AREsp 1994285 - DECISAO
Não conhecer do agravo porque o recurso especial não foi devidamente preparado (incidindo a deserção nos termos da Súmula 187 do STJ) e porque o agravo foi interposto intempestivamente, sendo, além disso, manifestamente incabível para impugnar a decisão de inadmissão do recurso especial.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: EMPRESA URBANIZADORA RODOBRAS LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do recurso.
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso Especial, Preparo, Gratuidade De Justiça, Intempestividade, Deserção (súmula 187), Honorários Advocatícios
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
EMPRESA URBANIZADORA RODOBRAS LTDA
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 ausência de preparo e deserção do recurso especial
- 2 intempestividade do agravo
- 3 inadequação do agravo regimental/interno como recurso cabível
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo porque o recurso especial não foi devidamente preparado (incidindo a deserção nos termos da Súmula 187 do STJ) e porque o agravo foi interposto intempestivamente, sendo, além disso, manifestamente incabível para impugnar a decisão de inadmissão do recurso especial.
Court Disposition
Não conheço do recurso.
Orders
- Determino a majoração dos honorários advocatícios em 15% sobre o valor já arbitrado, caso exista prévia fixação, nos termos do art. 85, §11, do CPC, observados os §§ 2º e 3º do mesmo artigo e eventual gratuidade.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se deagravo interposto por EMPRESA URBANIZADORA RODOBRAS LTDA, contra decisão que inadmitiu recurso especial com fundamento no art. 105, inciso III, da Constituição Federal. É, no essencial, o relatório. Decido. Inicialmente, de acordo com os Enunciados Administrativos do STJ n.os 02 e 03, os requisitos de admissibilidade a serem observados são os previstos no Código de Processo Civil de 1973, se a decisão impugnada tiver sido publicada até 17 de março de 2016, inclusive; ou, se publicada a partir de 18 de março de 2016, os preconizados no Código de Processo Civil de 2015. Mediante análise do recurso de EMPRESA URBANIZADORA RODOBRAS LTDA, o recurso especial não foi instruído com a guia de custas devidas ao STJ e o respectivo comprovante de pagamento, tendo em vista pedido de gratuidade de justiça realizado à fl. 292. Ademais, percebeu-se, no Tribunal de origem, haver irregularidade no recolhimento do preparo. Assim, a parte foi regularmente intimada (fl. 346) para comprovar o preenchimento dos requisitos legais para concessão do referido benefício. Diante da manifestação da parte (fls. 352/356), o tribunala quo, indeferiuo pedidoe determinou o recolhimento das custas, nos termos do despacho de fl. 362. Apesar de devidamente intimada, a parte recorrente não regularizou, conforme consignado na decisão de fls. 435/437. Dessa forma, o recurso especial não foi devida e oportunamente preparado, incidindo, na espécie, o disposto na Súmula n. 187 do STJ, o que leva à deserção do recurso. Além disso, a parte recorrente foi intimada da decisão agravada em 19/04/2021, sendo o agravo somente interposto em 12/07/2021. O recurso é, pois, manifestamente intempestivo, porquanto interposto fora do prazo de 15 (quinze) dias úteis, nos termos do art. 994, VIII, c/c os arts. 1.003, § 5º, 1.042, caput, e 219, caput, todos do Código de Processo Civil. Segundo a orientação jurisprudencial desta Corte Superior, a interposição de recurso manifestamente incabível não interrompe o prazo recursal. Na espécie, o agravo regimental/interno, apresentado em face da decisão que inadmitiu o recurso especial não é o recurso adequado ou cabível à espécie. Nesse sentido o AgInt no AREsp 1601341/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 10/6/2020 e o AgInt no AREsp 1508918/MT, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 28/2/2020. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino sua majoração em desfavor da parte recorrente, no importe de 15% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do recurso. Publique-se. Intimem-se.