AREsp 2836726 - DECISAO
O agravante não demonstrou, de forma consistente, a inaplicabilidade dos óbices apontados pelo Tribunal de origem (necessidade de reexame de fatos e provas, Súmula 7/STJ, e incidência da Súmula 13/STJ), razão pela qual o agravo em recurso especial não merece conhecimento, nos termos do art. 932, III, do CPC.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: HRH FORTALEZA EMPREENDIMENTO HOTELEIRO S.A.; Autor: LUCIANA MIWA NITA WATANABE; Autor: outro
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC
- Legal Topics
- Inadmissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 13/stj, Reexame De Fatos E Provas, Competência E Eleição De Foro, Atraso Na Entrega De Imóvel, Rescisão Contratual, Restituição De Parcelas, Multa Contratual
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Parties
HRH FORTALEZA EMPREENDIMENTO HOTELEIRO S.A.
Agravante
LUCIANA MIWA NITA WATANABE
Autor
outro
Autor
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 inaplicabilidade da Súmula 7/STJ
- 2 incidência da Súmula 13/STJ
- 3 necessidade de refutar todos os fundamentos que levaram à inadmissão pelo Tribunal de origem
Ratio Decidendi
O agravante não demonstrou, de forma consistente, a inaplicabilidade dos óbices apontados pelo Tribunal de origem (necessidade de reexame de fatos e provas, Súmula 7/STJ, e incidência da Súmula 13/STJ), razão pela qual o agravo em recurso especial não merece conhecimento, nos termos do art. 932, III, do CPC.
Court Disposition
NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC
- Deixo de majorar os honorários de sucumbência recursal
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Examina-se agravo em recurso especial interposto por HRH FORTALEZA EMPREENDIMENTO HOTELEIRO S.A., contra decisão que inadmitiu recurso especial, fundamentado no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal. Ação: rescisão contratual c/c restituição de parcelas ajuizada por LUCIANA MIWA NITA WATANABE e outro, em face do agravante, em razão de atraso na entrega de imóvel. Sentença: julgou procedentes os pedidos para decretar a rescisão do contrato e condenar a agravante à restituição dos valores efetivamente pagos e ao pagamento da multa prevista na cláusula sexta, no percentual equivalente a 10% (dez por cento). Acórdão: negou provimento à apelação interposta pela agravante, nos termos da seguinte ementa: APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO DO CONSUMIDOR. PROCESSUAL CIVIL. COMPETÊNCIA. CLÁUSULA. ELEIÇÃO DE FORO. ABUSIVIDADE. CONSUMIDOR. DOMICÍLIO. ESCOLHA. POSSIBILIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. DECISÃO SURPRESA. NÃO OCORRÊNCIA. PROMESSA. COMPRA E VENDA. IMÓVEL. PLANTA. MULTIPROPRIEDADE. ATRASO. ENTREGA. INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. ATRASO CONFIGURADO. PRAZO. TOLERÂNCIA. EXTRAPOLAÇÃO. PANDEMIA. CORONAVÍRUS (COVID-19). CASO FORTUITO. FORÇA MAIOR. AUSÊNCIA. DEVOLUÇÃO INTEGRAL. PARCELAS QUITADAS. (e-STJ fl. 758) Decisão de admissibilidade do TJDFT: inadmitiu o recurso especial em razão dos seguintes fundamentos: i) necessidade de reexame de fatos e provas (Súmula 7/STJ); ii) incidência da Súmula 13/STJ. Agravo em recurso especial: nas razões do presente recurso, a parte agravante aduz que: i) "não tem aplicabilidade a Súmula nº 07 da Colenda Corte, quando não se tratar de reexame do conjunto fático-probatório, mas sim de revaloração dos critérios jurídicos utilizados neste exame, vez que a situação fática pode levar, inclusive, à conclusão diversa daquela anteriormente adotada"; ii) "o dissenso jurisprudencial foi comprovado por certidão, ou cópia, ou citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que tiver sido publicada a decisão divergente, ou ainda pela reprodução do julgado disponível na internet, com indicação da respectiva fonte, conforme documentação acostada nos autos." RELATADO O PROCESSO, DECIDE-SE. Ao analisar o agravo em recurso especial interposto, verifica-se que a parte agravante não demonstrou, de maneira consistente, a inaplicabilidade dos seguintes óbices: i) necessidade de reexame de fatos e provas (Súmula 7/STJ); ii) incidência da Súmula 13/STJ. Com efeito, para que o recurso especial seja analisado por esta Corte Superior, o recorrente deve refutar todos os fundamentos que levaram à inadmissão pelo Tribunal de origem. Nesse sentido: AgInt no AREsp 2.292.265/SP, 3ª Turma, DJe de 18/8/2023, e AgInt no AREsp 2.335.547/SP, 4ª Turma, DJe de 11/10/2023. Forte nessas razões, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC. Deixo de majorar os honorários de sucumbência recursal, uma vez que a verba honorária foi arbitrada no limite máximo previsto no art. 85, §2º, do CPC. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar a condenação ao pagamento das penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA