AREsp 2908931 - DECISAO
Não conhecer do agravo em recurso especial porque o agravante não impugnou de forma específica e concreta os fundamentos que justificaram a inadmissão do recurso especial pelo tribunal de origem, especialmente quanto ao alegado óbice da Súmula n. 7 do STJ, sendo aplicável a Súmula n. 182 do STJ e o dever do relator...
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- Parties
- Agravante: SANDRA SILVEIRA; Recorrido: Tribunal de origem
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 November 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática De Não Conhecimento Pelo Relator
- Outcome
- Agravo em recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso Especial, Súmula N. 7 Do STJ, Súmula N. 182 Do STJ, Princípio Da Dialeticidade, Reexame De Fatos E Provas
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Parties
SANDRA SILVEIRA
Agravante
Tribunal de origem
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática De Não Conhecimento Pelo Relator
Legal Issues
- 1 Se o agravo em recurso especial enfrenta suficientemente o óbice da Súmula n. 7 do STJ
- 2 Se houve impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada conforme princípio da dialeticidade
- 3 Aplicação da Súmula n. 182 do STJ e do art. 932, III, do CPC quanto ao não conhecimento monocrático
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo em recurso especial porque o agravante não impugnou de forma específica e concreta os fundamentos que justificaram a inadmissão do recurso especial pelo tribunal de origem, especialmente quanto ao alegado óbice da Súmula n. 7 do STJ, sendo aplicável a Súmula n. 182 do STJ e o dever do relator previsto no art. 932, III, do CPC.
Court Disposition
Agravo em recurso especial não conhecido
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Publique-se. Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por SANDRA SILVEIRA contra decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso especial ao fundamento de incidência da Súmula n. 7 do STJ. Nas razões do presente agravo em recurso especial, argumenta a defesa que o recurso especial não esbarra na referida vedação sumular, pois busca somente imprimir a correta aplicação da lei federal aos fatos já comprovados e reconhecidos no acórdão. Defende que busca a revaloração da prova, transcrevendo jurisprudência a respeito. Requer o provimento do recurso, com a consequente repercussão jurídica. Impugnação apresentada (fls. 358-360). Parecer do Ministério Público Federal opinando pelo não provimento do agravo em recurso especial (fls. 377-378). Neste Tribunal Superior, foi proferido despacho às fls. 383-384, determinando a remessa dos autos à origem, com baixa da distribuição e independentemente de prazo, para que as instâncias originárias adotem as providências necessárias para eventual discussão do acordo de não persecução penal pelas partes. Não obstante, verifica-se que houve recusa do Ministério Público quanto ao oferecimento de referido acordo. É o relatório. Como relatado, o recurso especial foi inadmitido por aplicação do fundamento de que a análise pretendida exigiria o reexame de fatos e provas, atraindo o óbice da Súmula n. 7 do STJ. Porém, as razões do agravo em recurso especial não enfrentam, de modo suficiente, o fundamento referido, pois, para atendimento do princípio da dialeticidade, devem ser demonstradas, de modo específico e concreto, quais seriam as razões pelas quais a decisão recorrida deveria ser reformada. Vale esclarecer, quanto ao óbice referido na Súmula n. 7 do STJ, que a alegação genérica sobre a desnecessidade de que sejam reexaminados os fatos e as provas é insuficiente para o efetivo enfrentamento da decisão recorrida, ainda que feita breve menção à tese sustentada, quando ausente o devido cotejo das premissas fáticas do acórdão proferido na origem (AgRg no AREsp n. 2.030.508/SP, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 10/9/2024, DJe de 13/9/2024; AgRg no AREsp n. 2.672.166/SE, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 3/9/2024, DJe de 6/9/2024; AgRg no AREsp n. 2.576.898/PR, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 27/8/2024, DJe de 2/9/2024). Como se constata, a efetiva impugnação dos fundamentos que levaram o Tribunal de origem a inadmitir o recurso especial exigia o expresso e efetivo enfrentamento de cada um dos respectivos fundamentos, sem o que não se pode cogitar do desacerto da decisão agravada. Aplica-se, em consequência, a conclusão prevista na Súmula n. 182 do STJ, que estabelece ser "inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". A propósito: AgRg no AREsp n. 2.706.517/RS, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 15/10/2024, DJe de 23/10/2024; AgRg no AREsp n. 2.564.761/RS, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 16/10/2024, DJe de 22/10/2024; AgRg no AREsp n. 2.126.667/SC, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 15/10/2024, DJe de 18/10/2024; AgRg no AREsp n. 2.262.869/RS, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 18/6/2024, DJe de 25/6/2024. Por fim, registro que, n os termos do art. 932, III, do CPC, incumbe monocraticamente ao relator "não conhecer de recurso .. que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida", hipótese amparada também pelo art. 253, parágrafo único, I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSÃO DO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO SUFICIENTE. SÚMULA N. 182 DO STJ. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.