AREsp 2571653 - DECISAO
Não conheço do agravo em recurso especial porque o agravante não impugnou de forma específica e concreta todos os fundamentos da decisão do Tribunal de origem, incorrendo na falta de dialeticidade prevista no art. 932, III, do CPC/2015 e atraindo a Súmula 182/STJ; além disso não demonstrou que a análise da matéria...
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- Parties
- Agravante: MUNICIPIO DE PASSO FUNDO; Órgão Decisório: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Inadmissão (não Conhecimento)
- Outcome
- NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso, Súmula 182/stj, Súmula 7/stj, Prequestionamento, Honorários Advocatícios Recursais, Súmula 283/stf, Art. 345, II, CPC
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Parties
MUNICIPIO DE PASSO FUNDO
Agravante
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Órgão Decisório
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Inadmissão (não Conhecimento)
Legal Issues
- 1 incidência da Súmula 182 do STJ pela ausência de impugnação concreta de todos os fundamentos da decisão agravada
- 2 inadmissibilidade do recurso especial por necessidade de reexame de provas (Súmula 7/STJ)
- 3 falta de prequestionamento quanto a dispositivo legal (Súmula 211/STJ)
Ratio Decidendi
Não conheço do agravo em recurso especial porque o agravante não impugnou de forma específica e concreta todos os fundamentos da decisão do Tribunal de origem, incorrendo na falta de dialeticidade prevista no art. 932, III, do CPC/2015 e atraindo a Súmula 182/STJ; além disso não demonstrou que a análise da matéria prescindiria do reexame de provas (Súmula 7/STJ), não comprovou o prequestionamento e permaneceu silente quanto à Súmula 283/STF, o que impede a admissibilidade do recurso especial.
Court Disposition
NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial.
Orders
- Majoro os honorários advocatícios em 10% sobre o valor já arbitrado (fl. 193), respeitados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º do art. 85 do CPC, bem como eventual concessão da gratuidade de justiça.
- Publique-se. Intimem-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por MUNICIPIO DE PASSO FUNDO contra decisão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL que inadmitiu recurso especial dirigido contra o acórdão prolatado na Apelação Cível n. 5000317-19.2022.8.21.0021. É o relatório. Decido. O agravo não comporta conhecimento. O Tribunal de origem negou seguimento ao apelo raro, com base no Tema n. 1.076 dos recursos repetitivos e, no mais, não o admitiu em razão da incidência dos seguintes óbices: a) necessidade de reexame de provas para alterar do valor da causa e também para rever a alegac a o de que, na fixac a o da verba honora"ria, "se se adotar o valor de 400.000 como valor da causa, ha" evidente irrazoabilidade e desproporcionalidade" (Súmula n. 7 do STJ); b) ainda quanto à fixação dos honorários sucumbenciais, a ausência de impugnação a fundamento autônomo do aresto recorrido (Súmula n. 283 do STF); c) ausência de negativa de prestação jurisdicional, com a citação de precedentes a esse respeito; e d) falta de prequestionamento no que diz respeito à alegada violac a o ao artigo 345, inciso II, do Co"digo de Processo Civil (Súmula n. 211 do STJ). Contudo, com relação à Súmula n. 7 do STJ, a parte agravante, nas razões do agravo em recurso especial, restringiu-se a afirmar, de maneira genérica, que não se trata de revolvimento do acervo fático-probatório (fls. 400-401), não tendo esclarecido, à luz das teses veiculadas no apelo nobre, especialmente, cotejando a fundamentação do acórdão recorrido, de que forma o exame daquelas prescindiria da análise de elementos probantes, tal como explicitado na decisão que não admitiu o recurso especial. A propósito: .. 5. A impugnação da Súmula n. 7/STJ pressupõe estrutura argumentativa específica, indicando-se as premissas fáticas admitidas como verdadeiras pelo Tribunal de origem, a qualificação jurídica que lhe foi conferida e a apreciação jurídica que lhe deveria ter sido efetivamente atribuída. O recurso daí proveniente deveria se esmerar em demonstrar efetivamente que a referida súmula não se aplica ao caso concreto, e não simplesmente reiterar o recurso especial. (AgInt no AREsp n. 1.790.197/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 1º/7/2021). Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp n. 1.795.402/SP, relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 3/4/2023, DJe de 13/4/2023.) .. 4. Em nova análise do agravo interposto, tem-se que a parte agravante efetivamente não rebateu todos os fundamentos da decisão de inadmissão do recurso especial. 5. Inadmitido o recurso especial com base na Súmula 7 do STJ, não basta a assertiva genérica de que é desnecessária a análise de prova, ainda que seja feita breve menção à tese sustentada. É imprescindível o cotejo entre o acórdão combatido e a argumentação trazida no recurso especial que pudesse justificar o afastamento do citado óbice processual. 6. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 1.770.082/SP, relator Ministro Manoel Erhardt (Desembargador Convocado do TRF-5ª Região), Primeira Turma, julgado em 26/4/2021, DJe de 30/4/2021.) Quanto à falta de prequestionamento, as razões do agravo não buscaram demonstrar, mediante a citação de excertos do acórdão recorrido, que a matéria teria sido previamente discutida pela Jurisdição ordinária. Por fim, com relação ao óbice da Súmula n. 283 do STF, a parte agravante foi completamente silente. Nesse panorama, verifico que deixou de ser observada a dialeticidade recursal (art. 932, inciso III, do CPC/2015). Por conseguinte, o agravo em recurso especial carece do indispensável pressuposto de admissibilidade atinente à impugnação adequada e concreta de todos os fundamentos empregados pela Corte a quo para não admitir o recurso especial, a atrair a incidência da Súmula n. 182 do STJ. Nesse sentido: .. 5. Constitui ônus da parte agravante a refutação específica de todos os fundamentos da decisão agravada, à luz do princípio da dialeticidade, o que não ocorreu no caso dos autos. Incidência da Súmula 182/STJ e do art. 932, III, do CPC. 6. Agravo Interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.141.230/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 15/12/2022, DJe de 19/12/2022.) Ante o exposto, com fundamento no art. 932 do CPC/2015, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial. Em atenção ao disposto no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários advocatícios em 10% (dez por cento) sobre o valor já arbitrado (fl. 193), respeitados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º do mesmo artigo, bem como eventual concessão da gratuidade de justiça. Cumpre anotar, ainda, que a majoração dos honorários advocatícios recursais é cabível, mesmo quando reconhecida a sucumbência recíproca pela Corte de origem, exclusivamente da parcela fixada em favor do advogado da parte ora recorrida. Nesse sentido: AgInt no AgInt no AREsp n. 1.930.861/DF, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 27/11/2023, DJe de 30/11/2023; AgInt no AREsp n. 1.743.967/RJ, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, julgado em 22/6/2021, DJe de 25/6/2021. Publique-se. Intimem-se. EMENTA AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. INADMISSÃO DO APELO NOBRE PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. FUNDAMENTOS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO CONCRETA. SÚMULA 182 DO STJ. AGRAVO NÃO CONHECIDO.