AREsp 2959304 - DECISAO
Não conheço do agravo em recurso especial porque o agravante não impugnou de forma específica e pormenorizada todos os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reiterar razões do recurso especial, o que configura violação do princípio da dialeticidade e impede o conhecimento do agravo, nos termos da...
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- Parties
- Agravante (assistente De Acusação): MARCOS EUGÊNIO BORTOLINI; Réu (condenado): JULIO CESAR WIEDERKEHR
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Inadmissão De Recurso Especial, Princípio Da Dialeticidade, Agravo Do Art. 545 Do CPC, Impugnação Integral Da Decisão Que Não Admite Recurso Especial, Súmula N. 182 Do STJ
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Parties
MARCOS EUGÊNIO BORTOLINI
Agravante (assistente De Acusação)
JULIO CESAR WIEDERKEHR
Réu (condenado)
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 se o agravo em recurso especial pode ser conhecido quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão agravada
- 2 aplicabilidade do princípio da dialeticidade e da Súmula 182 do STJ ao agravo em recurso especial
- 3 necessidade de impugnação integral da decisão que não admite recurso especial
Ratio Decidendi
Não conheço do agravo em recurso especial porque o agravante não impugnou de forma específica e pormenorizada todos os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reiterar razões do recurso especial, o que configura violação do princípio da dialeticidade e impede o conhecimento do agravo, nos termos da jurisprudência e da Súmula n. 182 do STJ.
Court Disposition
não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- não conhecer do agravo em recurso especial, nos termos do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por MARCOS EUGÊNIO BORTOLINI, para impugnar a decisão proferida pelo Vice-Presidente do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA, que não admitiu o recurso especial. Consta dos autos que o réu JULIO CESAR WIEDERKEHR foi condenado à pena de 1 (um) ano, 6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de detenção, em regime inicialmente aberto, por infração ao art. 121, §§ 3º e 4º, c/c o art. 61, II, "h", ambos do Código Penal. Manejado recurso de apelação por parte do ora recorrente, que atuou na condição de assistente de acusação, o apelo foi desprovido pelo Tribunal de origem. Interposto recurso especial com fundamento no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, sem indicação do dispositivo de lei violado, bem como por invocado dissídio jurisprudencial. Não admitido o recurso especial, o assistente de acusação interpôs o presente agravo em recurso especial. O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do agravo em recurso especial. É o relatório. DECIDO. No caso vertente, ao que se depreende das razões do recurso de agravo, a parte recorrente não impugnou todos os fundamentos adotados pela Vice-Presidência do Tribunal de origem na decisão agravada, limitando-se a reiterar as razões de recurso especial. Com efeito, "a Corte Especial desse Tribunal Superior, em recente decisão, no julgamento do EAREsp n. 701.404/SC, perfilhou o entendimento de que a decisão que não admite o recurso especial tem dispositivo único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso, portanto, não há capítulos autônomos e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade" (AgRg no AREsp 2244988 / SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJe 19/09/2023), o que não foi observado pela parte recorrente. No particular, de rigor aplicar o entendimento sedimentado desta Corte Superior, assente no sentido de que "a ausência de impugnação específica e pormenorizada dos fundamentos da decisão agravada caracteriza ofensa ao princípio da dialeticidade, inviabilizando o conhecimento do agravo regimental, incidindo a Súmula n. 182 do STJ" (AREsp 2364700 / PR, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJEN 18/03/2025), segundo a qual "é inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". Sendo assim, "a mera repetição de argumentos já analisados em decisão monocrática, sem impugnação específica dos fundamentos, viola o princípio da dialeticidade" (AgRg no AREsp 2753355 / SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJEN 09/12/2024). Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial, nos termos do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA