AREsp 2535672 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não conheceu-se do recurso especial porque o acolhimento da pretensão demandaria revolvimento do conjunto fático-probatório e interpretação de cláusula contratual, providências vedadas na via excepcional do recurso especial em razão das Súmulas 5 e 7/STJ; além disso, não se admite a majoração...
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- Parties
- Agravante: NOBRE SEGURADORA DO BRASIL S.A - EM LIQUIDAÇÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo De Instrumento / Admissibilidade Do Agravo E Exame De Recurso Especial Inadmitido
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso Especial, Coisa Julgada, Interpretação De Cláusulas Contratuais, Súmulas 5 E 7/stj, Honorários Sucumbenciais, Cumprimento De Sentença, Limite De Apólice De Seguro, Pagamento De Indenização
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Parties
NOBRE SEGURADORA DO BRASIL S.A - EM LIQUIDAÇÃO
Agravante
Procedural Posture
Agravo De Instrumento / Admissibilidade Do Agravo E Exame De Recurso Especial Inadmitido
Legal Issues
- 1 alegada violação dos arts. 759 e 781 do Código Civil quanto ao cálculo do prêmio/limites contratuais
- 2 necessidade de reexame de matéria fático-probatória e interpretação contratual em recurso especial
- 3 incidência das Súmulas 5 e 7/STJ
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não conheceu-se do recurso especial porque o acolhimento da pretensão demandaria revolvimento do conjunto fático-probatório e interpretação de cláusula contratual, providências vedadas na via excepcional do recurso especial em razão das Súmulas 5 e 7/STJ; além disso, não se admite a majoração de honorários sucumbenciais por aplicação do art. 85, §11, do CPC no caso de recurso originado de decisão interlocutória sem prévia fixação de honorários.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por NOBRE SEGURADORA DO BRASIL S.A - EM LIQUIDAÇÃO contra a decisão que inadmitiu recurso especial. O apelo extremo, com fundamento no artigo 105, III, alínea "a", da Constituição Federal, insurge-se contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia assim ementado: "Agravo de instrumento. Cumprimento de sentença. Ausência de dialeticidade e Seguradora. Condenação. Limite da apólice. gratuidade da justiça. Preliminares rejeitadas. Adimplemento da obrigação. Não ocorrência. Multa. Litigância de má-fé. Manutenção. Recurso desprovido" (e-STJ fl. 93). No recurso especial, a recorrente alega violação dos ats. 759 e 781 do Código Civil ao argumento de que o cálculo do prêmio deve se restringir aos limites e normas estabelecidos no contrato de seguro, onde foi estabelecido todos os critérios que seriam adotados para realização do cálculo em caso do pagamento do prêmio. Sem as contrarrazões, o recurso especial foi inadmitido, dando ensejo à interposição do presente agravo. É o relatório. DECIDO. Ultrapassados os requisitos de admissibilidade do agravo, passa-se ao exame do recurso especial. A insurgência não merece prosperar. No que diz respeito à apólice de seguro, as conclusões do tribunal de origem decorreram inquestionavelmente da análise da interpretação de cláusulas contratuais e do conjunto fático-probatório carreado aos autos, o que se pode aferir da leitura dos fundamentos do julgado atacado, ora colacionados na parte que interessa: "Depreende-se dos autos que a apólice de seguro firmada com a agravante prevê como cobertura básica para danos morais e danos corporais de passageiros o teto de e, ainda, uma cobertura adicional para danos moraisR$2.668.660,00 limitada a R$30.000,00 por passageiro/terceiro (16322539 - Pág. 92/origem). Como pontuado pelo juízo, a agravante foi condenada a pagar as indenizações decorrentes do acórdão transitado em julgado nos limites da apólice contratada, título judicial com o respectivo trânsito em julgado, não podendo ser alterado em sede de cumprimento de sentença, sob pena de violação da coisa julgada material. Sob essa perspectiva, é de se ver que o limite na apólice de indenização por danos morais no valor total de R$30.000,00 é por passageiro, isto é, para cada pessoa a ser indenizada em processo judicial ou administrativo. A agravante afirma ter pagado R$30.000,00, a título de cobertura de danos morais, nos Autos n. 0001805 . Ocorre que o pagamento foi feito a outro passageiro, e não ao agravado, não mantendo relação com este-46.2012.8.22.0012 processo, razão pela qual não há que se falar em adimplemento da obrigação e exclusão da multa" (e-STJ fl. 92). Nesse contexto, não há como afastar a incidência das Súmulas nºs 5 e 7/STJ, visto que o acolhimento da pretensão recursal demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos e a interpretação de cláusula contratual, procedimentos inviáveis ante a natureza excepcional da via eleita. Ante o exposto, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Na hipótese, não cabe a majoração dos honorários sucumbenciais prevista no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois o recurso tem origem em decisão interlocutória, sem a prévia fixação de honorários. Publique-se. Intimem-se. EMENTA