AREsp 2699694 - DECISAO
Conheceu-se do Agravo e não se conheceu do Recurso Especial porque a recorrente não comprovou o dissídio jurisprudencial por meio do cotejo analítico exigido, limitando-se à transcrição de ementas sem demonstrar similitude fática e identidade jurídica entre o acórdão recorrido e os paradigmas indicados; em razão...
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- Parties
- Agravante: ARNALDINA DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 October 2024
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
- Legal Topics
- Indenização Por Danos Morais, Descontos Indevidos Em Benefício Previdenciário, Dissídio Jurisprudencial E Cotejo Analítico, Admissibilidade De Recurso Especial
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Parties
ARNALDINA DA SILVA
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial
Legal Issues
- 1 interpretação dos arts. 187 e 927 do Código Civil quanto ao cabimento de indenização por danos morais in re ipsa decorrentes de descontos indevidos em benefício previdenciário
- 2 comprovação do dissídio jurisprudencial por meio de cotejo analítico exigido pelo art. 105, III, alínea "c" da CF/88
- 3 aplicabilidade do entendimento do STJ sobre restituição em dobro para cobranças realizadas após 30/03/2021
Ratio Decidendi
Conheceu-se do Agravo e não se conheceu do Recurso Especial porque a recorrente não comprovou o dissídio jurisprudencial por meio do cotejo analítico exigido, limitando-se à transcrição de ementas sem demonstrar similitude fática e identidade jurídica entre o acórdão recorrido e os paradigmas indicados; em razão desse defeito, o Recurso Especial não merece conhecimento; majoraram-se os honorários advocatícios nos termos do art. 85, §11, do CPC.
Court Disposition
Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
Orders
- Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
- Majoram-se os honorários de advogado em desfavor da parte Recorrente em 15% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo e eventual concessão de justiça gratuita.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Agravo apresentado por ARNALDINA DA SILVA à decisão que não admitiu seu Recurso Especial. O apelo, fundamentado no artigo 105, III, alínea "c", da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE, assim resumido: APELAÇÕES CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. RECURSO DO RÉU SUSTENTANDO LICITUDE DA CONTRATAÇÃO E AUSÊNCIA DE DANOS MORAIS E MATERIAIS PASSÍVEIS DE REPARAÇÃO. APELO ADESIVO DO AUTOR OBJETIVANDO A MAJORAÇÃO DO DANO MORAL. RELAÇAO DE CONSUMO. APLICABILIDADE DO CDC. DESCONTOS REFERENTES À TARIFA DE PACOTE DE SERVIÇOS " CESTA B EXPRESS02".NÃ0 COMPROVAÇÃO DA CONTRATAÇÃO. ART. 373, II, CPC. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO BANCÁRIO. NECESSIDADE DE RESTITUIÇÃO, EM DOBRO, DOS VALORES INDEVIDAMENTE DESCONTADOS, PORQUANTO REALIZADOS A PÓS 30/03/2021. APLICABILIDADE DO NOVEL ENTENDIMENTO DO STJ, QUE MODULOU OS EFEITOS PARA COBRANÇAS REALIZADAS APÓS 30/03/2021. DANO MORAL. NÃO CONFIGURADO. AUSÊNCIA DE ABALO AO DIREITO D A PERSONALIDADE DO AUTOR. REFORMA PARCIAL DA SENTENÇA. RECURSO DO RÉU PROVIDO EM PARTE. APELAÇÃO ADESIVA DA AUTORA. PEDIDO DE MAJORAÇÃO DO DANO MORAL. PREJUDICADA. Quanto à controvérsia, pela alínea "c" do permissivo constitucional, a parte recorrente alega interpretação divergente dos arts. 187 e 927 do CC, no que concerne ao cabimento de indenização por danos morais in re ipsa, decorrente de descontos indevidos em benefício previdenciário realizados pela entidade bancária. É o relatório. Decido. Quanto à controvérsia, não foi comprovado o dissídio jurisprudencial, tendo em vista que a parte recorrente não realizou o indispensável cotejo analítico, que exige, além da transcrição de trechos dos julgados confrontados, a demonstração das circunstâncias identificadoras da divergência, com a indicação da existência de similitude fática e identidade jurídica entre o acórdão recorrido e os paradigmas indicados , não bastando, portanto, a mera transcrição de ementas ou votos. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu: "Esta Corte já pacificou o entendimento de que a simples transcrição de ementas e de trechos de julgados não é suficiente para caracterizar o cotejo analítico, uma vez que requer a demonstração das circunstâncias identificadoras da divergência entre o caso confrontado e o aresto paradigma, mesmo no caso de dissídio notório". (AgInt no AREsp n. 1.242.167/MA, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 5.4.2019.) Ainda nesse sentido: "A divergência jurisprudencial deve ser comprovada, cabendo a quem recorre demonstrar as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fática e jurídica entre eles. Indispensável a transcrição de trechos do relatório e do voto dos acórdãos recorrido e paradigma, realizando-se o cotejo analítico entre ambos, com o intuito de bem caracterizar a interpretação legal divergente. O desrespeito a esses requisitos legais e regimentais impede o conhecimento do Recurso Especial, com base na alínea "c" do inciso III do art. 105 da Constituição Federal". (AgInt no REsp n. 1.903.321/PR, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 16.3.2021.) Confiram-se também os seguintes precedentes: AgInt nos EDcl no REsp n. 1.849.315/SP, Rel. Ministro Marcos Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 1º.8.2020; AgInt nos EDcl nos EDcl no REsp n. 1.617.771/RS, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 13.8.2020; AgRg no AREsp n. 1.422.348/RS, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 13.8.2020; AgInt no AREsp n. 1.456.746/SP, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 3.6.2020; AgInt no AREsp n. 1.568.037/SP, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe de 12.5.2020; AgInt no REsp n. 1.886.363/RJ, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 28.4.2021; AgRg no REsp n. 1.857.069/PR, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 5.5.2021. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários de advogado em desfavor da parte Recorrente em 15% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão de justiça gratuita. Publique-se. Intimem-se. EMENTA