HC 1050741 - DECISAO
Não se conhece do habeas corpus quando utilizado como sucedâneo de recurso próprio, mas havendo ilegalidade flagrante o Tribunal pode agir de ofício; no caso, considerando que a pena privativa de liberdade do paciente foi substituída por penas restritivas de direitos, aplica-se o disposto no art. 9º, VII, do Decreto n. 12.338/2024, de modo que o juízo da execução deve verificar se foram cumpridas as frações exigidas para cada pena restritiva antes de reconhecer o indulto previsto no art. 9º, XV.
- Parties
- Paciente: ERIVAM RODRIGUES GOMES; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS; Impetrante: Defensoria Pública; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 December 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido por ser sucedâneo de recurso próprio; contudo, concedida de ofício a ordem para que o Juízo da Execução examine o cumprimento do requisito previsto no art. 9º, VII, do Decreto n. 12.338/2024 quanto às penas restritivas de direitos do paciente.
- Legal Topics
- Indulto, Extinção Da Punibilidade, Substituição Da Pena, Interpretação De Decreto Presidencial, Habeas Corpus Como Sucedâneo De Recurso
Case Brief
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Parties
ERIVAM RODRIGUES GOMES
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
Autoridade Coatora
Defensoria Pública
Impetrante
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 cabimento de habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
- 2 aplicabilidade do art. 9º, XV, do Decreto n. 12.338/2024 a condenados cuja pena privativa de liberdade foi substituída por restritivas de direitos
- 3 exigência de reparação do dano e exceções previstas no art. 12, § 2º do Decreto n. 12.338/2024
Ratio Decidendi
Não se conhece do habeas corpus quando utilizado como sucedâneo de recurso próprio, mas havendo ilegalidade flagrante o Tribunal pode agir de ofício; no caso, considerando que a pena privativa de liberdade do paciente foi substituída por penas restritivas de direitos, aplica-se o disposto no art. 9º, VII, do Decreto n. 12.338/2024, de modo que o juízo da execução deve verificar se foram cumpridas as frações exigidas para cada pena restritiva antes de reconhecer o indulto previsto no art. 9º, XV.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido por ser sucedâneo de recurso próprio; contudo, concedida de ofício a ordem para que o Juízo da Execução examine o cumprimento do requisito previsto no art. 9º, VII, do Decreto n. 12.338/2024 quanto às penas restritivas de direitos do paciente.
Orders
- Não conhecer do habeas corpus por utilização como sucedâneo de recurso próprio.
- Conceder de ofício a ordem para determinar que o Juízo da Execução examine o cumprimento, ou não, do requisito constante no art. 9º, VII, do Decreto n. 12.338/2024, notadamente o cumprimento das frações exigidas quanto às penas restritivas de direitos.
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