AREsp 2716158 - DECISAO
Os agravos de Renato e Vagner não foram conhecidos por não observarem a exigência de impugnação específica (falta de dialeticidade), atraindo a aplicação da Súmula 182/STJ. O agravo de Antonio foi conhecido, mas o recurso especial não mereceu conhecimento porque as questões por ele suscitadas demandam reexame do...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: RENATO BARBOSA DA PAZ; Agravante: VAGNER OLIVEIRA GUERRA; Agravante: ANTONIO MARCOS SANTOS LIMA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade E Conhecimento Dos Agravos Em Recurso Especial
- Outcome
- Agravos de RENATO BARBOSA DA PAZ e VAGNER OLIVEIRA GUERRA não conhecidos. Agravo de ANTONIO MARCOS SANTOS LIMA conhecido para não conhecer de seu recurso especial.
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso Especial, Dialeticidade Recursal, Súmula 182/stj, Súmula 7/stj, Súmula 83/stj, Dosimetria, Majorante Do Emprego De Arma De Fogo, Crime Único, Regime Inicial De Cumprimento De Pena
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
RENATO BARBOSA DA PAZ
Agravante
VAGNER OLIVEIRA GUERRA
Agravante
ANTONIO MARCOS SANTOS LIMA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade E Conhecimento Dos Agravos Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 impugnação deficiente às razões de inadmissão do recurso especial (Súmula 182/STJ)
- 2 necessidade de reexame do acervo fático-probatório (Súmula 7/STJ)
- 3 incidência da majorante do emprego de arma de fogo independentemente da apreensão/perícia (Súmula 83/STJ)
Ratio Decidendi
Os agravos de Renato e Vagner não foram conhecidos por não observarem a exigência de impugnação específica (falta de dialeticidade), atraindo a aplicação da Súmula 182/STJ. O agravo de Antonio foi conhecido, mas o recurso especial não mereceu conhecimento porque as questões por ele suscitadas demandam reexame do acervo fático-probatório, óbice imposto pela Súmula 7/STJ; além disso, a manutenção da majorante do emprego de arma de fogo e da dosimetria encontra respaldo na jurisprudência dessa Corte (Súmula 83/STJ), de modo que não se conheceu do recurso especial.
Court Disposition
Agravos de RENATO BARBOSA DA PAZ e VAGNER OLIVEIRA GUERRA não conhecidos. Agravo de ANTONIO MARCOS SANTOS LIMA conhecido para não conhecer de seu recurso especial.
Orders
- Agravos de RENATO BARBOSA DA PAZ e VAGNER OLIVEIRA GUERRA não conhecidos; agravo de ANTONIO MARCOS SANTOS LIMA conhecido para não conhecer de seu recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravos interpostos por RENATO BARBOSA DA PAZ, VAGNER OLIVEIRA GUERRA e ANTONIO MARCOS SANTOS LIMA contra a decisão proferida pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO que inadmitiu os recursos especiais por eles interpostos contra o acórdão prolatado nos autos da Apelação Criminal n. 0009898-51.2009.8.26.0348 (fls. 1.484/1.515), com a seguinte ementa: Apelação. Roubo triplamente circunstanciado em detrimento de quatro vítimas em concurso formal. Concurso de agentes, arma de fogo e mediante restrição de liberdade das vítimas. Pleito defensivo colimando a absolvição dos corréus. Impossibilidade. Materialidade c autoria demonstradas. Tripla causa de aumento de pena bem caracterizada pelo conjunto probatório. Dosimetria penal readequada. Penas redimensionadas. Fração de aumento atinente ao concurso formal de crimes reduzida para % (um quarto), em virtude da quantidade de vítimas (quatro). Precedentes do STJ. Pena de multa fixada ao arrepio do art. 72 do CP. Regime fechado como único adequado à espécie. Aplicação do disposto no artigo 580 do CPP. Efeitos que se estendem para o correu conformado. Penas igualmente diminuídas. De ofício, readequada a fração aplicada à reincidência do corréu David. Apelos parcialmente providos. Foram opostos embargos de declaração (fls. 1.517/1.530 e 1.560/1.563), rejeitados às fls. 1.564/1.570. No recurso especial (fls. 1.581/1.607), a defesa de VAGNER OLIVEIRA GUERRA requereu, em síntese, o reconhecimento da ofensa ao art. 226 do CPP e, por consequência, a absolvição do réu, por insuficiência de provas. Em seu recurso especial, a defesa de RENATO BARBOSA DA PAZ (fls. 1.608/1.643) requereu, em síntese, a fixação de regime inicial para cumprimento de pena menos gravoso que o firmado pelo acórdão de origem. A defesa de ANTONIO MARCOS SANTOS LIMA, em seu recurso especial (fls. 1.659/1.674), requereu, em síntese, o redimensionamento da pena imposta, com o reconhecimento da existência de crime único, a exclusão da majorante do emprego de arma de fogo e a diminuição da fração utilizada na terceira fase de dosimetria, bem como a fixação de regime inicial menos gravoso para o cumprimento da pena. Inadmitidos os recursos na origem (fls. 1.721/1.726; 1.727/1.730 e 1.731/1.734), subiram os autos ao Superior Tribunal de Justiça por meio dos presentes agravos (fls. 1.74/1.777; 1.778/1.799 e 1.810/1.817). O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento dos agravos, em parecer com a seguinte ementa (fls. 1.846/1.850): AGRAVOS EM RECURSOS ESPECIAIS. RECLAMOS QUE NÃO COMBATERAM ESPECIFICAMENTE TODOS OS FUNDAMENTOS DAS DECISÕES AGRAVADAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 182 DESSE COLENDO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO CONHECIMENTO. - Na espécie, incide a Súmula n. 182 dessa Augusta Corte Superior, eis que as razões expendidas nas peças recursais não rebatem especificamente todos os argumentos apresentados no decisum agravado para obstar o seguimento dos recursos especiais. - "O princípio da dialeticidade impõe à parte a demonstração específica do desacerto das razões lançadas no decisum atacado, sob pena de não conhecimento do recurso. Não são suficientes, para tanto, alegações genéricas ou a repetição dos termos do recurso interposto." (AgRg no AREsp 1919013/SP, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 23/11/2021, DJe 30/11/2021). - Parecer pelo não conhecimento dos agravos. É o relatório. 1. Agravo de RENATO BARBOSA DA PAZ O agravo não merece ser conhecido. Da análise de suas razões, verifica-se que o agravante não impugnou de forma suficiente os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reiterar as razões de seu recurso especial. Nesse panorama, verifico que deixou de ser observada a dialeticidade recursal (art. 932, inciso III, do CPC, c/c o art. 3º do CPP). Por conseguinte, o agravo em recurso especial carece do indispensável pressuposto de admissibilidade atinente à impugnação adequada e concreta de todos os fundamentos empregados pela Corte a quo para não admitir o recurso especial, a atrair a incidência da Súmula 182/STJ. Nesse sentido: AgRg no AREsp n. 2.423.301/RS, Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJe 24/10/2023. Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial (arts. 932, III, do CPC/2015, e 253, parágrafo único, I, do RISTJ). 2. Agravo de VAGNER OLIVEIRA GUERRA Da mesma forma, o agravo não merece ser conhecido. Da análise de suas razões, verifica-se que o agravante não impugnou de forma suficiente os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reiterar as razões de seu recurso especial, no que diz respeito à insuficiência de provas para a condenação. Nesse panorama, verifico que deixou de ser observada a dialeticidade recursal (art. 932, inciso III, do CPC, c/c o art. 3º do CPP). Por conseguinte, o agravo em recurso especial carece do indispensável pressuposto de admissibilidade atinente à impugnação adequada e concreta de todos os fundamentos empregados pela Corte a quo para não admitir o recurso especial, a atrair a incidência da Súmula 182/STJ. Nesse sentido: AgRg no AREsp n. 2.423.301/RS, Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJe 24/10/2023. Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial (arts. 932, III, do CPC/2015, e 253, parágrafo único, I, do RISTJ). 3. Agravo de ANTONIO MARCOS SANTOS LIMA Conheço do agravo, porquanto presentes os seus pressupostos de admissibilidade. O agravante logrou infirmar, com suficiência, os fundamentos para inadmissão do especial. Todavia, o recurso especial não merece conhecimento. Os argumentos trazidos pelo recorrente, no objetivo de modificação do entendimento firmado pela Corte de origem relativamente à ocorrência de crime único, demandam inevitável incursão no acervo fático-probatório carreado aos autos, inviabilizado pelo enunciado da Súmula 7/STJ. Nesse sentido: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FURTO QUALIFICADO. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO POR INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ. INCIDÊNCIA. RECONHECIMENTO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. INTELIGÊNCIA DO ART. 44, § 3º, DO CP. MEDIDA SOCIALMENTE RECOMENDÁVEL. DESCABIMENTO. SÚMULA 7/STJ. DECISÃO MANTIDA. I - O agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes de alterar o entendimento firmado anteriormente, sob pena de ser mantida a r. decisão vergastada por seus próprios fundamentos. II - A reforma do v. acórdão recorrido, para rever seus fundamentos e concluir pela absolvição do agravante, demanda inegável necessidade de reexame do acervo fático-probatório dos autos, soberanamente delineado perante as instâncias ordinárias, já que tal providência, como se sabe, é inviável pela via eleita, cujo escopo se limita ao debate de matérias de natureza eminentemente jurídica, nos termos do enunciado n. 7 da Súmula desta Corte, segundo o qual "a pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial". III - Não se aplica o princípio da insignificância ao furto qualificado por escalada, arrombamento ou rompimento de obstáculo ou concurso de pessoas dada a especial reprovabilidade da conduta. IV - No presente caso, ainda que não haja reincidência específica, o e. Tribunal de origem, soberano na análise do acervo fático-probatório presente nos autos, concluiu que a substituição da pena corporal não seria suficiente e adequada à repressão e prevenção do crime, premissa que não pode ser alterada na via eleita, ante o óbice do Súmula 7 deste Superior Tribunal de Justiça. Agravo regimental desprovido. (AgRg no AREsp n. 1.997.477/DF, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJe 26/6/2023). Já com relação aos argumentos no sentido da exclusão da majorante do emprego de arma de fogo, pela não apreensão do artefato e consequente realização de perícia, este Tribunal Superior tem o entendimento já sedimentado no sentido da desnecessidade de apreensão da arma, quando outros elementos apontem a existência da majorante. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBOS DUPLAMENTE MAJORADOS. DOSIMETRIA DA PENA. AUSÊNCIA DE APREENSÃO E PERÍCIA DA ARMA DE FOGO. UTILIZAÇÃO COMPROVADA PELA PALAVRA DAS VÍTIMAS. MANUTENÇÃO DA MAJORANTE. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Esta Corte Superior firmou o entendimento de que a incidência da majorante relativa ao emprego de arma de fogo prescinde de apreensão e perícia da arma, notadamente quando comprovada sua utilização por outros meios de prova, tais como a palavra da vítima ou mesmo de testemunhas. Nesse contexto, uma vez comprovado, por meio do depoimento da vítimas, a utilização de arma de fogo, a ausência de apreensão e posterior perícia do objeto não é capaz de afastar a incidência da causa de aumento de pena, prevista no inciso I do § 2º do art. 157 do Código Penal. Ademais, se o acusado sustentar a ausência de potencial lesivo da arma empregada para intimidar a vítima, será dele o ônus de produzir tal prova, nos termos do art. 156 do Código de Processo Penal (HC n. 96.099/RS, Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje de 05/06/2009). 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no HC n. 962.703/SP, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 3/12/2024, DJEN 9/12/2024). Nesse aspecto, o Tribunal de origem decidiu de acordo com o entendimento deste Tribunal Superior sobre o tema, incidindo o óbice previsto na Súmula 83/STJ. Com relação ao argumento da diminuição da fração utilizada na terceira fase de dosimetria do roubo, diante do concurso de causas de aumento, também não lhe assiste razão. A Corte de origem, ao manter a sentença nesse aspecto, reconheceu que os fundamentos utilizados pelo Juízo sentenciante tomaram por base as circunstâncias do caso concreto, o que evidencia que o acórdão também, nesse ponto, encontra-se em consonância com a jurisprudência desta Corte Superior. Nesse sentido: DIREITO PENAL. RECURSO ESPECIAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA. TERCEIRA FASE. EXASPERAÇÃO DA PENA EM PATAMAR SUPERIOR AO MÍNIMO LEGAL DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. NÃO INCIDÊNCIA DA SÚMULA 443/STJ. REGIME INICIAL FECHADO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CONCURSO DE AGENTES E USO OSTENSIVO DE ARMA DE FOGO. RECURSO NÃO PROVIDO. I. Caso em exame. 1. Recurso especial interposto contra acórdão que deu parcial provimento ao apelo defensivo, mantendo a condenação por roubo majorado e reduzindo para 3/8 o aumento da pena na terceira fase da dosimetria, devido ao concurso de agentes e ao emprego de arma de fogo, em regime inicial fechado. II. Questão em discussão. 2. A questão em discussão consiste em saber se a exasperação da pena na terceira fase da dosimetria, em fração superior a 1/3, está devidamente fundamentada, e se o regime inicial fechado é adequado, considerando a primariedade e os bons antecedentes do réu. III. Razões de decidir. 3. Presentes as majorantes do concurso de agentes e o emprego de arma de fogo, a exasperação da pena em 3/8 na terceira fase da dosimetria foi mantida, pois a sentença apresentou fundamentação concreta. 4. "o aumento na terceira fase da dosimetria em patamar acima do mínimo legal de 1/3 foi devidamente justificado pelo Tribunal estadual, tendo em vista as circunstâncias concretas do delito, diante da presença de duas causas de aumento (emprego de arma e concurso de agentes), o que gera maior intimidação e risco à vítima, que pode ser mais facilmente subjugada pelos roubadores, demonstrando, assim, uma maior reprovabilidade na conduta do paciente, sendo justificado o aumento superior a 1/3" (HC 471911 / SP, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 19/02/2019, DJe 01/03/2019). 5. Acrescente-se que "não implica "reformatio in pejus" a mera correção da classificação de um fato já valorado negativamente pela sentença para enquadrá-lo como outra circunstância judicial, nem o simples reforço de fundamentação para manter a valoração negativa de circunstância já reputada desfavorável na sentença" (Tema 1214/STJ). 6. O regime inicial fechado foi mantido, pois a sentença apresentou fundamentação concreta, considerando a ousadia e periculosidade dos agentes, evidenciada pelas circunstâncias do crime, praticado em rodovia federal, em concurso de agentes e com uso ostensivo de arma de fogo contra a vítima. IV. Dispositivo e tese. 7. Recurso não provido. (REsp n. 2.035.495/SP, Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 18/2/2025, DJEN 25/2/2025). Mantida a pena firmada pela Corte de origem, inviável a fixação de regime inicial menos gravoso, a teor da literalidade do art. 33, § 2º, a, do CP. Pelo exposto, não conheço dos agravos de RENATO BARBOSA DA PAZ e VAGNER OLIVEIRA GUERRA e conheço do agravo de ANTONIO MARCOS SANTOS LIMA para não conhecer de seu recurso especial. Publique-se. EMENTA AGRAVOS EM RECURSOS ESPECIAIS INTERPOSTOS POR RENATO BARBOSA DA PAZ E VAGNER OLIVEIRA GUERRA. PENAL. PROCESSUAL PENAL. IMPUGNAÇÃO DEFICIENTE. INOBSERVÂNCIA DO COMANDO LEGAL INSERTO NOS ARTS. 932, III, DO CPC/2015, E 253, PARÁGRAFO ÚNICO, I, DO RISTJ. SÚMULA 182/STJ. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO POR ANTONIO MARCOS SANTOS LIMA. PRETENSÃO DE RECONHECIMENTO DE CRIME ÚNICO, EXCLUSÃO DA MAJORANTE DO EMPREGO DE ARMA DE FOGO E DIMINUIÇÃO DA FRAÇÃO UTILIZADA NA TERCEIRA FASE DE DOSIMETRIA. REVOLVIMENTO DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. ACÓRDÃO EM CONSONÃNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTE TRIBUNAL SUPERIOR. ÓBICES DAS SÚMULAS 7/STJ E 83/STJ. Agravos de RENATO e VAGNER não conhecidos. Agravo de ANTONIO conhecido para não conhecer de seu recurso especial.