AREsp 2668271 - DECISAO
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque o recorrente não apresentou impugnação específica e pormenorizada dos fundamentos da decisão agravada, violando o princípio da dialeticidade e a jurisprudência consolidada do STJ (Súmula 182), razão pela qual incide o não conhecimento, nos termos do art. 253,...
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- Parties
- Agravante: TALES RENATO SOARES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso Especial, Agravo Em Recurso Especial, Princípio Da Dialeticidade, Súmula 182 Do STJ, Impugnação Específica Dos Fundamentos
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Parties
TALES RENATO SOARES
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 ausência de impugnação específica e pormenorizada dos fundamentos da decisão agravada
- 2 aplicação da Súmula n. 182 do STJ
- 3 inadmissibilidade do agravo por violação do princípio da dialeticidade
Ratio Decidendi
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque o recorrente não apresentou impugnação específica e pormenorizada dos fundamentos da decisão agravada, violando o princípio da dialeticidade e a jurisprudência consolidada do STJ (Súmula 182), razão pela qual incide o não conhecimento, nos termos do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do STJ.
Court Disposition
não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial, nos termos do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do STJ.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por TALES RENATO SOARES, para impugnar a decisão proferida pelo Vice-Presidente do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA, que não admitiu o recurso especial. Consta dos autos que o recorrente foi condenado, em primeiro grau, em razão da prática dos crimes previstos no art. 312, §1º, do Código Penal e art. 304 do Código Penal, na forma do art. 69 do Código Penal, à pena de 04 (quatro) anos, 08 (oito) meses, em regime inicial semiaberto, e 20 (vinte)dias de reclusão e multa de 300 dias-multa, na proporção de 01 (um) salário-mínimo vigente ao tempo do fato para cada dia-multa, com redimensionamento da pena após interposição do recurso de apelação defensivo. A defesa interpôs recurso especial com fundamento no art. 105, inciso III, "a" e "c", da Constituição Federal, por alegada violação aos arts. 98 e 99 do CPC, 386, VII, do Código Penal e 304 e 312, §1º, do Código Penal, além de sustentar a existência de dissídio jurisprudencial. Não admitido o recurso especial, a defesa interpôs o presente agravo em recurso especial. O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do agravo em recurso especial. É o relatório. DECIDO. No caso vertente, ao que se depreende das razões de recurso de agravo, a parte recorrente não impugnou os fundamentos adotados pela Vice-Presidência do Tribunal de origem na decisão agravada, limitando-se a reiterar as razões de recurso especial. Com efeito, "a Corte Especial desse Tribunal Superior, em recente decisão, no julgamento do EAREsp n. 701.404/SC, perfilhou o entendimento de que a decisão que não admite o recurso especial tem dispositivo único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso, portanto, não há capítulos autônomos e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade" (AgRg no AREsp 2244988 / SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJe 19/09/2023), o que não foi cumprido pela parte recorrente. No particular, de rigor aplicar o entendimento sedimentado desta Corte Superior, assente no sentido de que "a ausência de impugnação específica e pormenorizada dos fundamentos da decisão agravada caracteriza ofensa ao princípio da dialeticidade, inviabilizando o conhecimento do agravo regimental, incidindo a Súmula n. 182 do STJ" (AREsp 2364700 / PR, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJEN 18/03/2025), segundo a qual "é inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". Sendo assim, "a mera repetição de argumentos já analisados em decisão monocrática, sem impugnação específica dos fundamentos, viola o princípio da dialeticidade" (AgRg no AREsp 2753355 / SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJEN 09/12/2024). Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial, nos termos do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA