AREsp 1789607 - DECISAO
O Decreto Presidencial nº 9.246/2017 concede indulto às pessoas que, até 25/12/2017, tenham cumprido parte da pena, e essa previsão refere-se exclusivamente ao tempo em que o condenado já estava cumprindo prisão-pena na data da edição do decreto; assim, não se estende o benefício aos que se encontravam apenas em prisão cautelar e poderiam ter direito à detração penal em condenação futura, razão pela qual deve ser excluído, para verificação do cabimento do indulto, o período em que o recorrido esteve preso cautelarmente.
- Parties
- Agravante: Ministério Público do Estado de Goiás; Agravado: Danilo Rodrigues de Jesus
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 June 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço do agravo para dar provimento ao recurso especial ministerial, determinando que se exclua o período em que o recorrido esteve preso cautelarmente para fim de se verificar o cabimento do indulto.
- Legal Topics
- Indulto, Detração Penal, Prisão Cautelar, Decreto Presidencial Nº 9.246/2017, Progressão De Regime
Case Brief
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Parties
Ministério Público do Estado de Goiás
Agravante
Danilo Rodrigues de Jesus
Agravado
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Se o tempo de prisão provisória (prisão cautelar) pode ser computado para fins de preenchimento do requisito objetivo do indulto previsto no Decreto Presidencial nº 9.246/2017
- 2 Interpretação do alcance temporal e subjetivo do Decreto Presidencial nº 9.246/2017
- 3 Aplicação do art. 42 do Código Penal em face do indulto
Ratio Decidendi
O Decreto Presidencial nº 9.246/2017 concede indulto às pessoas que, até 25/12/2017, tenham cumprido parte da pena, e essa previsão refere-se exclusivamente ao tempo em que o condenado já estava cumprindo prisão-pena na data da edição do decreto; assim, não se estende o benefício aos que se encontravam apenas em prisão cautelar e poderiam ter direito à detração penal em condenação futura, razão pela qual deve ser excluído, para verificação do cabimento do indulto, o período em que o recorrido esteve preso cautelarmente.
Court Disposition
Conheço do agravo para dar provimento ao recurso especial ministerial, determinando que se exclua o período em que o recorrido esteve preso cautelarmente para fim de se verificar o cabimento do indulto.
Orders
- Determinar a exclusão do período de prisão cautelar do cálculo para fins de verificação do indulto previsto no Decreto Presidencial nº 9.246/2017
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
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