REsp 2225123 - ACORDAO
O agravo interno não foi conhecido porque a agravante não impugnou de forma clara e objetiva todos os fundamentos da decisão agravada, inclusive a fundamentação constitucional e a aplicação das Súmulas 284 do STF e 7 do STJ, nos termos do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: SOREL - SOCIEDADE REFLORESTADORA S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 April 2026
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Sessão Virtual (decisão Não Conhecida)
- Outcome
- NÃO CONHEÇO do agravo interno.
- Legal Topics
- Impugnação Específica, Súmula 182 Do STJ, Art. 1.021, § 1º, Do Cpc/2015, Não Conhecimento De Recurso, Súmulas 284 Do STF E 7 Do STJ, FAP (fator Acidentário De Prevenção), Decreto N. 6.957/2009
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Parties
SOREL - SOCIEDADE REFLORESTADORA S.A.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Sessão Virtual (decisão Não Conhecida)
Legal Issues
- 1 Ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada
- 2 Aplicação do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ
- 3 Incidência das Súmulas 284 do STF e 7 do STJ como óbices ao conhecimento do recurso
Ratio Decidendi
O agravo interno não foi conhecido porque a agravante não impugnou de forma clara e objetiva todos os fundamentos da decisão agravada, inclusive a fundamentação constitucional e a aplicação das Súmulas 284 do STF e 7 do STJ, nos termos do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ.
Court Disposition
NÃO CONHEÇO do agravo interno.
Orders
- NÃO CONHEÇO do agravo interno.
- Deixo de aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC/2015.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 07/04/2026 a 13/04/2026, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Paulo Sérgio Domingues, Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina e Regina Helena Costa votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sérgio Kukina. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTO. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AUSÊNCIA. 1. Nos termos do que dispõem o art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e a Súmula 182 do STJ, a parte deve infirmar, nas razões do agravo interno, os fundamentos da decisão combatida, sob pena de não ser conhecido o seu recurso. 2. Hipótese em que a parte recorrente não se desincumbiu do ônus de impugnar, de forma clara e objetiva, os motivos da decisão ora agravada. 3. Agravo interno não conhecido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno manejado por SOREL - SOCIEDADE REFLORESTADORA S.A. contra decisão de minha lavra, às e-STJ fls. 409/413, em que não conheci do recurso especial com amparo nas Súmulas 284 do STF e 7 do STJ e no fato de que o acórdão regional está amparado em fundamento constitucional, o que impede o exame da temática, relativa ao FAP, pelo STJ. Alega a agravante, em resumo, que a questão em debate tem índole infraconstitucional, pois o Tema 554 do STF não enfrentou o caso dos autos, em que se discute a legalidade do Decreto n. 6.957/2009 no tocante à alteração da alíquota do RAT/SAT, medida que não poderia ser feita por meio de norma infralegal. Sem impugnação. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTO. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AUSÊNCIA. 1. Nos termos do que dispõem o art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e a Súmula 182 do STJ, a parte deve infirmar, nas razões do agravo interno, os fundamentos da decisão combatida, sob pena de não ser conhecido o seu recurso. 2. Hipótese em que a parte recorrente não se desincumbiu do ônus de impugnar, de forma clara e objetiva, os motivos da decisão ora agravada. 3. Agravo interno não conhecido. VOTO De início, considerando os parâmetros estabelecidos pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do EREsp 1.424.404/SP (Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, julgado em 20/10/2021, DJe 17/11/2021), para a aplicação da Súmula 182 do STJ no tocante aos agravos internos manejados contra decisões proferidas em recurso especial ou em agravo em recurso especial, tem-se o seguinte: a) incide o verbete quando: i) o único ou todos os capítulos da decisão agravada não foi ou não foram impugnados; ii) não houver a impugnação de todos os fundamentos adotados na análise de determinado capítulo autônomo (ou seja, ausência de ataque a fundamento capaz, por si só, de manter a conclusão alcançada na decisão agravada); b) não se aplica o óbice sumular no caso em que houver vários capítulos autônomos e a parte agravante não se insurgir contra algum deles, pois isso acarreta apenas a preclusão da matéria não impugnada, devendo ser analisado o que remanesceu. Dito isso, vê-se que, na hipótese dos autos, o agravo interno não merece ser conhecido. De fato, na decisão ora recorrida, o recurso especial, que tratou de tema único, relacionado à legalidade do cálculo do FAP à luz do Decreto n. 6.957/2009, não foi conhecido em razão de (i) a Corte regional ter decidido a questão com apoio em fundamentação constitucional; (ii) da aplicação do óbices das Súmulas 284 do STF e 7 do STJ. Contudo, da leitura das razões do agravo interno, observa-se que a parte agravante nada teceu acerca da incidência dos referidos óbices sumulares, deixando de atacar todos os fundamentos do julgado agravado, suficientes, por si , para manter o não conhecimento do recurso especial. Desse modo, forçosa se apresenta a observância do contido no art. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil de 2015 e na Súmula 182 do STJ. Deixo de aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC/2015, tendo em vista que o mero inconformismo com a decisão agravada não enseja a necessária imposição da sanção quando não configurada a manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso, por decisão unânime do Colegiado, como no caso em análise. Ante o exposto, NÃO CONHEÇO do agravo interno. É como voto.