REsp 2266619 - DECISAO
O recurso especial foi negado provimento porque o Superior Tribunal de Justiça concluiu que o art. 9º, XV, do Decreto n. 12.338/2024 exige prova de arrependimento ou de intenção inequívoca de reparar o dano por ato voluntário do condenado, e que a presunção de incapacidade econômica (por exemplo, por patrocínio da Defensoria Pública) não é absoluta e não exonera a demonstração do requisito de arrependimento ou das hipóteses excepcionais do art. 12, § 2º; ausentes tais provas, não há direito ao indulto e não se verifica flagrante ilegalidade que justifique reforma.
- Parties
- Recorrente: LUCAS DE SOU SA BARBOSA; Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 May 2026
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Sobre Provimento
- Outcome
- Nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Indulto, Indulto Natalino, Arrependimento Posterior, Hipossuficiência Econômica, Reparação Do Dano, Interpretação Restritiva De Decreto Presidencial, Habeas Corpus
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
LUCAS DE SOU SA BARBOSA
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Sobre Provimento
Legal Issues
- 1 Se condenado por crime contra o patrimônio, cometido sem violência ou grave ameaça, que não reparou o dano nem demonstrou intenção de repará-lo, mas alega incapacidade econômica, faz jus ao indulto previsto no art. 9º, XV, do Decreto Presidencial n. 12.338/2024
- 2 Se a presunção de incapacidade econômica decorrente de patrocínio pela Defensoria Pública dispensa a demonstração de arrependimento ou intenção de reparar o dano exigida pelo art. 9º, XV, do Decreto n. 12.338/2024
- 3 Se há flagrante ilegalidade apta a justificar o conhecimento de habeas corpus e concessão de ordem de ofício diante da negativa de indulto pelo Tribunal de origem
Ratio Decidendi
O recurso especial foi negado provimento porque o Superior Tribunal de Justiça concluiu que o art. 9º, XV, do Decreto n. 12.338/2024 exige prova de arrependimento ou de intenção inequívoca de reparar o dano por ato voluntário do condenado, e que a presunção de incapacidade econômica (por exemplo, por patrocínio da Defensoria Pública) não é absoluta e não exonera a demonstração do requisito de arrependimento ou das hipóteses excepcionais do art. 12, § 2º; ausentes tais provas, não há direito ao indulto e não se verifica flagrante ilegalidade que justifique reforma.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Nego provimento ao recurso especial.
- Intimem-se.
Full Case Text
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