REsp 2171940 - ACORDAO
O agravo interno não foi conhecido porque a agravante não impugnou de forma específica os fundamentos da decisão agravada (inadequação da via para tese constitucional e ausência de prequestionamento), nos termos do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: POLIERG INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Não Conhecido
- Outcome
- Agravo interno não conhecido.
- Legal Topics
- Impugnação Específica, Prequestionamento, Súmula 182 Do STJ, Art. 1.021 §1º Do Cpc/2015, Icms/difal, Súmula 282 Do STF
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Parties
POLIERG INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada
- 2 inadequação da via eleita para suscitar tese de natureza constitucional
- 3 ausência de prequestionamento (Súmula 282 do STF)
Ratio Decidendi
O agravo interno não foi conhecido porque a agravante não impugnou de forma específica os fundamentos da decisão agravada (inadequação da via para tese constitucional e ausência de prequestionamento), nos termos do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ.
Court Disposition
Agravo interno não conhecido.
Orders
- Agravo interno não conhecido.
- Deixa-se de aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC/2015
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 22/04/2025 a 28/04/2025, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina, Regina Helena Costa e Paulo Sérgio Domingues votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Paulo Sérgio Domingues. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AUSÊNCIA. 1. Nos termos do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ, o agravante deve infirmar, nas razões do agravo interno, os fundamentos da decisão impugnada, sob pena de não ser conhecido o seu recurso. 2. Hipótese em que a recorrente não se desincumbiu do ônus de impugnar, de forma clara e objetiva, os motivos da decisão ora agravada. 3. Agravo interno não conhecido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno manejado por POLIERG INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. contra a decisão constante às e-STJ fls. 282/285, em que, entendendo inadequada a via eleita para conhecer da tese de natureza constitucional e ausente o prequestionamento dos dispositivos de lei federal suscitados, não conheci do recurso especial no qual a empresa impugna a cobrança do ICMS/DIFAL. Nas suas razões (e-STJ fls. 282/285), a agravante sustenta que seja reconhecida a impossibilidade de cobrança do ICMS/DIFAL, mesmo para proposta ajuizada pelo contribuinte posteriormente à data estabelecida na modulação de efeitos dos julgamentos do RE n. 1287019/DF e da ADI n. 5469/DF. A parte agravada apresentou impugnação (e-STJ fls. 291/293). É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AUSÊNCIA. 1. Nos termos do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ, o agravante deve infirmar, nas razões do agravo interno, os fundamentos da decisão impugnada, sob pena de não ser conhecido o seu recurso. 2. Hipótese em que a recorrente não se desincumbiu do ônus de impugnar, de forma clara e objetiva, os motivos da decisão ora agravada. 3. Agravo interno não conhecido. VOTO De início, considerando os parâmetros estabelecidos pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do EREsp n. 1.424.404/SP (rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, julgado em 20/10/2021, DJe 17/11/2021), para a aplicação da Súmula 182 do STJ referente aos agravos internos manejados contra decisões proferidas em recurso especial ou em agravo em recurso especial, tem-se o seguinte: a) incide o verbete quando: i) o único ou todos os capítulos da decisão agravada não foi ou não foram impugnados; ii) não houver a impugnação de todos os fundamentos adotados na análise de determinado capítulo autônomo (ou seja, ausência de ataque a fundamento capaz, por si só, de manter a conclusão alcançada na decisão agravada); b) não se aplica o óbice sumular no caso em que houver vários capítulos autônomos e a parte agravante não se insurgir contra algum deles, pois isso acarreta apenas a preclusão da matéria não impugnada, devendo ser analisado o que remanesceu. Dito isso, vê-se que, nos autos, o agravo interno não merece ser conhecido. Na hipótese, a decisão ora agravada não conheceu do recurso especial por dois fundamentos, a saber: (i) inadequação da via eleita para suscitar tese de natureza constitucional; (ii) ausência de prequestionamento (Súmula 282 do STF). Esse fundamentos, todavia, não foram especificamente impugnados pela parte agravante. Oportuno destacar que o princípio da dialeticidade impõe, à parte recorrente, o ônus de explicitar os motivos pelos quais a decisão atacada deve ser reformada, trazendo argumentações capazes de demonstrar o seu desacerto, sendo insuficiente a mera exposição da tese recursal, como ocorreu no caso. Desse modo, forçosa se apresenta a observância do contido no art. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil de 2015, e na Súmula 182 do STJ. Por fim, o mero inconformismo com a decisão agravada não enseja a necessária imposição da sanção, quando não configurada a manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso, por decisão unânime do Colegiado, como no caso em análise, razão pela qual deixo de aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC/2015. Ante o exposto, NÃO CONHEÇO do agravo interno. É como voto.