AREsp 1946666 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque o tribunal a quo enfrentou e fundamentou as questões essenciais ao julgamento; a alteração da conclusão dependeria de reexame fático-probatório, vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, e porque ficou demonstrado nos autos que o militar temporário não estava...
Source-derived case information.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 October 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Recurso Especial Após Recibo No STJ
- Outcome
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Incapacidade Laborativa, Nexo De Causalidade, Reintegração, Reforma, Inadmissibilidade De Recurso Especial, Honorários Advocatícios, Súmula 7 STJ, Art. 489 Cpc/2015, Art. 535 Cpc/1973 (art. 1.022 Cpc/2015)
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Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Recurso Especial Após Recibo No STJ
Legal Issues
- 1 Violação do art. 535 do CPC/1973 (art. 1.022 do CPC/2015) por omissão na decisão recorrida?
- 2 Se o militar temporário tinha incapacidade para todo e qualquer trabalho que autorizaria reforma ou reintegração.
- 3 Existência de nexo de causalidade entre a enfermidade e o serviço militar.
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque o tribunal a quo enfrentou e fundamentou as questões essenciais ao julgamento; a alteração da conclusão dependeria de reexame fático-probatório, vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, e porque ficou demonstrado nos autos que o militar temporário não estava incapacitado para todo e qualquer trabalho nem havia nexo de causalidade que autorizasse reforma ou reintegração.
Court Disposition
Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial.
Orders
- Determino a majoração dos honorários advocatícios, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites legais e eventual gratuidade.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto contra decisão que inadmitiu o recurso especial na origem. O recurso especial foi interposto no TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO, contra acórdão com o seguinte resumo de ementa: ADMINISTRATIVO MILITAR TEMPORÁRIO AUSÊNCIA DE INCAPACIDADE PARA AS ATIVIDADES CASTRENSES E LABORAIS ENFERMIDADE DEGENERATIVA SEM RELAÇÃO DE CAUSA E EFEITO COM O SERVIÇO MILITAR INVALIDEZ NÃO CONFIGURAÇÃO INEXISTÊNCIA DE DIREITO À REFORMA EX OFFICIO OU À REINTEGRAÇÃO NA CONDIÇÃO DE AGREGADO APELAÇÃO IMPROVIDA Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. Não há violação do 535 do CPC/1973 (art. 1.022 do CPC/2015) quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a fundamentadamente (art. 165 do CPC/73 e do art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". (EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016.). A Corte de origem considerou que a parte autora não foi considerada incapacitada para todo e qualquer trabalho, e que por isso não teria deireito à reintegração, e que a lesão não tem nexo de causalidade com a atividade desempenhada. É o que se confere do seguinte trecho do acórdão: O autor detinha a condição de militar temporário, fato incontroverso, portanto, sujeito à conveniênciae oportunidade da Administração para eventual renovação ou manutenção de sua permanência. Destarte, não merece reparos a sentença, tendo em vista que o presente caso não se subsume ahipótese prevista no inc. VI do art. 108, c/c art. 111, inc. II, da Lei nº 6.880/80 (Estatuto dos Militares), vez que apenas o militartemporário portador de doença incapacitante, ainda que sem relação de causa e efeito com o serviço castrense, mas que tenha sidoconsiderado incapacitado para todo e qualquer trabalho, o que não é o caso dos autos. Verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.