AREsp 2346349 - ACORDAO
Conheceu-se do agravo e deu-se parcial provimento ao recurso especial para julgar improcedente o pedido de indenização por danos morais, por entender que a situação dos autos — inclusão da recém-nascida realizada após o prazo de 30 dias e 14 dias após o ajuizamento em cumprimento de tutela de urgência — não apresentou circunstância extraordinária além do mero aborrecimento decorrente do inadimplemento contratual, sendo insuficiente para configurar dano moral; manteve-se, contudo, a obrigação de fazer referente à inclusão do dependente.
- Parties
- Ré, Agravante, Recorrente: SÃO FRANCISCO SISTEMAS DE SAÚDE SOCIEDADE EMPRESÁRIA LTDA; Autora, Recorrida: GABRIELA ALESSANDRA ZANELATO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Acórdão Da Quarta Turma Do Stj; Agravo Conhecido E Recurso Especial Parcialmente Provido (julgamento Colegiado)
- Legal Topics
- Indenização Por Danos Morais, Obrigação De Fazer, Plano De Saúde, Inclusão De Recém Nascida, Tutela De Urgência, Prequestionamento, Mero Descumprimento Contratual, Extinção Por Ausência De Interesse Processual
Case Brief
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Parties
SÃO FRANCISCO SISTEMAS DE SAÚDE SOCIEDADE EMPRESÁRIA LTDA
Ré, Agravante, Recorrente
GABRIELA ALESSANDRA ZANELATO
Autora, Recorrida
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Acórdão Da Quarta Turma Do Stj; Agravo Conhecido E Recurso Especial Parcialmente Provido (julgamento Colegiado)
Legal Issues
- 1 É possível a condenação por danos morais em face de mero descumprimento contratual por operadora de plano de saúde?
- 2 Há prequestionamento suficiente para conhecimento de matéria suscitada no recurso especial?
- 3 Deve o processo ser extinto por ausência de interesse processual quando a inclusão do dependente ocorre poucos dias após o ajuizamento e em cumprimento de tutela?
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e deu-se parcial provimento ao recurso especial para julgar improcedente o pedido de indenização por danos morais, por entender que a situação dos autos — inclusão da recém-nascida realizada após o prazo de 30 dias e 14 dias após o ajuizamento em cumprimento de tutela de urgência — não apresentou circunstância extraordinária além do mero aborrecimento decorrente do inadimplemento contratual, sendo insuficiente para configurar dano moral; manteve-se, contudo, a obrigação de fazer referente à inclusão do dependente.
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