AREsp 2257832 - DECISAO
O agravo em recurso especial não conhece-se porque a parte agravante não impugnou especificamente o fundamento da decisão de inadmissibilidade baseado na Súmula 7/STJ, limitando-se a afirmar genericamente a inaplicabilidade da súmula; conforme art. 932, III, CPC/2015 e precedentes do STJ, tal impugnação específica é...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido
- Outcome
- não conhecido
- Legal Topics
- Inadmissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Impugnação Específica Aos Fundamentos Da Decisão De Inadmissibilidade, Súmula 182/stj, Art. 932, III, Cpc/2015, Honorários Sucumbenciais Recursais
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Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 se a parte agravante impugnou especificamente a aplicação da Súmula 7/STJ
- 2 necessidade de impugnação específica aos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial
- 3 aplicabilidade da Súmula 182/STJ por ausência de impugnação específica
Ratio Decidendi
O agravo em recurso especial não conhece-se porque a parte agravante não impugnou especificamente o fundamento da decisão de inadmissibilidade baseado na Súmula 7/STJ, limitando-se a afirmar genericamente a inaplicabilidade da súmula; conforme art. 932, III, CPC/2015 e precedentes do STJ, tal impugnação específica é requisito de admissibilidade, razão por que se manteve a inadmissibilidade e se não conheceu do agravo.
Court Disposition
não conhecido
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial
- Majorar os honorários advocatícios em 10% sobre o valor já arbitrado
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Em análise, de agravo em recurso especial, interposto em face de decisão que inadmitiu o recurso especial, manejado contra decisão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO . O recurso especial restou inadmitido, pelo(s) seguinte(s) fundamento(s): ausência de afronta a dispositivo legal e súmula 7/STJ. Todavia, a parte agravante deixou de infirmar, especificamente, o(s) seguinte(s) fundamento(s): súmula 7/STJ. Quanto à súmula 7/STJ, a parte agravante limitou-se a sustentar que: "Observe-se, por fim, que, na esteira de todo o exposto, para a reforma do v. acórdão recorrido, não se faz necessário incursão no acervo fático-probatório dos autos judiciais em epígrafe." (fls. 274e). Diante desse contexto, o presente agravo em recurso especial não pode ser conhecido. Registre-se que, quando o recurso especial não é admitido, pelo Tribunal de origem, com base na súmula 7/STJ, incumbe à parte agravante demonstrar, no agravo em recurso especial, sob pena de preclusão, que a referida súmula não se aplica ao caso, demonstrando de que forma a violação aos dispositivos federais suscitada nas razões recursais não depende de reanálise do conjunto fático-probatório dos autos - deixando claro, por exemplo, que todos os fatos estão devidamente consignados no acórdão recorrido -, sendo insuficiente a mera alegação no sentido da inaplicabilidade da súmula 7/STJ ou de que o exame da controvérsia dispensa reexame probatório - como ocorre no presente caso -, por revelar-se como combate genérico e não específico. Nesse sentido já decidiu o STJ, in verbis: "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 182/STJ. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A decisão ora recorrida não conheceu do agravo em razão da não impugnação aos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial na origem, notadamente quanto à Súmula 7/STJ (condenação solidária da União e do Estado da Bahia). Assim, consignou-se a incidência da Súmula 182 do STJ. 2. A parte, para ver seu recurso especial inadmitido ascender a esta Corte, precisa, primeiro, desconstituir os fundamentos utilizados para a negativa de seguimento daquele recurso sob pena de vê-los mantidos. 3. É mister repetir que as razões demonstrativas do desacerto da decisão agravada devem ser veiculadas imediatamente nessa oportunidade, pois convém frisar não ser admitida fundamentação a destempo, a fim de inovar a justificativa para ascensão do recurso excepcional, diante da preclusão consumativa. 4. Em nova análise do agravo interposto, tem-se que a parte agravante efetivamente não rebateu todos os fundamentos da decisão de inadmissão do recurso especial, incidindo à espécie o Enunciado da Súmula 182 do STJ. 5. Inadmitido o recurso especial com base na Súmula 7 do STJ, não basta a assertiva genérica de que é desnecessária a análise de prova, ainda que seja feita breve menção à tese sustentada ou simplesmente a insistência no mérito da controvérsia. É imprescindível o cotejo entre o acórdão combatido e a argumentação trazida no recurso especial que pudesse justificar o afastamento do citado óbice processual. 6. Agravo interno a que se nega provimento." (AgInt no AREsp n. 1.907.380/BA, relator Ministro Manoel Erhardt - Desembargador convocado do TRF5 -, Primeira Turma, DJe de 14/10/2021) De acordo com o inciso I do § 4º do art. 544 do CPC/73, é dever da parte agravante atacar, especificamente, todos os fundamentos da decisão do Tribunal de origem que nega trânsito ao recurso especial, sob pena de não conhecimento de sua irresignação. O novo Código de Processo Civil ratificou tal entendimento, conforme se depreende do seu art. 932, III, in verbis: "Art. 932. Incumbe ao relator: (..) III. não conhecer do recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida;" Assim, se a lei estabelece pressupostos ou requisitos para a admissibilidade do recurso - no particular, o art. 932, III, do CPC/2015 determina a necessidade de impugnação específica aos fundamentos da decisão que inadmitir o recurso especial -, cabe à parte proceder em estrito cumprimento às determinações legais. Isso posto, com fundamento no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do presente agravo em recurso e special. Em atenção ao disposto no art. 85, § 11, do CPC/2015 e no Enunciado Administrativo 7/STJ ("Somente nos recursos interpostos contra decisão publicada a partir de 18 de março de 2016 será possível o arbitramento de honorários sucumbenciais recursais, na forma do art. 85, § 11, do NCPC"), majoro os honorários advocatícios em 10% (dez por cento) sobre o valor já arbitrado, levando-se em consideração o trabalho adicional imposto ao advogado da parte recorrida, em virtude da interposição deste recurso, respeitados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º do art. 85 do CPC/2015. Ressalte-se que, em caso de reconhecimento do direito à gratuidade de justiça, permanece suspensa a exigibilidade das obrigações decorrentes de sua sucumbência, nos termos do § 3º do art. 98 do CPC/2015. Publique-se. EMENTA