AREsp 2871424 - DECISAO
O agravo regimental não foi conhecido porque, embora tempestivo, não impugnou de forma específica e com particularidade os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, notadamente não rebatendo adequadamente o óbice da Súmula n. 7 do STJ, nos termos do art. 1.021, §1º do CPC (aplicável ao processo...
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- Parties
- Agravante: RAFAEL DE FREITAS DE OLIVEIRA; Manifestante: Ministério Público Federal; Corte De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Agravo Regimental Não Conhecido
- Outcome
- Agravo regimental não conhecido
- Legal Topics
- Inadmissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7 Do STJ, Súmula 182 Do STJ, Impugnação Específica (art. 1.021, §1º Do Cpc), Aplicação Do Art. 1.021 Do CPC Ao Processo Penal
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Parties
RAFAEL DE FREITAS DE OLIVEIRA
Agravante
Ministério Público Federal
Manifestante
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Corte De Origem
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Agravo Regimental Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da Súmula 7 do STJ como óbice à admissão de recurso especial
- 2 Necessidade de impugnação específica nos termos do art. 1.021, §1º do CPC (aplicável ao processo penal via art. 3º do CPP)
- 3 Alegação de violação ao art. 240, §1º do CPP pelo agravante
Ratio Decidendi
O agravo regimental não foi conhecido porque, embora tempestivo, não impugnou de forma específica e com particularidade os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, notadamente não rebatendo adequadamente o óbice da Súmula n. 7 do STJ, nos termos do art. 1.021, §1º do CPC (aplicável ao processo penal), e da Súmula n. 182 do STJ.
Court Disposition
Agravo regimental não conhecido
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO RAFAEL DE FREITAS DE OLIVEIRA agrava da decisão que inadmitiu seu recurso especial, interposto com base no art. 105, III, "a", da CF, contra acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na Apelação Criminal n. 1501180-53.2023.8.26.0201. Consta dos autos que o agravante foi condenado a 8 anos e 9 meses de reclusão, mais multa, pela prática do crime previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. A defesa aduz, em síntese, violação do art. 240, § 1º, do Código de Processo Penal. A Corte de origem não admitiu o recurso especial, em razão do óbice previsto na Súmula n. 7 do STJ, o que ensejou a interposição deste agravo. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do recurso (fls. 3440-443). Decido. O agravo é tempestivo, mas não infirmou adequadamente todas as motivações lançadas na decisão de inadmissibilidade do recurso especial, razão pela qual não merece conhecimento. No caso, o agravante não rebateu adequadamente os fundamentos relacionados à incidência da Súmula n. 7 do STJ. Vale lembrar que, em relação à Súmula n. 7 do STJ, são insuficientes, para refutar essa razão de inadmissibilidade, assertivas genéricas de que a apreciação do recurso não demanda reexame de provas. A parte deve expor, com particularidade, que a alteração do entendimento adotado pelo Tribunal de origem independe da apreciação fático-probatória dos autos no caso concreto. Nessa perspectiva: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXIGÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. A teor do § 1.º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, aplicável por força do art. 3.º do Código de Processo Penal, dispõe-se que "na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada". 2. Não basta a mera afirmação em sentido oposto ao óbice, com argumentos que se contrapõem a qualquer decisão que se funde no conteúdo do Enunciado n.º 7 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça, deve-se particularizar o fundamento de inadmissão, na medida da admissibilidade, sob pena de vê-lo mantido. 3. Agravo regimental não conhecido. (AgRg no AREsp n. 1.575.387/SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, 6ª T., DJe 21/2/2020, grifei). Verifica-se que no AResp a defesa limitou-se a reiteras as razões do especial, sem trazer nenhuma linha sequer a respeito do óbice sumular. Portanto, verifica-se que o agravante não rebateu, com particularidade, todos os óbices de admissão do REsp. Assim, é inegável que a defesa não se desincumbiu do ônus de expor integral, específica e detalhadamente os motivos de fato e de direito por que entende incorreta a decisão agravada, a atrair, à espécie, a Súmula n. 182 desta Corte Superior, segundo a qual "É inviável o agravo do art. 1.021, § 1º, do novo CPC que deixa de atacar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada". À vista do exposto, com fundamento no art. 932, III, do CPC, c/c o art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se e intimem-se. EMENTA