AREsp 2717908 - DECISAO
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque a agravante deixou de impugnar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 932, III, do CPC e art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, aplicando-se, por analogia, a Súmula n. 182 do STJ; por consequência, não se conheceu do agravo...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: NOTRE DAME INTERMÉDICA SAÚDE S.A.; Agravada: parte autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Inadmissibilidade De Recurso Especial, Impugnação Específica De Fundamentos, Obrigação De Fazer, Honorários Advocatícios, Cobertura De Procedimentos Por Planos De Saúde
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
NOTRE DAME INTERMÉDICA SAÚDE S.A.
Agravante
parte autora
Agravada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 impugnação específica de todos os fundamentos da decisão agravada nos termos do art. 932, III, do CPC e art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ
- 2 aplicação da Súmula n. 182 do STJ por analogia
- 3 incidência de súmulas do STJ e do STF quanto à matéria não prequestionada
Ratio Decidendi
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque a agravante deixou de impugnar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 932, III, do CPC e art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, aplicando-se, por analogia, a Súmula n. 182 do STJ; por consequência, não se conheceu do agravo e majoraram-se os honorários em 10% nos termos do § 11 do art. 85 do CPC.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Majorar em 10% os honorários advocatícios, nos termos do § 11 do art. 85 do CPC, em desfavor da parte recorrente
- Publicar-se e intimar-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por NOTRE DAME INTERMÉDICA SAÚDE S.A. contra decisão que inadmitiu recurso especial nos autos de ação com pedido de obrigação de fazer c/c tutela de urgência em que a parte autora, ora agravada, pleiteou o restabelecimento do plano de saúde, o envio mensal de boletos para pagamento e a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 10.000,00. A parte agravante alega que os pressupostos de admissibilidade do recurso especial foram atendidos. É o relatório. Decido. Na origem, a parte autora ajuizou ação com pedido de obrigação de fazer, em especial o restabelecimento do plano de saúde, uma vez que teria sido cancelado unilateralmente pela ora recorrente, além da reparação de danos morais. Mediante análise dos autos, verifica-se que a decisão agravada inadmitiu o recurso especial, afastando a violação dos arts. 13 da Lei n. 9.656/1998 e 397, 474 e 763 do Código Civi l, uma vez que o acórdão recorrido está de acordo com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça no julgamento dos REsps n. 1.842.751/RS e 1.846.123/SP (Tema 1.082). Quanto aos arts. 86, 187 e 927 do CC, aplicou o óbice previsto nas Súmulas n. 211 do STJ e 282 do STF, porquanto a tese sustentada não foi examinada pelo aresto recorrido, ausente o prequestionamento. Nas razões recursais, porém, a parte agravante deixou de impugnar todos os fundamento s de inadmissão do recurso especial, limitando-se a defender a não incidência da Súmula n. 7 do STJ. Apresentou razões dissociadas dos autos ao alegar que não está obrigada ao custeio de tratamento/exame não previsto no rol da ANS, em especial à cobertura de tratamento para melhoria dos sintomas e evolução psicossocial da agravada, que teria recebido o diagnóstico de síndrome de down e prescrição feita por um médico pediatra. Sustentou ainda a violação dos arts. 10, II, Lei n. 9.961/2000 e 10, § 4º, da Lei n. 9.656/1998. Nos termos dos arts. 932, III, do CPC e 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não se conhecerá do agravo em recurso especial que não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida. A refutação apta a infirmar a decisão agravada deve ser efetiva, específica e motivada, o que não ocorreu na espécie. Confiram-se os seguintes precedente s: AgInt no AREsp n. 2.101.598/MG, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 26/9/2022, DJe de 30/9/2022; AgInt no AREsp n. 2.053.156/RS, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 15/8/2022, DJe de 17/8/2022. Assim, tendo em vista que, no julgamento dos EAREsp n. 746.775/PR, em 19/9/2018, a Corte Especial do Superior Tribunal assentou que a decisão de inadmissibilidade do recurso especial é incindível e deve ser impugnada em sua integralidade, é de rigor a aplicação, por analogia, da Súmula n. 182 do STJ, in verbis: "É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Nos termos do § 11 do art. 85 do CPC, majoro, em 10% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, os honorários advocatícios em desfavor da parte ora recorrente, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos no § 2º do referido artigo e ressalvada eventual concessão de gratuidade de justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA