AREsp 3136274 - DECISAO
O Recurso Especial não foi devidamente preparado por ausência do recolhimento das custas devidas ao STJ, inexistindo justa causa escusável para tal omissão, o que autoriza a aplicação da Súmula 187 do STJ e a consequente deserção do recurso; ademais, o recurso foi interposto contra decisão monocrática sem prévio...
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- Parties
- Agravante: TATIANA DANDOLINI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 January 2026
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão
- Outcome
- Não conheço do recurso e declaro prejudicado o pedido de efeito suspensivo.
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso, Preparo (custas Recursais), Deserção, Tutela Provisória De Urgência, Honorários Advocatícios, Competência/pressuposto De Admissibilidade
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Parties
TATIANA DANDOLINI
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Decisão
Legal Issues
- 1 Preparo não recolhido acarretando deserção do Recurso Especial
- 2 Impossibilidade de interpor Recurso Especial contra decisão monocrática sem prévio julgamento colegiado (Súmula 281 STF)
- 3 Requisitos da tutela provisória (fumus boni juris e periculum in mora)
Ratio Decidendi
O Recurso Especial não foi devidamente preparado por ausência do recolhimento das custas devidas ao STJ, inexistindo justa causa escusável para tal omissão, o que autoriza a aplicação da Súmula 187 do STJ e a consequente deserção do recurso; ademais, o recurso foi interposto contra decisão monocrática sem prévio julgamento pelo órgão colegiado da instância de origem, em conformidade com a Súmula 281 do STF, o que impede seu conhecimento; por fim, como não preenchido o fumus boni juris, fica prejudicado o pedido de efeito suspensivo.
Court Disposition
Não conheço do recurso e declaro prejudicado o pedido de efeito suspensivo.
Orders
- Declaro a deserção do Recurso Especial por ausência de preparo, nos termos da Súmula n. 187 do STJ.
- Não conheço do recurso por afronta à Súmula n. 281 do STF (interposição contra decisão monocrática sem prévio julgamento colegiado).
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Agravo interposto por TATIANA DANDOLINI, à decisão que inadmitiu Recurso Especial com fundamento no art. 105, III, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Por meio da análise do recurso de TATIANA DANDOLINI, verifica-se que o Recurso Especial não foi instruído com a guia de custas devidas ao STJ e o respectivo comprovante de pagamento. Porém, percebeu-se, ainda perante o tribunal de origem, haver a referida irregularidade no recolhimento do preparo. Assim, a parte foi regularmente intimada para sanar referido vício e manifestou perante a origem no sentido de que havia registro do pagamento do preparo (fl. 520-521). Reconhecida a deserção do recurso especial por meio da decisão de fls. 522-523, na petição de agravo afirma que não efetuou o recolhimento inicial por "equívoco" e, que mesmo intimada, não regularizou o feito quando possibilitado pelo tribunal de origem, por "erro involuntário". Assim, não há justa causa escusável para o não recolhimento das custas recursais. Dessa forma, o Recurso Especial não foi devida e oportunamente preparado. Incide, na espécie, o disposto na Súmula n. 187 do STJ, o que leva à deserção do recurso. Além disso, verifica-se que o Recurso Especial foi interposto contra decisão monocrática proferida pelo Tribunal a quo. Consoante entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, é necessário que a parte interponha todos os recursos ordinários na justiça de origem antes de buscar a instância especial (Súmula n. 281 do STF). É, pois, pacífico o entendimento do STJ de que a interposição do Recurso Especial pressupõe o julgamento da questão controvertida pelo órgão colegiado da instancia ordinária. Nesse sentido, o AgInt nos EDcl no AREsp 1571531/SC, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 20.5.2020. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino sua majoração em desfavor da parte recorrente, no importe de 15% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Por fim, em relação ao pedido de tutela provisória formulado (fls. 554-560), de acordo com o que prevê o art. 300 do CPC, a tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. Ou seja, o deferimento do pedido de tutela provisória de urgência exige a presença simultânea de dois requisitos: fumus boni juris, caracterizado pela relevância jurídica dos argumentos apresentados no pedido; e periculum in mora, consubstanciado na possibilidade de perecimento do bem jurídico objeto da pretensão resistida. Na espécie, tendo em vista o não conhecimento do presente recurso, fica prejudicado o pedido de efeito suspensivo porquanto ausente o primeiro pressuposto, fumus boni juris. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do recurso e declaro prejudicado o pedido de efeito suspensivo. Publique-se. Intimem-se. EMENTA