AREsp 1490971 - DECISAO
O agravo regimental não foi conhecido porque o agravante não impugnou com a necessária especificidade os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso especial, notadamente quanto à incidência da Súmula n. 7 do STJ, não demonstrando que eventual reforma do acórdão independeria de reexame fático-probatório,...
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- Parties
- Agravante: GILVAN BARBOSA; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Inadmissibilidade/não Conhecimento
- Outcome
- Agravo regimental não conhecido; não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Inadmissibilidade De Recurso Especial, Súmula N. 7 Do STJ, Impugnação Específica (art. 1.021, §1º Cpc), Súmula N. 182 Do STJ, Cerceamento De Defesa, Reexame De Provas
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Parties
GILVAN BARBOSA
Agravante
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Inadmissibilidade/não Conhecimento
Legal Issues
- 1 incidência da Súmula n. 7 do STJ como óbice à admissibilidade do recurso especial
- 2 exigência de impugnação específica nos termos do art. 1.021, §1º, do CPC (aplicável por força do art. 3º do CPP)
- 3 alegada nulidade por cerceamento de defesa e ausência de provas para condenação (mérito)
Ratio Decidendi
O agravo regimental não foi conhecido porque o agravante não impugnou com a necessária especificidade os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso especial, notadamente quanto à incidência da Súmula n. 7 do STJ, não demonstrando que eventual reforma do acórdão independeria de reexame fático-probatório, em afronta ao art. 1.021, §1º, do CPC e à Súmula n. 182 do STJ.
Court Disposition
Agravo regimental não conhecido; não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO GILVAN BARBOSA agrava da decisão que inadmitiu o recurso especial, interposto com base no art. 105, III, "a", da CF, contra acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na Apelação Criminal n. 1.0672.17.013892-5/001. Consta dos autos que o agravante foi condenado à pena de 8 anos, 1 mês e 29 dias de reclusão, mais multa, prática dos crimes previstos nos arts. 180, § 1º e 311 do Código Penal. A defesa aduz, em suma, cerceamento de defesa em razão da leitura dos depoimentos prestados pelas testemunhas na fase policial e, no mérito, a ausência de provas para a condenação. Apresentadas as contrarrazões, a Corte de origem não admitiu o recurso especial, em razão do óbice da Súmula n. 7 do STJ, o que ensejou a interposição deste agravo. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não provimento do recurso especial (fls. 560-568). Decido. O agravo é tempestivo, mas não infirmou suficientemente todas as motivações lançadas na decisão de inadmissibilidade do recurso especial, razão pela qual não merece conhecimento. No caso, o agravante não rebateu adequadamente os fundamentos relacionados à incidência da Súmula n. 7 do STJ. Em relação ao referido enunciado, são insuficientes, para refutar essa razão de inadmissibilidade, assertivas genéricas de que a apreciação do recurso não demanda reexame de provas. A parte deve expor, com particularidade, que a alteração do entendimento adotado pelo Tribunal de origem independe da apreciação fático-probatória dos autos no caso concreto. Nessa perspectiva: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXIGÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. A teor do § 1.º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, aplicável por força do art. 3.º do Código de Processo Penal, dispõe-se que "na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada". 2. Não basta a mera afirmação em sentido oposto ao óbice, com argumentos que se contrapõem a qualquer decisão que se funde no conteúdo do Enunciado n.º 7 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça, deve-se particularizar o fundamento de inadmissão, na medida da admissibilidade, sob pena de vê-lo mantido. 3. Agravo regimental não conhecido. (AgRg no AREsp n. 1.575.387/SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, 6ª T., DJe 21/2/2020, grifei) No caso, contudo, conquanto alegado genericamente que pretende apenas a revaloração das provas, a defesa não justificou a incompatibilidade concreta de análise das teses de cerceamento de defesa e absolvição com a Súmula n. 7 do STJ. Em verdade, o recorrente apenas reiterou os argumentos do recurso especial, razão pela qual não observou a necessária dialeticidade recursal. Portanto, verifica-se que o agravante não rebateu, com particularidade, todos os óbices de admissão do REsp. Assim, é inegável que a defesa não se desincumbiu do ônus de expor integral, específica e detalhadamente os motivos de fato e de direito por que entende incorreta a decisão agravada, a atrair, à espécie, a Súmula n. 182 desta Corte Superior, segundo a qual "É inviável o agravo do art. 1.021, § 1º, do novo CPC que deixa de atacar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada". À vista do exposto, com fundamento no art. 932, III, do CPC, c/c o art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se e intimem-se. EMENTA