REsp 1768260 - DECISAO
O Tribunal entendeu que a colaboração premiada, ainda que de origem penal, pode ser utilizada como prova emprestada na ação civil pública de improbidade para formar arcabouço indiciário; que a decisão de indisponibilidade de bens estava fundamentada na presença de indícios (fumus boni iuris) e no periculum in mora presumido; que a pretensão recursal implicaria reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ; e que não houve demonstração de divergência jurisprudencial apta a respaldar o recurso especial, devendo o recurso não ser conhecido.
- Parties
- Recorrente / Réu: Milton Antonio de Oliveira Digiácomo; Autor: Ministério Público do Estado do Paraná; Corréu / Colaborador: Luiz Antônio de Souza; Réus: outros vinte e três réus
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 October 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do recurso especial interposto
- Legal Topics
- Indisponibilidade De Bens, Colaboração Premiada, Prova Emprestada, Fumus Boni Iuris, Periculum in Mora, Súmula 7/stj, Dissídio Jurisprudencial
Case Brief
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Parties
Milton Antonio de Oliveira Digiácomo
Recorrente / Réu
Ministério Público do Estado do Paraná
Autor
Luiz Antônio de Souza
Corréu / Colaborador
outros vinte e três réus
Réus
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Possibilidade de utilização da delação premiada como meio de prova em ação civil pública por improbidade administrativa
- 2 Presença dos requisitos para decretação cautelar de indisponibilidade de bens (fumus boni iuris e periculum in mora)
- 3 Existência de dissídio jurisprudencial apto a amparar o recurso especial
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que a colaboração premiada, ainda que de origem penal, pode ser utilizada como prova emprestada na ação civil pública de improbidade para formar arcabouço indiciário; que a decisão de indisponibilidade de bens estava fundamentada na presença de indícios (fumus boni iuris) e no periculum in mora presumido; que a pretensão recursal implicaria reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ; e que não houve demonstração de divergência jurisprudencial apta a respaldar o recurso especial, devendo o recurso não ser conhecido.
Court Disposition
Não conheço do recurso especial interposto
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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