AREsp 2777541 - DECISAO
O agravo regimental não foi conhecido porque o agravante não impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada relativos à incidência da Súmula n. 7 do STJ; afirmações genéricas de que não há necessidade de reexame de provas não são suficientes para afastar o óbice de inadmissibilidade, sendo exigida...
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- Parties
- Agravante: GUSTAVO ALVES DE MOURA; Interessado: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido
- Outcome
- agravo regimental não conhecido
- Legal Topics
- Inadmissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7 Do STJ, Impugnação Específica (art. 1.021, §1º Cpc), Agravo Regimental
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Parties
GUSTAVO ALVES DE MOURA
Agravante
Ministério Público Federal
Interessado
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 aplicabilidade da Súmula n. 7 do STJ ao recurso especial
- 2 exigência de impugnação específica dos fundamentos de decisão nos termos do art. 1.021, §1.º do CPC
- 3 inadmissibilidade do agravo regimental por falta de impugnação específica
Ratio Decidendi
O agravo regimental não foi conhecido porque o agravante não impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada relativos à incidência da Súmula n. 7 do STJ; afirmações genéricas de que não há necessidade de reexame de provas não são suficientes para afastar o óbice de inadmissibilidade, sendo exigida impugnação especificada conforme art. 1.021, §1.º do CPC e súmula 182 do STJ.
Court Disposition
agravo regimental não conhecido
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial
- Publique-se e intimem-se
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO GUSTAVO ALVES DE MOURA agrava da decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que inadmitiu seu recurso especial com base no art. 1.030, V, do CPC. Consta dos autos que o agravante foi condenado pela prática dos crimes previstos no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006 e no art. 12 da Lei n. 10.826/2003 às penas de 6 anos e 8 meses de reclusão, 1 ano e 4 meses de detenção, no regime inicial fechado, e de 679 dias-multa, à razão mínima legal. Diante disso, foi interposto recurso especial com fundamento no art. 105, III, "a" e "c", da Constituição Federal, apontando violação dos arts. 155 e 293 do CPP. Este, porém, foi inadmitido em razão do óbice da Súmula n. 7 do STJ, o que ensejou a interposição do presente agravo. Sustenta, aqui, inaplicabilidade da Súmula n. 07 do STJ ao caso, uma vez que a moldura fática já estaria definida. No mérito, repisa os argumentos do recurso especial. Apresentadas as contrarrazões, o Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do recurso. Decido. O agravo é tempestivo, mas não infirmou adequadamente todas as motivações lançadas na decisão de inadmissibilidade do recurso especial, razão pela qual não merece conhecimento. No caso, o agravante não rebateu os fundamentos relacionados à incidência da Súmula n. 7 do STJ. São insuficientes, para refutar essa razão de inadmissibilidade, assertivas genéricas de que a apreciação do recurso não demanda reexame de provas. A parte deve expor, com particularidade, que a alteração do entendimento adotado pelo Tribunal de origem independe da apreciação fático-probatória dos autos no caso concreto. Nessa perspectiva: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXIGÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. A teor do § 1.º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, aplicável por força do art. 3.º do Código de Processo Penal, dispõe-se que "na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada". 2. Não basta a mera afirmação em sentido oposto ao óbice, com argumentos que se contrapõem a qualquer decisão que se funde no conteúdo do Enunciado n.º 7 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça, deve-se particularizar o fundamento de inadmissão, na medida da admissibilidade, sob pena de vê-lo mantido. 3. Agravo regimental não conhecido. (AgRg no AREsp n. 1.575.387/SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, 6ª T., DJe 21/2/2020, grifei) Assim, é inegável que a defesa não se desincumbiu do ônus de expor integral, específica e detalhadamente os motivos de fato e de direito por que entende incorreta a decisão agravada, a atrair, à espécie, a Súmula n. 182 desta Corte Superior, segundo a qual "É inviável o agravo do art. 1.021, § 1º, do novo CPC que deixa de atacar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada". À vista do exposto, com fundamento no art. 932, III, do CPC, c/c o art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se e intimem-se. EMENTA