HC 866659 - DECISAO
Seguiu-se a jurisprudência desta Corte de que, para fins de indulto (Decreto n. 11.302/2022), deve-se considerar, individualmente, a pena máxima em abstrato de cada crime; sendo o paciente condenado por crime cuja pena máxima em abstrato não supera 5 anos (falsa identidade), faz jus ao indulto, e o habeas corpus não é meio adequado para declaração incidental de inconstitucionalidade, devendo-se cassar o acórdão do Tribunal estadual e restabelecer a decisão do Juiz das execuções criminais que concedeu o indulto.
- Parties
- Paciente: Ronaldo Yamakami; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça de São Paulo; Acusação: Ministério Público de São Paulo; Parecer: Ministério Público Federal; Juiz Das Execuções: Juízo de Execução Criminal da comarca de Araçatuba/SP
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 August 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito
- Outcome
- Ordem concedida para cassar o acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo e restabelecer a decisão do Juiz das execuções criminais que concedeu o indulto ao paciente
- Legal Topics
- Indulto, Decreto Presidencial N. 11.302/2022, Pena Máxima Em Abstrato, Soma De Penas Unificadas, Inconstitucionalidade Incidental, Princípio Da Legalidade, Princípio Da Especialidade
Case Brief
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Parties
Ronaldo Yamakami
Paciente
Tribunal de Justiça de São Paulo
Autoridade Coatora
Ministério Público de São Paulo
Acusação
Ministério Público Federal
Parecer
Juízo de Execução Criminal da comarca de Araçatuba/SP
Juiz Das Execuções
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito
Legal Issues
- 1 Aplicação do art. 5º do Decreto n. 11.302/2022 considerando a pena máxima em abstrato individualmente para cada infração
- 2 Possibilidade de utilização da soma das penas unificadas (art. 11 do Decreto n. 11.302/2022) como impeditivo ao indulto
- 3 Impossibilidade de declaração incidental de inconstitucionalidade na via do habeas corpus
Ratio Decidendi
Seguiu-se a jurisprudência desta Corte de que, para fins de indulto (Decreto n. 11.302/2022), deve-se considerar, individualmente, a pena máxima em abstrato de cada crime; sendo o paciente condenado por crime cuja pena máxima em abstrato não supera 5 anos (falsa identidade), faz jus ao indulto, e o habeas corpus não é meio adequado para declaração incidental de inconstitucionalidade, devendo-se cassar o acórdão do Tribunal estadual e restabelecer a decisão do Juiz das execuções criminais que concedeu o indulto.
Court Disposition
Ordem concedida para cassar o acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo e restabelecer a decisão do Juiz das execuções criminais que concedeu o indulto ao paciente
Orders
- Cassação do acórdão impugnado proferido no Agravo em Execução Penal n. 0004666-69.2023.8.26.0509
- Restabelecimento da decisão do Juiz das Execuções Criminais (fls. 28/29) que concedeu o indulto a Ronaldo Yamakami
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