AREsp 2558404 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou de forma concreta e específica todos os fundamentos da decisão de inadmissão do recurso especial (violação da dialeticidade recursal prevista no art. 932, III, CPC/2015), tampouco demonstrou, mediante cotejo entre a moldura fática do acórdão recorrido e as...
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- Parties
- Agravante: MUNICÍPIO DE BOM REPOUSO; Órgão Recorrido: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Agravo não conhecido
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso, Súmula 7/stj, Súmula 182/stj, Dialeticidade Recursal, Art. 932 Do Cpc/2015, Reexame Fático Probatório
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Parties
MUNICÍPIO DE BOM REPOUSO
Agravante
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 incidência da Súmula 7/STJ quanto ao reexame de matéria fático-probatória
- 2 incidência da Súmula 182/STJ pela ausência de impugnação específica
- 3 ônus da dialeticidade recursal previsto no art. 932, III, do CPC/2015
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou de forma concreta e específica todos os fundamentos da decisão de inadmissão do recurso especial (violação da dialeticidade recursal prevista no art. 932, III, CPC/2015), tampouco demonstrou, mediante cotejo entre a moldura fática do acórdão recorrido e as teses suscitadas, que a apreciação do recurso especial prescindiria de reexame fático-probatório (Súmula 7/STJ); assim, aplica-se a Súmula 182/STJ e o agravo não preenche os pressupostos de admissibilidade.
Court Disposition
Agravo não conhecido
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Sem honorários recursais.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto pelo MUNICÍPIO DE BOM REPOUSO contra decisão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS que inadmitiu recurso especial dirigido contra o acórdão prolatado na Apelac a o Ci"vel n. 1.0000.19.169888-5/004. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do agravo (fl. 342): PROCESSUAL CIVIL. EXECUC A O FISCAL. PROVIMENTO JUDICIAL QUE NA O ENCERRA O PROCESSO. DECISA O INTERLOCUTO"RIA. IMPUGNAC A O AOS EMBARGOS AO DEVEDOR. EXCEC A O DE PRE"-EXECUTIVIDADE. APELAC A O. INADEQUAC A O. FUNGIBILIDADE. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO ESPECIAL OBSTADO NA ORIGEM. SU"MULA 7/STJ. REEXAME FA"TICO- PROBATO"RIO. VEDAC A O. AGRAVO. RAZO ES RECURSAIS QUE NA O INFIRMARAM OS FUNDAMENTOS DA DECISA O RECORRIDA. SU"MULA 182 DO STJ. PARECER PELO IMPROVIMENTO DO AGRAVO. É o relatório. Decido. O agravo não comporta conhecimento. O Tribunal de origem não admitiu o apelo nobre em razão da incidência da Súmula n. 7 do STJ e porque " o na o acolhimento dos argumentos expendidos pelo embargante na o equivale a" negativa da prestac a o jurisdicional" (fl. 309). Contudo, em relação ao óbice sumular, a parte agravante, nas razões do agravo em recurso especial, restringiu-se a afirmar, de maneira genérica, que não se trata de revolvimento do acervo fático-probatório, não tendo esclarecido, à luz da tese veiculada no apelo nobre, qual seja a defesa do cabimento do recurso de apelação na hipótese dos autos, de que maneira não seria necessária a incursão ao campo fático-probatório. Para buscar afastar a incidência da Súmula n. 7 do STJ, deve a parte cotejar a moldura fática incontroversa do acórdão recorrido com as teses por ele suscitadas, demonstrando de que forma o seu exame prescindiria da análise de elementos probantes, tal como explicitado na decisão que não admitiu o recurso especial. A propósito: .. 5. A impugnação da Súmula n. 7/STJ pressupõe estrutura argumentativa específica, indicando-se as premissas fáticas admitidas como verdadeiras pelo Tribunal de origem, a qualificação jurídica que lhe foi conferida e a apreciação jurídica que lhe deveria ter sido efetivamente atribuída. O recurso daí proveniente deveria se esmerar em demonstrar efetivamente que a referida súmula não se aplica ao caso concreto, e não simplesmente reiterar o recurso especial. (AgInt no AREsp n. 1.790.197/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 1º/7/2021). Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp n. 1.795.402/SP, relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 3/4/2023, DJe de 13/4/2023.) .. 4. Em nova análise do agravo interposto, tem-se que a parte agravante efetivamente não rebateu todos os fundamentos da decisão de inadmissão do recurso especial. 5. Inadmitido o recurso especial com base na Súmula 7 do STJ, não basta a assertiva genérica de que é desnecessária a análise de prova, ainda que seja feita breve menção à tese sustentada. É imprescindível o cotejo entre o acórdão combatido e a argumentação trazida no recurso especial que pudesse justificar o afastamento do citado óbice processual. 6. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 1.770.082/SP, relator Ministro Manoel Erhardt (Desembargador Convocado do TRF-5ª Região), Primeira Turma, julgado em 26/4/2021, DJe de 30/4/2021.) Outrossim, quanto ao segundo óbice processual, a parte agravante limitou-se a afirmar que "na o houve a devida ana"lise de questo es determinantes a" resoluc a o da questa o"(fl. 318), sem sequer dizer quais seriam tais matérias e qual a relevância de sua apreciação para o deslinde do feito. Nesse panorama, verifico que deixou de ser observada a dialeticidade recursal (art. 932, inciso III, do CPC/2015). Por conseguinte, o agravo em recurso especial carece do indispensável pressuposto de admissibilidade atinente à impugnação adequada e concreta de todos os fundamentos empregados pela Corte a quo para não admitir o recurso especial, a atrair a incidência da Súmula n. 182 do STJ. Nesse sentido: .. 5. Constitui ônus da parte agravante a refutação específica de todos os fundamentos da decisão agravada, à luz do princípio da dialeticidade, o que não ocorreu no caso dos autos. Incidência da Súmula 182/STJ e do art. 932, III, do CPC. 6. Agravo Interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.141.230/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 15/12/2022, DJe de 19/12/2022.) Ante o exposto, com fundamento no art. 932 do CPC/2015, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial. Sem honorários recursais, pois ausente condenação em verba de sucumbência, em favor do advogado da parte ora recorrida, nas instâncias ordinárias. Publique-se. Intimem-se. EMENTA AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. INADMISSÃO DO APELO NOBRE PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. FUNDAMENTOS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO CONCRETA. SÚMULA 182 DO STJ. AGRAVO NÃO CONHECIDO.