RHC 193348 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso porque, para aferir o requisito objetivo do indulto previsto no Decreto n. 11.302/2022, devem ser consideradas as causas de aumento da pena; no caso, as majorantes previstas no art. 12, I, da Lei n. 8.137/1990 elevaram a pena máxima abstrata para 7 anos e 6 meses, ultrapassando o limite de 5 anos previsto no decreto, e, adicionalmente, não há laudo médico oficial da equipe da unidade prisional, requisito previsto no art. 1º, II, do Decreto n. 11.302/2022, o mandado de prisão sequer foi cumprido, impedindo a realização de exames no estabelecimento prisional, de modo que a paciente não faz jus ao indulto.
- Parties
- Recorrente: FLAVIA GUALBERTO CHEI; Recorrido: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 February 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Recurso Ordinário
- Outcome
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus; ordem denegada.
- Legal Topics
- Indulto, Dosimetria Da Pena, Causa De Aumento Da Pena, Laudo Médico Oficial, Concessão De Indulto Por Motivo De Saúde, Cumprimento De Mandado De Prisão
Case Brief
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Parties
FLAVIA GUALBERTO CHEI
Recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Recorrido
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Ordinário
Legal Issues
- 1 Se, para aferição do requisito objetivo do indulto previsto no Decreto n. 11.302/2022 (art. 5º), devem ser computadas as causas de aumento da pena.
- 2 Se a concessão do indulto por razões de saúde exige laudo médico oficial elaborado pela equipe médica da unidade prisional.
- 3 Se a ausência de cumprimento do mandado de prisão impede a elaboração do laudo médico obrigatório e, consequentemente, a concessão do indulto.
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso porque, para aferir o requisito objetivo do indulto previsto no Decreto n. 11.302/2022, devem ser consideradas as causas de aumento da pena; no caso, as majorantes previstas no art. 12, I, da Lei n. 8.137/1990 elevaram a pena máxima abstrata para 7 anos e 6 meses, ultrapassando o limite de 5 anos previsto no decreto, e, adicionalmente, não há laudo médico oficial da equipe da unidade prisional, requisito previsto no art. 1º, II, do Decreto n. 11.302/2022, o mandado de prisão sequer foi cumprido, impedindo a realização de exames no estabelecimento prisional, de modo que a paciente não faz jus ao indulto.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso em habeas corpus; ordem denegada.
Orders
- Nego provimento ao presente recurso em habeas corpus
- Publique-se
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