AREsp 2665595 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque a agravante não efetuou impugnação específica e concreta dos fundamentos que levaram o Tribunal de origem a inadmitir o recurso especial (incluindo a alegada necessidade de reexame de fatos e provas e a apreciação de dispositivo constitucional), justificando a aplicação da Súmula...
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- Parties
- Agravante: GENI NEVES DA ROCHA SANTOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática De Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- Não conhecido do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Inadmissão Do Recurso Especial, Impugnação Específica Dos Fundamentos, Súmula N. 7 Do STJ, Súmula N. 182 Do STJ, Art. 932, Inciso III, CPC, Art. 253, Parágrafo Único, I, Regimento Interno Do STJ
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Parties
GENI NEVES DA ROCHA SANTOS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática De Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 insuficiência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada
- 2 incidência da Súmula n. 7 do STJ por exigir reexame de fatos e provas
- 3 possibilidade de apreciação de dispositivo constitucional não demonstrada pela agravante
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque a agravante não efetuou impugnação específica e concreta dos fundamentos que levaram o Tribunal de origem a inadmitir o recurso especial (incluindo a alegada necessidade de reexame de fatos e provas e a apreciação de dispositivo constitucional), justificando a aplicação da Súmula 182 do STJ e do art. 932, inciso III, do CPC, consolidando-se o não conhecimento do recurso.
Court Disposition
Não conhecido do agravo em recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por GENI NEVES DA ROCHA SANTOS contra decisão do Tribunal de origem que, no exame prévio de admissibilidade, inadmitiu o recurso especial pela impossibilidade de apreciação de dispositivo constitucional e por incidência da Súmula n. 7 do STJ. Nas razões do presente agravo em recurso especial, argumenta a defesa que o recurso especial deveria ter sido admitido pois que não incide o óbice mencionado. A parte recorrente aborda, ainda, aspectos relacionados ao mérito da causa e reitera questões deduzidas no recurso especial. Requer o provimento do recurso, com a consequente repercussão jurídica. Impugnação apresentada (fls. 941-943). Parecer do Ministério Público Federal opinando pelo não provimento do agravo em recurso especial, nos termos da Súmula n. 7 do STJ (fls. 957-963). É o relatório. Como relatado, o recurso especial foi inadmitido por não ser possível a apreciação de dispositivo constitucional, bem como por incidência da Súmula n. 7 do STJ, vez que a análise exigiria o reexame de fatos e provas dos autos. Porém, as razões do agravo em recurso especial não enfrentam, de modo suficiente os fundamentos referidos, não bastando para tanto que a parte recorrente mencione cada um deles, pois para atendimento do princípio da dialeticidade deve ser demonstrado de modo específico e concreto quais seriam as razões pelas quais a decisão recorrida deveria ser reformada. Vale esclarecer, quanto ao óbice referido na Súmula n. 7 do STJ, que a alegação genérica sobre a desnecessidade de que sejam reexaminados os fatos e as provas é insuficiente para efetivo enfrentamento da decisão recorrida, ainda que feita breve menção à tese sustentada, quando ausente o devido cotejo das premissas fáticas do acórdão proferido na origem (AgRg no AREsp n. 2.030.508/SP, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 10/9/2024, DJe de 13/9/2024; AgRg no AREsp n. 2.672.166/SE, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 3/9/2024, DJe de 6/9/2024; AgRg no AREsp n. 2.576.898/PR, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 27/8/2024, DJe de 2/9/2024). Por sua vez, quanto ao impedimento de análise de dispositivo constitucional, nada dispôs a parte agravante. Como se constata, a efetiva impugnação dos fundamentos que levaram o Tribunal de origem a inadmitir o recurso especial exigia o expresso e efetivo enfrentamento de cada um dos respectivos fundamentos, sem o que não se pode cogitar do desacerto da decisão agravada, conforme relatado. Aplica-se, em consequência, a conclusão estabelecida na Súmula n. 182 do STJ, que estabelece ser "inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". A propósito: AgRg no AREsp n. 2.706.517/RS, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 15/10/2024, DJe de 23/10/2024; AgRg no AREsp n. 2.564.761/RS, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 16/10/2024, DJe de 22/10/2024; AgRg no AREsp n. 2.126.667/SC, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 15/10/2024, DJe de 18/10/2024; AgRg no AREsp n. 2.262.869/RS, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 18/6/2024, DJe de 25/6/2024. Por fim, registro que, n os termos do art. 932, inciso III, do CPC, incumbe monocraticamente ao relator "não conhecer de recurso .. que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida", hipótese amparada também pelo art. 253, parágrafo único, I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSÃO DO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO SUFICIENTE. SÚMULA N. 182 DO STJ. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.