REsp 1901880 - ACORDAO
O agravo interno foi improvido porque as alegações do agravante não infirmaram a conclusão anterior: o STJ não pode examinar suposta violação constitucional nem alegada violação de súmula em recurso especial; além disso, a parcela PL-DL/1971 não integrou a base de cálculo das contribuições para a entidade...
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- Parties
- Agravante: Aloísio Isidro de Souza; Agravada: PETROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 May 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Recurso Especial / Julgado Pela Terceira Turma
- Outcome
- Agravo interno improvido.
- Legal Topics
- Incorporação De PL Dl/1971 À Base De Cálculo, Vedação De Repasse De Abono E Vantagens Para Benefícios Em Manutenção, Súmula 83/stj, Súmula 518/stj, Ato Jurídico Perfeito, Prequestionamento Constitucional Inadmissível
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Parties
Aloísio Isidro de Souza
Agravante
PETROS
Agravada
Procedural Posture
Agravo Interno No Recurso Especial / Julgado Pela Terceira Turma
Legal Issues
- 1 Se a parcela PL-DL/1971 integra a base de cálculo para suplementação de aposentadoria
- 2 Se é possível repassar abono ou vantagens de qualquer natureza para benefícios em manutenção em planos de previdência privada fechada patrocinados por entes federados
- 3 Inviabilidade de exame, pelo STJ em recurso especial, de alegada violação de dispositivo constitucional
Ratio Decidendi
O agravo interno foi improvido porque as alegações do agravante não infirmaram a conclusão anterior: o STJ não pode examinar suposta violação constitucional nem alegada violação de súmula em recurso especial; além disso, a parcela PL-DL/1971 não integrou a base de cálculo das contribuições para a entidade previdenciária, e a jurisprudência consolidada (REsp 1.425.326/RS) veda o repasse de abonos e vantagens para benefícios em manutenção, aplicando-se a Súmula 83/STJ ao caso.
Court Disposition
Agravo interno improvido.
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Manter íntegra a decisão agravada.
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Moura Ribeiro, Nancy Andrighi, Paulo de Tarso Sanseverino (Presidente) e Ricardo Villas Bôas Cueva votaram com o Sr. Ministro Relator. EMENTA AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PREVIDÊNCIA PRIVADA COMPLEMENTAR.1.ALEGADA VIOLAÇÃO A DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS E A SÚMULA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 2.INCORPORAÇÃO DAS PARCELAS RECEBIDAS A TÍTULO DE PL-DL/1971 À BASE DE CÁLCULO DO BENEFÍCIO DE SUPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. VEDAÇÃO DE REPASSE DE ABONO E VANTAGENS DE QUALQUER NATUREZA PARA OS BENEFÍCIOS EM MANUTENÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83/STJ. 3.AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. 1.É inviável a apreciação de ofensa a eventual violação de dispositivos e princípios constitucionais, sob pena de usurpação da competência atribuída ao Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 102 da Constituição Federal, ainda que para fins de prequestionamento. 2. Não cabe ao Superior Tribunal de Justiça apreciar a violação a verbete sumular em recursoespecial, visto que o enunciado não se insere no conceito de lei federal,previsto no art. 105, III, a, da Constituição Federal, consoante dispõe aSúmula 518 desta Corte. 2.1. Nos planos de benefícios de previdência privada fechada, patrocinados pelos entes federados -inclusive suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente -, é vedado o repasse de abono e vantagens de qualquer natureza para os benefícios em manutenção, sobretudo a partir da vigência da Lei Complementar n. 108/2001, independentemente das disposições estatutárias e regulamentares. 3.Agravo interno improvido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto por Aloísio Isidro de Souza contra decisão desta relatoria assim ementada(e-STJ, fl. 841): RECURSO ESPECIAL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. 1. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL.ALEGAÇÃO GENÉRICA. SÚMULA 284/STF. 2. ALEGADA VIOLAÇÃO A DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS E A SÚMULA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 3. INCORPORAÇÃO DAS PARCELAS RECEBIDAS A TÍTULO DE PL-DL/1971 À BASE DE CÁLCULO DO BENEFÍCIO DE SUPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. VEDAÇÃO DE REPASSE DE ABONO E VANTAGENS DE QUALQUER NATUREZA PARA OS BENEFÍCIOS EM MANUTENÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83/STJ. 4. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, IMPROVIDO. Em suas razões, o agravante pretende a reforma da decisão agravada. Para tanto, aduz que o REsp n. 1.425.326/RS, de relatoria do Ministro Luis Felipe Salomão,não se amolda ao caso concreto, uma vez que não se trata de repasse de abonos e vantagens de qualquer natureza, pois a PL-DL/1971foi incorporada ao salário dos contribuintes, tornando-se verba de caráter salarial, e, portanto, deveria ter sido base de cálculo para os benefícios. Ademais, defende que "a VPDL é base de cálculo para contribuição Petros 2, conforme cartilha da Empresa Petrobrás denominada:"Entenda Seu Contracheque"" (e-STJ, fl. 850). Além de que o comportamento da agravada está em conflito com entendimento proferido no enunciado n. 288 do Tribunal Superior do Trabalho. Sustenta ainda ofensa ao ato jurídico perfeito (arts. 5º, XXXVI, da CF/1988 e 6º, § 1º, da LICC. Ao final, pleiteia a reconsideração da decisão monocrática ou sua reforma pela Turma julgadora. Impugnação apresentada às fls. 858-872 (e-STJ). É o relatório. EMENTA AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PREVIDÊNCIA PRIVADA COMPLEMENTAR.1.ALEGADA VIOLAÇÃO A DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS E A SÚMULA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 2.INCORPORAÇÃO DAS PARCELAS RECEBIDAS A TÍTULO DE PL-DL/1971 À BASE DE CÁLCULO DO BENEFÍCIO DE SUPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. VEDAÇÃO DE REPASSE DE ABONO E VANTAGENS DE QUALQUER NATUREZA PARA OS BENEFÍCIOS EM MANUTENÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83/STJ. 3.AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. 1.É inviável a apreciação de ofensa a eventual violação de dispositivos e princípios constitucionais, sob pena de usurpação da competência atribuída ao Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 102 da Constituição Federal, ainda que para fins de prequestionamento. 2. Não cabe ao Superior Tribunal de Justiça apreciar a violação a verbete sumular em recursoespecial, visto que o enunciado não se insere no conceito de lei federal,previsto no art. 105, III, a, da Constituição Federal, consoante dispõe aSúmula 518 desta Corte. 2.1. Nos planos de benefícios de previdência privada fechada, patrocinados pelos entes federados -inclusive suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente -, é vedado o repasse de abono e vantagens de qualquer natureza para os benefícios em manutenção, sobretudo a partir da vigência da Lei Complementar n. 108/2001, independentemente das disposições estatutárias e regulamentares. 3.Agravo interno improvido. VOTO O recurso não comporta provimento. Com efeito, em que pese às alegações deduzidas pela parte agravante, conforme consignado na decisão agravada, noque se refere à argumentação recursal concernente à preservação do ato jurídico perfeito, amparada nos arts. 5º, XXXVI, da CF/1988 e 6º, § 1º, da LICC, registra-se que, no âmbito do recurso especial, é inviável o exame de suposta violação de dispositivos constitucionais ou de institutos de natureza eminentemente constitucional, porquanto tal matéria é afeta à competência do STF, nos termos do art.102, III, da Constituição da República. Em relaçãoàSúmula 288/TST, não cabe a este Tribunal apreciar eventual ofensa a súmula, porque esta não se enquadra no conceito de lei federal, previsto no art. 105, II,a, da Constituição Federal. A Súmula n. 518/STJ ratifica a referida compreensão: "Para fins do art. 105, III,a, da Constituição Federal, não é cabível recurso especial fundado em alegada violação de enunciado de súmula". A propósito: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL.EXECUÇÃO. ADITAMENTO À CARTA DE ARREMATAÇÃO. SÚMULA Nº 7 DO STJ. OFENSA AO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. OFENSA AO ATO JURÍDICO PERFEITO. FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL.AGRAVO NÃO PROVIDO .. 3. Em recurso especial, é inviável a análise de suposta violação de dispositivo constitucional, sob pena de se usurpar a competência do STF, nos termos do art. 102 da Constituição Federal. 4. A jurisprudência do STJ entende que não cabe analisar princípios contidos na LINDB, por estarem revestidos de carga eminentemente constitucional. 5. Agravo regimental não provido.(AgRg no AREsp 619.781/RJ, Rel. MinistroMOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 18/8/2015, DJe 28/8/2015) Quanto ao mérito, observa-se que a Corte local considerou inadmissível a inclusão da parcela PL-DL/1971 no recálculo da suplementação da aposentadoria do ora recorrente, sob o fundamento de que tal verba, além de carecer de natureza salarial, não integrou a base de cálculo das contribuições vertidas à entidade previdenciária, conforme se extrai do seguinte trecho do acórdão recorrido (e-STJ, fl. 654): Cuida-se de ação de complementação de previdência, julgada improcedente. O recurso não prospera. Isso porque, no que se refere à verba PL-DL/1971 (ou VPDL 1971), não pode prevalecer a pretensão posta na inicial, uma vez que tal verba decorre da incorporação da participação nos lucros à remuneração mensal, sendo certo que assim foi feito em razão de imposição legal (Decreto-Lei 1971/82) e que, portanto, não integra o salário de participação sobre o qual incidiam as contribuições feitas pelo recorrente (..). Acerca do tema, a Segunda Seção desta Corte, por ocasião do julgamento do REsp n. 1.425.326/RS, submetido ao rito dos recursos especiais repetitivos, fixou entendimento de que, "nos planos de benefícios de previdência privada fechada, patrocinados pelos entes federados - inclusive suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente -, é vedado o repasse de abono e vantagens de qualquer natureza para os benefícios de aposentadoria em manutenção". Confira-se a ementa do aludido julgado: PREVIDÊNCIA PRIVADA. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543-C DO CPC. PLANO DE BENEFÍCIOS SUBMETIDO À LEI COMPLEMENTAR N. 108/2001, JÁ OPERANTE POR OCASIÃO DO ADVENTO DA LEI. VEDAÇÃO DE REPASSE DE ABONO E VANTAGENS DE QUALQUER NATUREZA PARA OS BENEFÍCIOS EM MANUTENÇÃO. CONCESSÃO DE VERBA NÃO PREVISTA NO REGULAMENTO DO PLANO DE BENEFÍCIOS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, AINDA QUE NÃO SEJA PATROCINADO POR ENTIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE. 1. Para fins do art. 543-C do Código de Processo Civil: a) Nos planos de benefícios de previdência privada fechada, patrocinados pelos entes federados - inclusive suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente -, é vedado o repasse de abono e vantagens de qualquer natureza para os benefícios em manutenção, sobretudo a partir da vigência da Lei Complementar n.108/2001, independentemente das disposições estatutárias e regulamentares; b) Não é possível a concessão de verba não prevista no regulamento do plano de benefícios de previdência privada, pois a previdência complementar tem por pilar o sistema de capitalização, que pressupõe a acumulação de reservas para assegurar o custeio dos benefícios contratados, em um período de longo prazo. 2. Recurso especial provido.(REsp 1.425.326/RS, Rel. MinistroLUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 28/5/2014, DJe 1º/8/2014) No mesmo sentido, oportuno citar os seguintes julgados: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS.PL/DL 1971. EXTENSÃO A EX-EMPREGADOS INATIVOS.DESCABIMENTO. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA. FIXAÇÃO EQUITATIVA (CPC/2015, ART. 85, § 8º). VALOR CONDIZENTE COM O CASO EM QUESTÃO. DECISÃO MANTIDA. 1. A Segunda Seção desta Corte, no julgamento de Recurso Repetitivo (REsp n. 1.425.326/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO) fixou as seguintes teses: "a) Nos planos de benefícios de previdência privada fechada, patrocinados pelos entes federados - inclusive suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente -, é vedado o repasse de abono e vantagens de qualquer natureza para os benefícios em manutenção, sobretudo a partir da vigência da Lei Complementar n. 108/2001, independentemente das disposições estatutárias e regulamentares; b) Não é possível a concessão de verba não prevista no regulamento do plano de benefícios de previdência privada, pois a previdência complementar tem por pilar o sistema de capitalização, que pressupõe a acumulação de reservas para assegurar o custeio dos benefícios contratados, em um período de longo prazo.". 2. "A verba referente ao PL/DL-1971 não foi base de cálculo para a contribuição da recorrente para a PETROS, o que, por si só, já afasta a pretensão ao recebimento da referida parcela" (AgInt no REsp 1617166/SE, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 01/12/2016, DJe 16/12/2016, e AgInt no REsp 1626462/SE, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 16/05/2017, DJe 19/05/2017). 3. Deve ser mantido o valor dos honorários advocatícios, fixados dentro dos parâmetros legais e arbitrados de forma a remunerar condignamente o trabalho desenvolvido pelos patronos. 4. Agravo interno a que se nega provimento.(AgInt no REsp n. 1.595.089/SE, Relator MinistroANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 22/3/2018, DJe 2/4/2018) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL.RECURSO MANEJADO SOB A ÉGIDE DO NCPC. PREVIDÊNCIA PRIVADA FECHADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA.PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. PL/DL 1971. EXTENSÃO AOS INATIVOS.NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. DECISÃO MANTIDA. 1. Vale pontuar que o presente agravo interno foi interposto contra decisão publicada na vigência do NCPC, razão pela qual devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma nele prevista, nos termos do Enunciado nº 3 aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC. 2. A Terceira Turma desta Corte, no julgamento do REsp nº 1.617.166/SE, de relatoria do em. Min. RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, firmou orientação de que 1) a Segunda Seção desta Corte, no julgamento de Recurso Repetitivo (REsp nº 1.425.326/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, DJe 1º/8/2014), consolidou o entendimento de que é vedado o repasse de abonos e vantagens de qualquer natureza para os benefícios em manutenção, não se afigurando possível a concessão de parcela não prevista no correspondente plano de benefícios, à míngua da necessária fonte de custeio; 2) a verba PL/DL-1971 não foi base de cálculo para a contribuição para a PETROS, o que, por si só, já afasta a pretensão ao recebimento da referida parcela; e, 3) o pleito de suplementação de aposentadoria, mediante a inclusão de valores, independentemente de prévio custeio para o plano, é incompatível com o princípio do mutualismo, inerente ao regime fechado de previdência privada, assim como a legislação pertinente, visto que enseja a transferência direta de reservas financeiras para pagamento de benefício não provisionado, mecanismo que compromete o cálculo atuarial, a reserva matemática e, por fim, a própria continuidade do plano de benefícios. É o caso. 3. O assistido não apresentou argumento novo capaz de modificar a conclusão adotada, que se apoiou em entendimento aqui consolidado para dar provimento ao recurso especial manejado pela entidade previdenciária. 4. Agravo interno não provido.(AgInt no REsp n. 1.633.082/SE, Relator MinistroMOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 21/2/2017, DJe 9/3/2017 - sem grifo no original) Portanto, é inafastável o óbice da Súmula 83/STJ, uma vez que o acórdão recorrido decidiu em harmonia com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Dessa maneira, tendo em vista que as alegações feitas no presente agravo interno não são capazes de alterar o convencimento anteriormente manifestado, permanece íntegra a decisão agravada. Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. É como voto.