HC 844748 - DECISAO
A ordem de habeas corpus foi concedida porque a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que, para os fins do art. 5.º do Decreto n. 11.302/2022, deve ser considerada, individualmente, a pena privativa de liberdade máxima em abstrato relativa a cada infração, não podendo a soma/unificação das penas obstar a concessão do indulto; assim, a decisão do Tribunal estadual que negou o indulto por considerar as penas unificadas superiores a cinco anos contrariou esse entendimento, justificando a restauração da decisão do Juízo da Execução Penal que declarou extinta a pena do processo indicado.
- Parties
- Paciente: VANDERLEI TORRES; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Agravante: Ministério Público; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 February 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Concessão Da Ordem Em Habeas Corpus (decisão De Mérito)
- Outcome
- ordem concedida
- Legal Topics
- Indulto, Comutação De Pena, Interpretação De Decreto Presidencial, Princípio Da Legalidade, Unificação/soma De Penas, Competência Do Presidente Da República
Case Brief
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Parties
VANDERLEI TORRES
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Julgador
Ministério Público
Agravante
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Concessão Da Ordem Em Habeas Corpus (decisão De Mérito)
Legal Issues
- 1 Se, para fins de concessão de indulto pelo Decreto n. 11.302/2022 (art. 5.º), deve ser considerada a pena máxima em abstrato de cada infração individualmente ou a soma/unificação das penas
- 2 Se o Magistrado pode, ao analisar pedido de indulto, extrapolar o exame objetivo dos requisitos previstos no decreto presidencial, diante do princípio da legalidade
- 3 Se a alegação de inconstitucionalidade do decreto pode ser conhecida na via do habeas corpus
Ratio Decidendi
A ordem de habeas corpus foi concedida porque a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que, para os fins do art. 5.º do Decreto n. 11.302/2022, deve ser considerada, individualmente, a pena privativa de liberdade máxima em abstrato relativa a cada infração, não podendo a soma/unificação das penas obstar a concessão do indulto; assim, a decisão do Tribunal estadual que negou o indulto por considerar as penas unificadas superiores a cinco anos contrariou esse entendimento, justificando a restauração da decisão do Juízo da Execução Penal que declarou extinta a pena do processo indicado.
Court Disposition
ordem concedida
Orders
- Concedo a ordem de habeas corpus para restabelecer a decisão do Juízo da Execução Penal, que declarou extinta a pena privativa de liberdade relativa do Processo n. 0007905-73.2021.8.26.0502, nos termos do art. 5.º do Decreto n. 11.302/2022 (fls. 25-26).
- Publique-se.
Full Case Text
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