AREsp 2791844 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque as razões não impugnaram de modo específico e concreto os fundamentos da decisão agravada; a alegação genérica quanto à desnecessidade de reexame de fatos e provas é insuficiente, aplicando-se a Súmula n. 182 do STJ e o poder-do-relator previsto no art. 932, III, do CPC para não...
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- Parties
- Agravante: DANIEL GALBO DE ALBUQUERQUE; Agravado: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento (monocrática)
- Outcome
- Agravo em recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso Especial, Impugnação Específica Dos Fundamentos Da Decisão, Súmula N. 7 Do STJ, Súmula N. 182 Do STJ, Competência Do Relator (art. 932, III, Cpc)
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Parties
DANIEL GALBO DE ALBUQUERQUE
Agravante
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Agravado
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento (monocrática)
Legal Issues
- 1 aplicabilidade da Súmula n. 7 do STJ ao caso
- 2 insuficiência de impugnação específica e concreta dos fundamentos da decisão agravada
- 3 aplicabilidade da Súmula n. 182 do STJ
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque as razões não impugnaram de modo específico e concreto os fundamentos da decisão agravada; a alegação genérica quanto à desnecessidade de reexame de fatos e provas é insuficiente, aplicando-se a Súmula n. 182 do STJ e o poder-do-relator previsto no art. 932, III, do CPC para não conhecer do agravo.
Court Disposition
Agravo em recurso especial não conhecido
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por DANIEL GALBO DE ALBUQUERQUE contra a decisão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO em que se inadmitiu o recurso especial pelos seguintes fundamentos (fls. 283-284): Verifico que o reclamo é inadmissível diante da existência de óbice processual. Com efeito, incide ao caso a Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça, que dispõe: A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial, ou seja, não é possível emitir um juízo de valor sobre a questão de direito federal sem antes apurar os elementos de fato. Nas razões do presente agravo em recurso especial, argumenta a defesa que o recurso especial deveria ter sido admitido (fls. 289-294), pois não se pretende nova análise das provas já produzidas, mas sim a demonstração da ocorrência de violação às normas de direito material. Alega que o objetivo é que seja reconhecida a não aplicação de dispositivo legal pelo acórdão recorrido, sem o necessário exame de nenhum elemento fático. A defesa sustenta que teriam sido afrontados os arts. 204 do Código de Processo Penal e 44, § 2º, do Código Penal. Articula ainda que optou-se pela não imposição da multa sem nenhuma motivação, apesar de ter havido pedido expresso da defesa nesse sentido, requerendo a aplicação exclusiva da pena de multa como sanção, conforme o art. 44, § 2º, do Código Penal. Parecer do Ministério Público Federal favorável ao conhecimento do agravo para negar seguimento ao recurso especial (fls. 318-320). É o relatório. Como relatado, o recurso especial foi inadmitido por aplicação dos seguintes fundamentos: análise que exigiria o reexame de fatos e provas, atraindo o óbice da Súmula n. 7 do STJ. Porém, as razões do agravo em recurso especial não enfrentam, de modo suficiente, todos os fundamentos referidos, não bastando para tanto que a parte recorrente mencione cada um deles, pois, para atendimento do princípio da dialeticidade, devem ser demonstradas, de modo específico e concreto, quais seriam as razões pelas quais a decisão recorrida deveria ser reformada. Vale esclarecer, quanto ao óbice referido na Súmula n. 7 do STJ, que a alegação genérica sobre a desnecessidade de que sejam reexaminados os fatos e as provas é insuficiente para o efetivo enfrentamento da decisão recorrida, ainda que feita breve menção à tese sustentada, quando ausente o devido cotejo das premissas fáticas do acórdão proferido na origem (AgRg no AREsp n. 2.030.508/SP, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 10/9/2024, DJe de 13/9/2024; AgRg no AREsp n. 2.672.166/SE, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 3/9/2024, DJe de 6/9/2024; AgRg no AREsp n. 2.576.898/PR, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 27/8/2024, DJe de 2/9/2024). A mera alegação genérica de violação aos dispositivos legais mencionados, sem o devido cotejo das premissas fáticas e sem a demonstração concreta das distinções do caso, não afasta a conclusão de que a decisão agravada está alinhada com a jurisprudência pacífica desta Corte Superior. Aplica-se, em consequência, a conclusão prevista na Súmula n. 182 do STJ, que estabelece ser "inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". A propósito: AgRg no AREsp n. 2.706.517/RS, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 15/10/2024, DJe de 23/10/2024; AgRg no AREsp n. 2.564.761/RS, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 16/10/2024, DJe de 22/10/2024; AgRg no AREsp n. 2.126.667/SC, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 15/10/2024, DJe de 18/10/2024; AgRg no AREsp n. 2.262.869/RS, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 18/6/2024, DJe de 25/6/2024. Por fim, registro que, nos termos do art. 932, III, do CPC, incumbe monocraticamente ao relator "não conhecer de recurso .. que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida", hipótese amparada também pelo art. 253, parágrafo único, I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSÃO DO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO SUFICIENTE. SÚMULA N. 182 DO STJ. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.