HC 869316 - DECISAO
Concedeu‑se o habeas corpus porque a interpretação consolidada do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, para fins do art. 5º do Decreto 11.302/2022, devem ser consideradas individualmente as penas máximas em abstrato (art. 5º, § único) e a soma/unificação das penas prevista no art. 11 do Decreto não constitui óbice automático à concessão do indulto quando o delito específico pleiteado tem pena em abstrato não superior a cinco anos; assim, restabeleceu‑se a decisão do juízo da execução que havia concedido o indulto ao sentenciado condenado por furto simples cujas penas máximas em abstrato não ultrapassam 5 anos.
- Parties
- Parte Recorrente/agravante: Ministério Público; Juízo De Primeiro Grau: Juízo da Execução; Órgão Prolator Do Acórdão Agravado: Tribunal de origem
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 February 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito (concessão Da Ordem)
- Legal Topics
- Indulto Natalino, Decreto 11.302/2022, Concurso De Crimes, Unificação E Somatória De Penas, Art. 111 Lei De Execução Penal, Reserva De Plenário
Case Brief
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Parties
Ministério Público
Parte Recorrente/agravante
Juízo da Execução
Juízo De Primeiro Grau
Tribunal de origem
Órgão Prolator Do Acórdão Agravado
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (concessão Da Ordem)
Legal Issues
- 1 Se, para fins de concessão do indulto previsto no art. 5º do Decreto 11.302/2022 (pena máxima em abstrato não superior a 5 anos), devem ser consideradas individualmente as penas máximas em abstrato ou a soma/unificação das penas quando há condenações em processos distintos
- 2 Se o parágrafo único do art. 5º do Decreto 11.302/2022 aplica-se somente ao concurso de crimes no mesmo processo e se o art. 11 do mesmo Decreto impede a concessão do indulto quando há unificação/soma de penas que ultrapassem 5 anos
Ratio Decidendi
Concedeu‑se o habeas corpus porque a interpretação consolidada do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, para fins do art. 5º do Decreto 11.302/2022, devem ser consideradas individualmente as penas máximas em abstrato (art. 5º, § único) e a soma/unificação das penas prevista no art. 11 do Decreto não constitui óbice automático à concessão do indulto quando o delito específico pleiteado tem pena em abstrato não superior a cinco anos; assim, restabeleceu‑se a decisão do juízo da execução que havia concedido o indulto ao sentenciado condenado por furto simples cujas penas máximas em abstrato não ultrapassam 5 anos.
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