não foi realizada a impugnação específica do v. Despacho Denegatório por parte do Agravante, à luz, estritamente da matéria que interessa ao âmbito do Recurso Especial desde a interposição do Recurso de Embargos de Declaração" (e-STJ fl. 928). Requer, assim, a reconsideração ou a reforma da decisão atacada a fim de que seja provido o recurso especial. O Ministério Público Federal opina pelo não conhecimento do recurso ou por seu desprovimento (e-STJ fls. 967/971). É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AUSÊNCIA. 1. Nos termos do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ, o agravante deve infirmar, nas razões do agravo interno, os fundamentos da decisão impugnada, sob pena de não ser conhecido o seu recurso. 2. Hipótese em que a parte recorrente não se desincumbiu do ônus de impugnar, de forma clara e objetiva, os motivos da decisão ora agravada. 3. Agravo interno não conhecido. VOTO De início, considerando os parâmetros estabelecidos pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do EREsp 1.424.404/SP (Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, julgado em 20/10/2021, DJe 17/11/2021), para a aplicação da Súmula 182 do STJ no tocante aos agravos internos manejados contra decisões proferidas em recurso especial ou em agravo em recurso especial, tem-se o seguinte: a) incide o verbete quando: i) o único ou todos os capítulos da decisão agravada não foi ou não foram impugnados; ii) não houver a impugnação de todos os fundamentos adotados na análise de determinado capítulo autônomo (ou seja, ausência de ataque a fundamento capaz, por si só, de manter a conclusão alcançada na decisão agravada); b) não se aplica o óbice sumular no caso em que houver vários capítulos autônomos, e a parte agravante não se insurgir contra algum deles, pois isso acarreta apenas a preclusão da matéria não impugnada, devendo ser analisado o que remanesceu. Dito isso, vê-se que, na hipótese dos autos, o agravo interno não merece ser conhecido. Com efeito, no decisum ora recorrido, não se conheceu do recurso especial em decisão com único capítulo e o seguinte fundamento: ausência de impugnação à aplicação da Súmula 280 do STF e à ausência/erro de indicação do permissivo constitucional autorizador da interposição. Da leitura das razões do agravo interno, observa-se que a parte agravante deixou de atacar devidamente o fundamento aludido. Com efeito, limitou-se a reprisar argumentos lançados em seus anteriores recursos. Desse modo, forçosa se apresenta a observância do contido no art. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil de 2 015 e na Súmula 182 do STJ. Deixo de aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC/2015, tendo em vista que o mero inconformismo com a decisão agravada não enseja a necessária imposição da sanção quando não configurada a manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso, por decisão unânime do Colegiado, como no caso em análise. Ante o exposto, NÃO CONHEÇO do agravo interno. É como voto.