AREsp 2295638 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou, com a especificidade exigida pelo art. 1.021, §1º do CPC (aplicável por art. 3º do CPP), os fundamentos da decisão agravada, notadamente quanto à incidência da Súmula n. 7 do STJ e à deficiência do cotejo analítico do dissídio jurisprudencial; declarações...
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- Parties
- Agravante: YOUSSEF RAHAL; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Inadmissibilidade De Recurso Especial, Súmula N. 7 Do STJ, Cotejo Analítico Do Dissídio Jurisprudencial, Impugnação Específica (art. 1.021 §1º Cpc), Agravo Regimental
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Parties
YOUSSEF RAHAL
Agravante
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 incidência da Súmula n. 7 do STJ como óbice à admissão do recurso especial
- 2 deficiência do cotejo analítico entre os precedentes indicados e a situação dos autos
- 3 exigência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 1.021, §1º, do CPC (aplicável por art. 3º do CPP)
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou, com a especificidade exigida pelo art. 1.021, §1º do CPC (aplicável por art. 3º do CPP), os fundamentos da decisão agravada, notadamente quanto à incidência da Súmula n. 7 do STJ e à deficiência do cotejo analítico do dissídio jurisprudencial; declarações genéricas de que não haveria reexame de provas são insuficientes para afastar o óbice de admissibilidade.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO YOUSSEF RAHAL agrava da decisão que inadmitiu o recurso especial, interposto com base no art. 105, III, "a" e "c", da CF, contra acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na Apelação Criminal n. 062957-02.2019.8.13.0271. A defesa aduz a violação dos arts. 2º, da Lei n. 12.850/2013, 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, 33, § 2º, e 59, ambos do Código Penal. Apresentadas as contrarrazões, a Corte de origem não admitiu o recurso especial, em razão dos óbices das Súmulas n. 7 do STJ e deficiência de cotejo analítico do dissídio jurisprudencial, o que ensejou a interposição deste agravo. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do agravo (fls. 3.605-3.613). Decido. O agravo é tempestivo, mas não infirmou suficientemente todas as motivações lançadas na decisão de inadmissibilidade do recurso especial, razão pela qual não merece conhecimento. No caso, o agravante não rebateu adequadamente os fundamentos relacionados à incidência da Súmula n. 7 do STJ e à deficiência do cotejo analítico do dissídio jurisprudencial. Em relação à Súmula n. 7 do STJ, são insuficientes, para refutar essa razão de inadmissibilidade, assertivas genéricas de que a apreciação do recurso não demanda reexame de provas. A parte deve expor, com particularidade, que a alteração do entendimento adotado pelo Tribunal de origem independe da apreciação fático-probatória dos autos no caso concreto. Nessa perspectiva: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXIGÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. A teor do § 1.º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, aplicável por força do art. 3.º do Código de Processo Penal, dispõe-se que "na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada". 2. Não basta a mera afirmação em sentido oposto ao óbice, com argumentos que se contrapõem a qualquer decisão que se funde no conteúdo do Enunciado n.º 7 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça, deve-se particularizar o fundamento de inadmissão, na medida da admissibilidade, sob pena de vê-lo mantido. 3. Agravo regimental não conhecido. (AgRg no AREsp n. 1.575.387/SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, 6ª T., DJe 21/2/2020, grifei) Ademais, a defesa na o comprovou a indicac a o, no recurso especial, dos precedentes considerados como paradigma e a realizac a o do cotejo anali"tico entre a situac a o destes autos e aquela identificada em tais julgados. Portanto, verifica-se que o agravante não rebateu, com particularidade, todos os óbices de admissão do REsp. Assim, é inegável que a defesa não se desincumbiu do ônus de expor integral, específica e detalhadamente os motivos de fato e de direito por que entende incorreta a decisão agravada, a atrair, à espécie, a Súmula n. 182 desta Corte Superior, segundo a qual "É inviável o agravo do art. 1.021, § 1º, do novo CPC que deixa de atacar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada". À vista do exposto, com fundamento no art. 932, III, do CPC, c/c o art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se e intimem-se. EMENTA