REsp 2222142 - ACORDAO
O agravo interno não foi conhecido porque o agravante não impugnou especificamente o fundamento da decisão agravada (incidência da Súmula 284 do STF), nos termos do art. 1.021, §1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ; por isso, manteve-se a decisão de não conhecimento e deixou-se de aplicar a multa do §4º do...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ANTONIO ALVES CUNHA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Julgado Agravo Interno Não Conhecido (sessão Virtual Da Primeira Turma)
- Outcome
- agravo interno não conhecido
- Legal Topics
- Impugnação Específica, Admissibilidade De Recurso, Súmula 182 Do STJ, Súmula 284 Do STF, Súmula 7 Do STJ, Art. 1.021 Do Cpc/2015, Multa Processual (art. 1.021, §4º, Cpc/2015)
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Parties
CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ANTONIO ALVES CUNHA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Julgado Agravo Interno Não Conhecido (sessão Virtual Da Primeira Turma)
Legal Issues
- 1 ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada
- 2 incidência da Súmula 182 do STJ e art. 1.021, §1º, do CPC/2015 sobre agravo interno
- 3 decisão agravada não conhecida por aplicação da Súmula 284 do STF
Ratio Decidendi
O agravo interno não foi conhecido porque o agravante não impugnou especificamente o fundamento da decisão agravada (incidência da Súmula 284 do STF), nos termos do art. 1.021, §1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ; por isso, manteve-se a decisão de não conhecimento e deixou-se de aplicar a multa do §4º do art.1.021 do CPC/2015.
Court Disposition
agravo interno não conhecido
Orders
- Agravo interno não conhecido
- Não aplicar a multa prevista no §4º do art. 1.021 do CPC/2015
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 18/11/2025 a 24/11/2025, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Paulo Sérgio Domingues, Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina e Regina Helena Costa votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sérgio Kukina. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTO. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AUSÊNCIA. 1. Nos termos do que dispõem o art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e a Súmula 182 do STJ, a parte deve infirmar, nas razões do agravo interno, os fundamentos da decisão combatida, sob pena de não ser conhecido o seu recurso. 2. Hipótese em que a parte recorrente não se desincumbiu do ônus de impugnar, de forma clara e objetiva, os motivos da decisão ora agravada. 3. Agravo interno não conhecido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno manejado por CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ANTONIO ALVES CUNHA, contra decisão em que não conheci do recurso especial em razão do óbice da Súmula 284 do STF (e-STJ fls. 358/360). A parte agravante alega, em síntese, que: a) houve o prequestionamento implícito da matéria abordada no recurso; b) a questão submetida é exclusivamente de direito e não atrai o óbice da Súmula 7 do STJ e c) a "matéria que concerne sobre a tarifa mínima de que trata o Tema 414, nunca esteve em discussão quanto ao escalonamento de faixa de valores de que trata esse processo" (e-STJ fl. 375). Decurso do prazo de resposta. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTO. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AUSÊNCIA. 1. Nos termos do que dispõem o art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e a Súmula 182 do STJ, a parte deve infirmar, nas razões do agravo interno, os fundamentos da decisão combatida, sob pena de não ser conhecido o seu recurso. 2. Hipótese em que a parte recorrente não se desincumbiu do ônus de impugnar, de forma clara e objetiva, os motivos da decisão ora agravada. 3. Agravo interno não conhecido. VOTO De início, considerando os parâmetros estabelecidos pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do EREsp 1424404/SP (Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, julgado em 20/10/2021, DJe 17/11/2021), para a aplicação da Súmula 182 do STJ no tocante aos agravos internos manejados contra decisões proferidas em recurso especial ou em agravo em recurso especial, tem-se o seguinte: a) incide o verbete quando: i) o único ou todos os capítulos da decisão agravada não foi ou não foram impugnados; ii) não houver a impugnação de todos os fundamentos adotados na análise de determinado capítulo autônomo (quer dizer, ausência de ataque a fundamento capaz, por si só, de manter a conclusão alcançada na decisão agravada); b) não se aplica o óbice sumular no caso em que houver vários capítulos autônomos e a parte agravante não se insurgir contra algum deles, pois isso acarreta apenas a preclusão da matéria não impugnada, devendo ser analisado o que remanesceu. Dito isso, vê-se que, na hipótese dos autos, o agravo interno não merece ser conhecido. Com efeito, na decisão ora recorrida, o recurso especial não foi conhecido em razão da incidência da Súmula 284 do STF. Contudo, da leitura das razões do agravo interno, observa-se que a parte agravante não impugnou esse fundamento, limitando-se a desenvolver razões dissociadas do óbice mencionado na decisão agravada, como a falta de prequestionamento e o enunciado da Súmula 7 do STJ, bem como a reproduzir as razões de mérito do apelo raro. Desse modo, forçosa se apresenta a observância do contido no art. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil de 2015, e na Súmula 182 do STJ. Deixo de aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC/2015, visto que o mero inconformismo com a decisão agravada não enseja a necessária imposição da sanção quando não configurada a manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso, por decisão unânime do Colegiado, como no caso em análise. Ante o exposto, NÃO CONHEÇO do agravo interno. É como voto.