AREsp 2646435 - DECISAO
Não conhecer do agravo em recurso especial porque a parte agravante deixou de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, caracterizando violação ao princípio da dialeticidade e incidência da Súmula n. 182 do STJ, aplicando-se o art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do STJ.
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- Parties
- Recorrente/agravante: GUILHERME DA SILVA FERREIRA MARQUES; Decisor: Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Interveniente: Ministério Público Federal; Vítima: Luiz; Vítima: Elizete
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 April 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso Especial, Impugnação Específica Dos Fundamentos, Princípio Da Dialeticidade, Súmula N. 182 Do STJ, Regimento Interno Do STJ
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Parties
GUILHERME DA SILVA FERREIRA MARQUES
Recorrente/agravante
Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Decisor
Ministério Público Federal
Interveniente
Luiz
Vítima
Elizete
Vítima
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial
- 2 impugnação específica e pormenorizada dos fundamentos da decisão agravada
- 3 aplicação do princípio da dialeticidade e da Súmula 182 do STJ
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo em recurso especial porque a parte agravante deixou de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, caracterizando violação ao princípio da dialeticidade e incidência da Súmula n. 182 do STJ, aplicando-se o art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do STJ.
Court Disposition
não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial, nos termos do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por GUILHERME DA SILVA FERREIRA MARQUES, para impugnar a decisão proferida pelo Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que não admitiu o recurso especial. Consta dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 06 (seis) anos e 05 (meses) de reclusão, em regime inicial fechado, ante a prática do crime previsto no artigo 157, § 2.º, incisos II e V, por duas vezes (vítimas Luiz e Elizete), na forma dos artigos 29 e 70, ambos do Código Penal. A defesa interpôs recurso especial com fundamento no art. 105, inciso III, alínea a, da Constituição Federal, por alegada violação aos artigos 155 e 156, caput, ambos do Código de Processo Penal. Não admitido o recurso especial, a defesa interpôs o presente agravo em recurso especial. O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do agravo em recurso especial. É o relatório. DECIDO. No caso vertente, ao que se depreende das razões de recurso de agravo, a parte agravante não impugnou os fundamentos adotados pela Vice-Presidência do Tribunal de origem na decisão agravada, limitando-se a reiterar as razões de recurso especial. Com efeito, "a Corte Especial desse Tribunal Superior, em recente decisão, no julgamento do EAREsp n. 701.404/SC, perfilhou o entendimento de que a decisão que não admite o recurso especial tem dispositivo único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso, portanto, não há capítulos autônomos e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade" (AgRg no AREsp 2244988 / SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJe 19/09/2023), o que não foi cumprido pela parte recorrente. No particular, de rigor aplicar o entendimento sedimentado desta Corte Superior, assente no sentido de que "a ausência de impugnação específica e pormenorizada dos fundamentos da decisão agravada caracteriza ofensa ao princípio da dialeticidade, inviabilizando o conhecimento do agravo regimental, incidindo a Súmula n. 182 do STJ" (AREsp 2364700 / PR, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJEN 18/03/2025), segundo a qual "é inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". Sendo assim, "a mera repetição de argumentos já analisados em decisão monocrática, sem impugnação específica dos fundamentos, viola o princípio da dialeticidade" (AgRg no AREsp 2753355 / SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJEN 09/12/2024). Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial, nos termos do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA