AREsp 2580972 - DECISAO
Não conhecer do agravo em recurso especial porque a parte agravante não impugnou de forma específica e concreta os fundamentos da decisão agravada que inadmitiu o recurso especial por demandar reexame de fatos e provas (ó bice da Súmula n. 7), aplicando-se, assim, a Súmula n. 182 do STJ e o art. 932, III, do CPC;...
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- Parties
- Agravante: CARLOS ALBERTO ALVES DE OLIVEIRA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido (decisão Monocrática Do Relator)
- Outcome
- Agravo em recurso especial não conhecido.
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso Especial, Súmula N. 7 Do STJ, Súmula N. 182 Do STJ, Prescrição Da Pretensão Punitiva, Impugnação Específica Dos Fundamentos Da Decisão
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Parties
CARLOS ALBERTO ALVES DE OLIVEIRA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido (decisão Monocrática Do Relator)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da Súmula n. 7 do STJ (vedação ao reexame de fatos e provas)
- 2 Suficiência da impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada
- 3 Reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo em recurso especial porque a parte agravante não impugnou de forma específica e concreta os fundamentos da decisão agravada que inadmitiu o recurso especial por demandar reexame de fatos e provas (ó bice da Súmula n. 7), aplicando-se, assim, a Súmula n. 182 do STJ e o art. 932, III, do CPC; ademais, não há interesse quanto ao pedido de reconhecimento de prescrição, pois já houve reconhecimento da prescrição em relação ao art. 35 da Lei n. 11.343/2006.
Court Disposition
Agravo em recurso especial não conhecido.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por CARLOS ALBERTO ALVES DE OLIVEIRA contra decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso especial pelos seguintes fundamentos (fl. 4.594): Nas suas razões recursais, a parte recorrente reforça a alegação de que colaborou voluntariamente e efetivamente com a investigação policial e com o processo criminal, de modo que faz jus à redução de pena no patamar de 2/3, e não de 1/3 como arbitrado, bem como que a redução deve refletir, necessariamente, no regime de cumprimento inicial de pena diverso do fechado. Todavia, a despeito da relevância da argumentação apresentada quanto à violação do art. 41 da Lei n.º 11.343/06, o presente recurso não merece obter seguimento, pois rever o convencimento obtido por este Tribunal com base nas provas produzidas e as premissas fáticas adotadas pelo acórdão recorrido, para assim modificar o julgado e acolher o pleito recursal, implicaria, necessariamente, no reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado, no âmbito do recurso especial, por força da Súmula 7 do STJ. Nas razões do presente agravo em recurso especial, argumenta a defesa que o recurso especial deveria ter sido admitido, afirmando, de forma genérica, que não incide o óbice da Súmula n. 7 do STJ. A parte recorrente aborda, ainda, aspectos relacionados ao mérito da causa e reitera questões deduzidas no recurso especial. No mais, aduz ter havido a prescrição da pretensão punitiva. Requer o provimento do recurso, com a consequente repercussão jurídica. Parecer do Ministério Público Federal opinando pelo improvimento do agravo em recurso especial (fls. 5.733-5.756). É o relatório. Como relatado, o recurso especial foi inadmitido por aplicação do seguinte fundamento: análise que exigira o reexame de fatos e provas, atraindo o óbice da Súmula n. 7 do STJ. Porém, as razões do agravo em recurso especial não enfrentam, de modo suficiente, o fundamento referido, não bastando para tanto que a parte recorrente o mencione, pois, para atendimento do princípio da dialeticidade, devem ser demonstradas, de modo específico e concreto, quais seriam as razões pelas quais a decisão recorrida deveria ser reformada. Vale esclarecer, quanto ao óbice referido na Súmula n. 7 do STJ, que a alegação genérica sobre a desnecessidade de que sejam reexaminados os fatos e as provas é insuficiente para o efetivo enfrentamento da decisão recorrida, ainda que feita breve menção à tese sustentada, quando ausente o devido cotejo das premissas fáticas do acórdão proferido na origem (AgRg no AREsp n. 2.030.508/SP, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 10/9/2024, DJe de 13/9/2024; AgRg no AREsp n. 2.672.166/SE, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 3/9/2024, DJe de 6/9/2024; AgRg no AREsp n. 2.576.898/PR, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 27/8/2024, DJe de 2/9/2024). Como se constata, a efetiva impugnação dos fundamentos que levaram o Tribunal de origem a inadmitir o recurso especial exigia o expresso e efetivo enfrentamento de cada um dos respectivos fundamentos, sem o que não se pode cogitar do desacerto da decisão agravada, conforme relatado. Aplica-se, em consequência, a conclusão prevista na Súmula n. 182 do STJ, que estabelece ser "inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". A propósito: AgRg no AREsp n. 2.706.517/RS, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 15/10/2024, DJe de 23/10/2024; AgRg no AREsp n. 2.564.761/RS, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 16/10/2024, DJe de 22/10/2024; AgRg no AREsp n. 2.126.667/SC, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 15/10/2024, DJe de 18/10/2024; AgRg no AREsp n. 2.262.869/RS, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 18/6/2024, DJe de 25/6/2024. Por fim, registro que, n os termos do art. 932, III, do CPC, incumbe monocraticamente ao relator "não conhecer de recurso .. que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida", hipótese amparada também pelo art. 253, parágrafo único, I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Por fim, verifico que, em relação ao pedido de reconhecimento da prescrição, não há nenhum interesse jurídico, tendo em vista que, conforme acórdão de fls. 4.252-4.373, já houve o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime previsto no art. 35 da Lei n. 11.343/2006. Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSÃO DO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO SUFICIENTE. SÚMULA N. 182 DO STJ. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.