AREsp 1952344 - DECISAO
Não conhecer do agravo porque o agravante deixou de impugnar especificamente o fundamento relativo à ausência de negativa de prestação jurisdicional, nos termos do art. 932, inciso III, do CPC/2015, em consonância com a jurisprudência consolidada (EAREsp 746.775/PR; súmula 182/STJ).
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: AIRTONPAULO ARTUS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão Que Inadmitiu O Recurso Especial
- Outcome
- Não conheço do agravo.
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso Especial, Impugnação Específica De Fundamentos, Negativa De Prestação Jurisdicional, Honorários Advocatícios, Súmula 182/stj
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Parties
AIRTONPAULO ARTUS
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Decisão Que Inadmitiu O Recurso Especial
Legal Issues
- 1 ausência de impugnação específica de fundamento da decisão agravada (art. 932, inciso III, CPC/2015)
- 2 alegação de negativa de prestação jurisdicional (arts. 489 e 1.022 do CPC/2015)
- 3 jurisprudência consolidada desta Corte e aplicação da súmula 182/STJ
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo porque o agravante deixou de impugnar especificamente o fundamento relativo à ausência de negativa de prestação jurisdicional, nos termos do art. 932, inciso III, do CPC/2015, em consonância com a jurisprudência consolidada (EAREsp 746.775/PR; súmula 182/STJ).
Court Disposition
Não conheço do agravo.
Orders
- Não conheço do agravo.
- Fixam-se os honorários recursais em 1% sobre o valor da condenação, a ser pago pelo recorrente ao advogado do recorrido.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por AIRTONPAULO ARTUS contra decisão que inadmitiu o recurso especial. O apelo extremo, com fundamento no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, insurge-se contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. A denegação se deu em virtude (i) da ausência de negativa de prestação jurisdicional(arts. 489 e 1.022 do CPC/2015); (ii) da jurisprudência consolidadadestaCorte acerca do tema, e (iii) da análise do dissídio jurisprudencial ficar prejudicada em razão da necessidade de reexame fático (fls. 348-354, e-STJ). É o relatório. DECIDO. O recurso não merece prosperar. Preliminarmente, importante consignar que a decisão impugnada pelo recurso especial foi publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). Constata-se que as razões do agravo (fls. 369-378, e-STJ) deixaram de impugnar ofundamento relativo à ausência de negativa de prestação jurisdicional (arts. 489 e 1.022 do CPC/2015), atraindo, assim, a aplicaçãodo disposto no art. 932, inciso III, do Código de Processo Civil de 2015, que impõe ao relator não conhecer do recurso "que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida". Importante frisar que, no julgamento do EAREsp 746.775/PR em 19/9/2018, DJe 30/11/2018, a Corte Especial deste Tribunal reafirmou o entendimento no qual é necessária a impugnação específica de todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de incidência da súmula 182/STJ. Ante o exposto, não conheço do agravo. Na origem, os honorários sucumbenciais foram fixados no seguintes termos: cada parte deve"(..)arcar com 50% das despesas processuais e 50% dos honorários advocatícios, estes que fixo em R$ 1.100,00 ao procurador de cada litigante, forte no art.85, §§ 2º e 8º, do CPC; suspensa a exigibilidade das verbas com relação à parte autora por litigar sob o pálio da gratuidade" (fl. 270, e-STJ). Dessa forma, fixo os honorários recursais em 1% (um por cento) sobre o valor da condenação, a ser pago pelo recorrente ao advogado do recorrido, mantendo-se, no mais, a verba honorária na forma determinada na origem. Publique-se. Intimem-se.