AREsp 3068057 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o recurso especial originário foi considerado inadmissível à luz da Súmula nº 284 do STF por não demonstrar concreta contrariedade a dispositivo de lei federal, e o próprio agravo não apresentou impugnação específica e concatenada à decisão de inadmissão, atraindo a aplicação da...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: FRANCISCO DE ASSIS MOREIRA UCHOA; Órgão Prolator Da Decisão Agravada: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO CEARÁ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 November 2025
- Procedural Posture
- Agravo (em Face De Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial) / Decisão De Admissibilidade (não Conhecimento Do Agravo)
- Outcome
- Não conheço do agravo.
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso Especial, Súmula Nº 284 STF, Súmula Nº 182 STJ, Impugnação Específica, Admissibilidade De Recurso Especial
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
FRANCISCO DE ASSIS MOREIRA UCHOA
Agravante
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO CEARÁ
Órgão Prolator Da Decisão Agravada
Procedural Posture
Agravo (em Face De Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial) / Decisão De Admissibilidade (não Conhecimento Do Agravo)
Legal Issues
- 1 inadmissão de recurso especial por óbice da Súmula nº 284/STF
- 2 ausência de fundamentação concreta e específica no agravo/recurso especial
- 3 incidência da Súmula nº 182/STJ por falta de impugnação específica
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o recurso especial originário foi considerado inadmissível à luz da Súmula nº 284 do STF por não demonstrar concreta contrariedade a dispositivo de lei federal, e o próprio agravo não apresentou impugnação específica e concatenada à decisão de inadmissão, atraindo a aplicação da Súmula nº 182 do STJ; assim, decidiu-se não conhecer do agravo nos termos do art. 253, parágrafo único, inciso I, do RISTJ.
Court Disposition
Não conheço do agravo.
Orders
- Não conheço do agravo (art. 253, parágrafo único, inciso I, do RISTJ).
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por FRANCISCO DE ASSIS MOREIRA UCHOA contra decisão proferida pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO CEARÁ que não admitiu recurso especial (fls. 561/563). Nas razões (fls. 569/581), narrou que, em primeira instância, foi condenado pela prática dos crimes do art. 157, § 2º, inciso II, e art. 180, caput, do Código Penal a 8 (oito) anos, 5 (cinco) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, e a 33 (trinta e três) dias-multa. Relatou que, julgada apelação, o Tribunal de origem lhe deu parcial provimento, mantendo, porém, a pena total aplicada pela sentença. Expôs que interpôs recurso especial, não admitido com base na Súmula nº 284, STF. Argumentou que o recurso especial veiculou todas as suas irresignações a partir da lei e de entendimentos jurisprudenciais e que o não pode ter sua análise de mérito barrada. Decorrido o prazo para contraminuta (fl. 614). O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do agravo (fls. 634/637). É o relatório. DECIDO. A decisão de inadmissão invocou o óbice da Súmula nº 284, STF, em especial porque, para demonstrar a contrariedade ou a negativa de vigência de dispositivos de lei federal, não basta citá-los e argumentar que a solução dada pelo acórdão não está de acordo com seu interesse. No agravo, para demonstrar o desacerto da inadmissão, o agravante não trouxe fundamentação concreta e concatenada com o decidido. Valeu-se, em verdade, de argumentos genéricos, que sequer permitem compreender qual seria a sua pretensão, conforme se vê na transcrição abaixo (fls. 569/581): "Desta maneira, simples processar a insustentabilidade do resolvido pelo Tribunal de Justiça Cearense, em acolhida ao decidido pelo juiz de primeiro grau, pois aquele tem se furtado à avaliação devida e correta dos assuntos apresentados pela defesa e assim tem incorrido nas temerárias e incontestáveis máculas acima catalogadas, as quais estendem-se, até mesmo, à inobservância dos entendimentos promanados desta Corte da Cidadania. Observe-se, novamente: o recurso especial em debate, não tem como objetivo provocar o mero revolvimento de qualquer material, sendo o tracejo colocado alhures uma exposição, não uma mera reprodução genérica, do desconsiderado pela Corte Alencarina a fim de que esta Casa Superior de Justiça observe, com foco no acórdão rebatido, o desdouro com o qual os argumentos defensórios têm sido tratados pelo Tribunal a quo". Essa falha conduz à aplicação da Súmula nº 182, STJ, e ao não conhecimento do recurso. Nessa linha: "A falta de impugnação específica de todos os fundamentos utilizados na decisão agravada (despacho de inadmissibilidade do recurso especial) atrai a incidência da Súmula n. 182 desta Corte Superior" (AgRg no AREsp n. 2.956.824/AC, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 5/8/2025, DJEN de 15/8/2025.). Ante o exposto, não conheço do agravo (art. 253, parágrafo único, inciso I, do RISTJ). Publique-se. Intime-se. EMENTA