AREsp 822442 - DECISAO
O agravo não merece conhecimento porque o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência pacífica do STJ (incidência da Súmula 83) e pelas razões de mérito alegadas incidem limitações próprias ao recurso especial (Súmula 7), além de o agravante não ter impugnado de forma específica os fundamentos da...
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- Parties
- Agravante: RAMON IAGO BORGES SANTOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso Especial, Súmula 182, Súmula 83, Súmula 7, Tráfico De Drogas, Ilegitimidade Do Ministério Público, Art. 33, § 4º Da Lei 11.343/2006
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Parties
RAMON IAGO BORGES SANTOS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do recurso especial por incidência das Súmulas 7 e 83
- 2 ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada (Súmula 182)
- 3 alegação de nulidade da ação penal pela suposta ilegitimidade do Ministério Público para conduzir investigação criminal
Ratio Decidendi
O agravo não merece conhecimento porque o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência pacífica do STJ (incidência da Súmula 83) e pelas razões de mérito alegadas incidem limitações próprias ao recurso especial (Súmula 7), além de o agravante não ter impugnado de forma específica os fundamentos da decisão agravada, atraindo a Súmula 182/STJ; ausentaram-se precedentes contemporâneos ou supervenientes suficientes em seu favor, motivo pelo qual, com fundamento no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não se conhece do agravo.
Court Disposition
não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial
- Publique-se
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por RAMON IAGO BORGES SANTOScontra decisão do Tribunal de Justiça do Estado deMinas Gerais, que não admitiu o recurso especial manejado com apoio no art. 105, III, "c", da Constituição Federal. Os embargos de declaração opostos pela defesa não foram acolhidos pelo TJMG (e-STJ, fls. 1452-1458). Nas razões dorecurso especial, fundado em dissídio jurisprudencial interpretativo,a defesaaponta, preliminarmente,a nulidade da ação penalpela suposta ilegitimidade do Ministério Público para conduzir investigação criminal e,no mérito,alega a ausência de materialidade do crime de tráfico em razão da não apreensão de substâncias entorpecentes com oora agravante. Pugna, por fim,o provimento do recurso, para que o recorrente seja absolvido; ou, subsidiariamente, que seja aplicada a minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 e fixado o regime aberto, com a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos. Foram apresentadas contrarrazões (e-STJ, fls. 1569-1573). O recurso foi inadmitido em razão da incidência dos óbices das Súmulas 7 e 83 do STJ (e-STJ, fls. 1585-1586). Daí este agravo (e-STJ, fls. 1645-1651). O Ministério Público Federal opina pelo não conhecimento do agravo (e-STJ, fls.1675-1689). É o relatório. Decido. A irresignação não merece conhecimento. Conforme constante da decisão agravada, "ora, é inviável a subida do recurso especial quando o mesmo for interposto em face de acórdão que se encontra em perfeita e total consonância com a jurisprudência pacífica do colendo Superior Tribunal de Justiça, situação que atrai, na espécie, o enunciado sumular nº 83 daquele sodalício (conforme AGA 383051/RS, Primeira Turma, rel. Min. FRANCISCO FALCÃO in DJ de 30/09/2002, p. 183). As demais questões levantadas em ambos os recursos encontram óbice intransponível no enunciado sumular nº 07/STJ" (e-STJ, fl. 1586). Por outro lado, orecorrente não impugnou adequada e satisfatoriamente os fundamentos da decisão agravada. Com isso, é inafastável a aplicação do impeditivo da Súmula 182 deste Superior Tribunal ("é inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada"). Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: AgRg nos EREsp 1.387.734/RJ, Rel. Ministro JORGE MUSSI, CORTE ESPECIAL, DJe de 9/9/2014; e AgRg nos EDcl nos EAREsp 402.929/SC, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, CORTE ESPECIAL, DJe de 27/8/2014. Anote-se, ainda, que o Código de Processo Civil de 2015, em seu art. 932, reafirmou a orientação do STJ, ao exigir a impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada. Ademais, tem-se que: "A jurisprudência desta Corte é assente no sentido de que, para afastar a incidência da Súmula 182/STJ, não basta a impugnação genérica dos fundamentos da decisão agravada, é necessário que a contestação seja específica e suficientemente demonstrada" (AgInt no REsp 1.600.403/GO, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 23/8/2016, DJe 31/8/2016). Acrescenta-se que, em recente julgamento do EAREsp 746.775 (DJe 30/11/2018), a Corte Especial do STJ manteve o entendimento da necessidade de impugnação específica de todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de incidência da Súmula 182/STJ. Ressalte-se, por fim, que esta Corte firmou o entendimento de que, "quando o inconformismo excepcional não é admitido pela instância ordinária, com fundamento no enunciado n. 83 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça, a impugnação deve indicar precedentes contemporâneos ou supervenientes aos mencionados na decisão combatida" (AgRg no AREsp 709.926/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 18/10/2016, DJe 28/10/2016, grifou-se), o que não ocorreu no caso destes autos. Caberia, dessa forma, ao agravante impugnar tal fundamento, trazendo precedentes contemporâneos ou supervenientes a seu favor. Ante o exposto, com apoio no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se.