AREsp 2732224 - DECISAO
Diante do entendimento consolidado pela Primeira Seção no Tema 1.188/STJ, a sentença trabalhista homologatória de acordo e anotações na CTPS só constituem início de prova material válido para reconhecimento de tempo de serviço quando acompanhadas de elementos probatórios contemporâneos aptos a demonstrar o período...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 June 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Afectado Ao Rito Do Art. 1.036 Do Cpc/2015; Devolução Ao Tribunal De Origem Com Baixa Nesta Corte
- Legal Topics
- Início De Prova Material, Reconhecimento De Tempo De Serviço, Temas Repetitivos, Preclusão E Reexame Pelo Tribunal De Origem, Recorribilidade Limitada
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Procedural Posture
Recurso Especial / Afectado Ao Rito Do Art. 1.036 Do Cpc/2015; Devolução Ao Tribunal De Origem Com Baixa Nesta Corte
Legal Issues
- 1 Se a sentença trabalhista homologatória de acordo e a anotação na CTPS constituem início de prova material para fins de reconhecimento de tempo de serviço, nos termos do art. 55, § 3º, da Lei 8.213/91
- 2 Se prova exclusivamente testemunhal é suficiente para comprovação do período de tempo de serviço
- 3 Efeitos processuais do tema repetitivo (art. 1.036 CPC/2015) e das normas dos arts. 1.040 e 1.041 do CPC/2015 sobre reexame pelo tribunal de origem
Ratio Decidendi
Diante do entendimento consolidado pela Primeira Seção no Tema 1.188/STJ, a sentença trabalhista homologatória de acordo e anotações na CTPS só constituem início de prova material válido para reconhecimento de tempo de serviço quando acompanhadas de elementos probatórios contemporâneos aptos a demonstrar o período pleiteado, não bastando prova exclusivamente testemunhal; assim, por força dos arts. 1.036, 1.040 e 1.041 do CPC/2015, o processo é devolvido ao Tribunal de origem para reexame em face do acórdão paradigma, com baixa nesta Corte
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Em análise dos autos, verifico que a controvérsia devolvida ao conhecimento desta Corte Superior foi afetada ao rito do art. 1.036 do Código de Processo Civil de 2015, no Tema 1.188/STJ, cuja questão submetida a julgamento foi: "Definir se a sentença trabalhista homologatória de acordo, assim como a anotação na CTPS e demais documentos dela decorrentes, constitui início de prova material para fins de reconhecimento de tempo de serviço" . A Primeira Seção do STJ, no julgamento do referido tema repetitivo, fixou a seguinte tese: "A sentença trabalhista homologatória de acordo, assim como a anotação na CTPS e demais documentos dela decorrentes, somente será considerada início de prova material válida, conforme o disposto no art. 55, § 3º, da Lei 8.213/91, quando houver nos autos elementos probatórios contemporâneos que comprovem os fatos alegados e sejam aptos a demonstrar o tempo de serviço no período que se pretende reconhecer na ação previdenciária, exceto na hipótese de caso fortuito ou força maior" (REsp 1.938.265/MG e REsp 2.056.866/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Seção, julgado em 11/9/2024, DJe de 16/9/2024). No caso dos autos, em decorrência do entendimento firmado pela Primeira Seção, não pode ser considerada a prova exclusivamente testemunhal para a comprovação do referido período. Nesse contexto, nos termos do art. 1.040, II, do CPC/2015, publicado o acórdão paradigma, o órgão que proferiu o acórdão recorrido, na origem, deverá reexaminar o processo anteriormente julgado, se o decisum contrariar a orientação do tribunal superior. Cumpre destacar que, em conformidade com o art. 1.041, § 2º, do CPC/2015, apenas após essas providências é que o recurso especial, se for o caso, deverá ser reencaminhado a este Tribunal Superior, independentemente de ratificação, para análise das demais questões jurídicas nele suscitadas que eventualmente não fiquem prejudicadas pela conformidade do acórdão recorrido com a decisão sobre o tema repetitivo ou pelo novo pronunciamento do Tribunal de origem. Isso posto, considerando a peculiaridade dos autos, determino a devolução do presente feito ao Tribunal de origem, com a devida baixa nesta Corte, para que, sejam observados os procedimentos dos arts. 1.040 e 1.041 do CPC/2015. Advirto as partes que, na esteira da jurisprudência tranquila desta Corte, a presente decisão possui recorribilidade limitada à demonstração do distinguishing, na forma do art. 1.037, §§9º e 10, inciso IV, do CPC, sendo que não será conhecido o eventual agravo interno ou pedido de reconsideração a pretender o julgamento do presente recurso especial. A oposição de incidentes manifestamente improcedentes e protelatórios dará azo à aplicação das penalidades legalmente previstas (arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC). Intimem-se. EMENTA