AREsp 2687109 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque a pretensão recursal exigiria revolvimento de matéria fático-probatória, encontrando óbice na Súmula nº 7/STJ; além disso, o Tribunal de origem concluiu que o pedido de recuperação judicial foi protocolado em 07/12/2017, anterior à data de...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: LISALLA HAYANA GOMES MONTENEGRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Honorários Sucumbenciais, Recuperação Judicial, Multa Moratória, Prazo De Entrega De Imóvel, Termo Aditivo
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Parties
LISALLA HAYANA GOMES MONTENEGRO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 violação do art.49 da Lei nº 11.101/2005
- 2 aplicação da Súmula nº 7/STJ como óbice ao recurso especial
- 3 interpretação do termo aditivo e do prazo de tolerância para entrega do imóvel
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque a pretensão recursal exigiria revolvimento de matéria fático-probatória, encontrando óbice na Súmula nº 7/STJ; além disso, o Tribunal de origem concluiu que o pedido de recuperação judicial foi protocolado em 07/12/2017, anterior à data de conclusão da obra considerada (mesmo após termo aditivo), de modo que não se caracterizou violação do art.49 da Lei nº 11.101/2005 que pudesse autorizar o provimento do recurso especial. Ademais, os honorários sucumbenciais foram majorados para 15% nos termos do art.85, §11 do CPC.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Majorar os honorários sucumbenciais para 15% (quinze por cento) em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observado o benefício da gratuidade da justiça, se for o caso.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso especial interposto por LISALLA HAYANA GOMES MONTENEGRO. O apelo extremo, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, insurge-se contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás assim ementado: "APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. ATRASO NA ENTREGA DO IMÓVEL NÃO CONFIGURADO. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. PREVISÃO DE EXTRAPOLAÇÃO DO PRAZO. REFORMA DA SENTENÇA. IMPROCEDÊNCIA DOS PEDIDOS INICIAIS. NECESSIDADE. ÔNUS SUCUMBENCIAIS INVERTIDOS. SENTENÇA REFORMADA." (fl. 460 e-STJ). Os embargos de declaração opostos foram parcialmente acolhidos (fl. 526 e-STJ). Nas razões do recurso especial, aponta a recorrente violação do artigo 49 da Lei nº 11.101/2005. Defende, em síntese, que a recorrida seja condenada ao pagamento da inversão da multa moratória. Com as contrarrazões (fls. 598/620 e-STJ) e inadmitido o recurso na origem, sobreveio o presente agravo, no qual se busca o processamento do apelo nobre. É o relatório. DECIDO. Ultrapassados os requisitos de admissibilidade do agravo, passa-se ao exame do recurso especial. O recurso não merece prosperar. Na hipótese dos autos, o Tribunal de origem consignou: "(..) Por outro lado, a embargante alega que o acórdão deixou de observar o termo aditivo em que as partes prorrogaram o prazo da conclusão da obra para 30/12/2019, que somado ao prazo de tolerância de 180 (cento e oitenta dias) o prazo para entrega das unidades venceria em 30/06/2020. Da leitura do acórdão, observa-se que consta a seguinte pontuação "Pontua-se que o pedido de recuperação judicial foi protocolado em 07/12/2017, antes do término do prazo para a entrega da obra (30/12/2018) e do ajuizamento da presente ação (28/02/2021)". Todavia a alteração da data da conclusão da obra, considerando a prorrogação do prazo, não altera o posicionamento adotado no acórdão, vez que a referida data continua sendo posterior ao protocolo do pedido de recuperação judicial. Desse modo, apesar de não alterar o posicionamento, necessário o parcial acolhimento do recurso, sem efeitos infringentes, para constar "Pontua-se que o pedido de recuperação foi protocolado em 07/12/2017, antes do término do prazo para a entrega da obra (30/12/2019) e do ajuizamento da presente ação (28/02/2021)"" (fl. 521 e-STJ). Desse modo, a pretensão recursal esbarra no óbice da Súmula nº 7/STJ. Ante o exposto, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Na origem, os honorários sucumbenciais foram fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa, os quais devem ser majorados para o patamar de 15% (quinze por cento) em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observado o benefício da gratuidade da justiça, se for o caso. Publique-se. Intimem-se. EMENTA