AREsp 2432924 - DECISAO
Não conheço do agravo em recurso especial com fundamento no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, porquanto o agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos constantes da decisão de inadmissibilidade; determinou-se ainda a majoração dos honorários advocatícios em 10% sobre o valor já arbitrado, nos...
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- Parties
- Agravante: JOÃO DOMINGOS NUNES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento
- Outcome
- NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Inadmissibilidade De Recurso, Impugnação Específica, Súmulas, Honorários Advocatícios, Reexame Fático Probatório, Repercussão Geral
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Parties
JOÃO DOMINGOS NUNES
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 obrigatoriedade de impugnação específica de todos os fundamentos da decisão agravada
- 2 inadmissibilidade do agravo que não ataca todos os fundamentos elencados na decisão de inadmissibilidade
- 3 possibilidade de majoração de honorários quando o agravo não é conhecido
Ratio Decidendi
Não conheço do agravo em recurso especial com fundamento no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, porquanto o agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos constantes da decisão de inadmissibilidade; determinou-se ainda a majoração dos honorários advocatícios em 10% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015.
Court Disposition
NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial.
- Majoração dos honorários advocatícios em 10% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites legais aplicáveis.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial apresentado por JOÃO DOMINGOS NUNES, contra decisão que inadmitiu apelo nobre interposto com fundamento no art. 105, III, da Constituição Federal. Passo a decidir. Impende destacar que não deve ser conhecido o agravo que não ataque, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, nos termos dos arts. 932, III, do CPC/2015 e 253, parágrafo único, I, do RISTJ. Confira-se o teor dos dispositivos citados: Art. 932. Incumbe ao relator: .. III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; Art. 253. O agravo interposto de decisão que não admitiu o recurso especial obedecerá, no Tribunal de origem, às normas da legislação processual vigente. (Redação dada pela Emenda Regimental n. 16, de 2014) Parágrafo único. Distribuído o agravo e ouvido, se necessário, o Ministério Público no prazo de cinco dias, o relator poderá: (Redação dada pela Emenda Regimental n. 16, de 2014) I - não conhecer do agravo inadmissível, prejudicado ou daquele que não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida; A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento dos Embargos de Divergência em Agravo em Recurso Especial n. 701.404/SC, 746775/PR e 831.326/SP, decidiu pela necessidade de o agravante impugnar, especificamente, todos os fundamentos adotados pelo julgado a quo, autônomos ou não, para justificar a inadmissão do recurso especial, sob pena de seu recurso não ser conhecido. No caso, da análise dos autos, verifico que a inadmissão do especial se deu com base nos seguintes fundamentos: (a) Súmula 7/STJ (cerceamento de defesa); (b) não cabimento de REsp para questionar a inconstitucionalidade de lei; (c) Súmula 204; (d) não cabimento de REsp contra acórdão com fundamento eminentemente constitucional; (e) repercussão geral RE 1.169.289/SC; (f) Súmula 83 do STJ; (g) a Súmula 111 do STJ foi objeto da afetação à sistemática dos recursos especiais repetitivos (REsp ns. 1.883.715/SP, 1.883.722/SP, 1.884.091/SP e 1.880.529/SP, vinculados ao Tema 1.105/STJ), encontrando-se publicado o julgamento; (h) Súmula 7 do STJ (honorários advocatícios); (i) dissídio jurisprudencial prejudicado ante a incidência da Súmula 7/STJ ; (j) Súmula 284 do STF; e (k) Súmula 182/STJ. Entretanto, a parte agravante formulou impugnação específica tão somente em relação aos seguintes fundamentos : letras a e b. Destaco, por oportuno, não ser suficiente a apresentação de razões genéricas sobre os óbices apontados pela decisão de inadmissibilidade, sendo exigível, do agravante, o efetivo ataque aos seus fundamentos. Inadmitido o recurso especial com base na Súmula 83 do STJ, caberia, à agravante, apontar precedentes contemporâneos ou supervenientes aos referidos na decisão impugnada, procedendo ao devido cotejo analítico, a fim de demonstrar que a orientação desta Corte não se firmou no sentido do acórdão recorrido, ou, ainda, demonstrar a não subsunção do caso concreto à jurisprudência citada pela decisão de inadmissibilidade. Em relação à Súmula 7 do STJ, é de rigor que, além da contextualização do caso concreto, a impugnação contenha as devidas razões pelas quais se entende ser possível o conhecimento da pretensão, independentemente do reexame fático-probatório, mediante, por exemplo, a apresentação do cotejo entre as premissas fáticas e as conclusões delineadas no acórdão recorrido e na sua tese recursal, a fim de demonstrar a prescindibilidade do reexame fático-probatório. Ainda, observa-se que a parte agravante deixou de atacar, devidamente, a incidência da Súmula 284 do STF, limitando-se a indicar trecho do recurso especial, sem fazer referência a nenhum dispositivo de lei federal indicado como violado. Sustenta, também, que o referido óbice não pode obstar o conhecimento do recurso especial, sob pena de esvaziamento do comando constitucional previsto na alínea "c", o que, por óbvio, não se mostra capaz de impugnar de forma efetiva o óbice imposto. Cumpre ressaltar que o Tribunal de origem, ao realizar o juízo de admissibilidade do apelo nobre, deve analisar os pressupostos específicos e constitucionais concernentes ao mérito da controvérsia, não havendo que se falar em usurpação da competência do STJ. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 2.107.891/PR, Relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 14/11/2022, DJe de 30/11/2022; AgInt no AREsp n. 2.164.815/RS, Relator Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, julgado em 28/11/2022, DJe de 30/11/2022; e AgInt no AREsp n. 2.098.383/BA, Relator Ministro Manoel Erhardt (Desembargador Convocado do TRF5), Primeira Turma, julgado em 15/8/2022, DJe de 17/8/2022. Ante o exposto, com base no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial. Caso exista, nos autos, prévia fixação de honorários de advogado pelas instâncias de origem, determino a majoração de tal verba, em desfavor da parte recorrente, no importe de 10% (dez por cento) sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA