AREsp 2547645 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque a Corte de origem analisou a matéria em conformidade com a jurisprudência dominante do STJ sobre a incidência de contribuição previdenciária nas verbas indicadas; modificar o entendimento demandaria reexame de provas (vedado pela Súmula 7 do STJ) e houve ausência de...
Source-derived case information.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Agravo Em Recurso Especial Conhecido Parcialmente; Recurso Especial Não Conhecido
- Outcome
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo; não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Incidência De Contribuição Previdenciária Sobre Férias Gozadas, Descanso Semanal Remunerado, Salário Maternidade E Adicional De Horas Extras, Pré Questionamento, Reexame De Provas Em Recurso Especial (súmula 7 Stj), Honorários Advocatícios (art. 85, §11, Cpc/2015)
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Procedural Posture
Mandado De Segurança / Agravo Em Recurso Especial Conhecido Parcialmente; Recurso Especial Não Conhecido
Legal Issues
- 1 incidência de contribuição previdenciária sobre férias gozadas, descanso semanal remunerado, salário-maternidade, reflexos e adicional de horas extras
- 2 vedação ao reexame fático-probatório em recurso especial (Súmula 7 STJ)
- 3 inadmissibilidade por ausência de prequestionamento (Súmula 211 STJ)
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque a Corte de origem analisou a matéria em conformidade com a jurisprudência dominante do STJ sobre a incidência de contribuição previdenciária nas verbas indicadas; modificar o entendimento demandaria reexame de provas (vedado pela Súmula 7 do STJ) e houve ausência de prequestionamento de dispositivo legal apontado, o que impede o conhecimento do recurso (Súmula 211); ademais, aplica-se a Súmula 83 por alinhamento jurisprudencial.
Court Disposition
Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo; não conheço do recurso especial.
Orders
- Determina a majoração dos honorários advocatícios, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites legais e a eventual concessão de gratuidade judiciária.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Na origem, trata-se de mandado de segurança (recolhimento de contribuição previdenciária). Na sentença, julgou-se o pedido parcialmente procedente. No Tribunal a quo, a sentença foi mantida. O valor da causa foi fixado em R$ 100.000,00 (cem mil reais). O recurso especial foi interposto no TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO contra acórdão com o seguinte resumo de ementa: AGRAVO LEGAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSUAL CIVIL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SALÁRIO- MATERNIDADE. ADICIONAL DE HORA EXTRA. FÉRIAS GOZADAS. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO. AGRAVO IMPROVIDO. 1. A decisão agravada foi proferida em consonância com o entendimento jurisprudencial do C. STJ, com supedâneo no art. 557, do CPC, inexistindo qualquer ilegalidade ou abuso de poder. 2. Com relação às férias gozadas, descanso semanal remunerado, salário maternidade e seus reflexos e adicional de horas extras, de acordo com a jurisprudência dominante, tais verbas sofrem incidência de contribuição previdenciária. 3. Agravo improvido. Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. A Corte de origem bem analisou a controvérsia com base nos seguintes fundamentos: (..) reitere-se que com relação às férias gozadas, descanso semanal remunerado, salário maternidade e seus reflexos e adicional de horas extras, de acordo com a jurisprudência dominante, tais verbas sofrem incidência de contribuição previdenciária Assim, a r. decisão foi proferida em consonância com o entendimento jurisprudencial do C. STJ, com supedâneo no art. 557, do CPC, inexistindo qualquer ilegalidade ou abuso de poder. Quanto à matéria de fundo, verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Relativamente às demais alegações de violação (art. 22, I, da Lei n. 8.212/91), esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a matéria em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Incide, portanto, o disposto no enunciado n. 83 da Súmula do STJ, segundo o qual: "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA