HC 921036 - DECISAO

HC 921036 - DECISAO

Houve flagrante ilegalidade na decisão do Tribunal de origem ao aplicar entendimento divergente da jurisprudência consolidada desta Corte: o art. 5º do Decreto nº 11.302/2022 deve ser interpretado considerando-se, para fins de admissibilidade do indulto, a pena máxima de cada condenação individualmente, enquanto o art. 11 trata apenas da unificação/soma para fins de análise da quantidade de pena cumprida; por isso, concedeu-se a ordem de ofício para reestabelecer a decisão de primeira instância que reconheceu o indulto ao paciente.

Parties
Paciente: paciente; Agravante: Ministério Público Estadual; Órgão Julgador De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Juiz De Origem: Magistrado de primeira instância
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
20 June 2024
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (ordem Concedida Na Análise De Ofício)
Outcome
ordem concedida para reestabelecer a decisão de primeira instância que reconheceu o indulto ao paciente
Legal Topics
Indulto Natalino, Interpretação De Decreto Presidencial, Soma E Unificação De Penas, Habeas Corpus, Controle De Legalidade

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 4 Authorities cited 15 Party arguments 2
Sign in to unlock

Parties

paciente

Paciente

Ministério Público Estadual

Agravante

Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

Órgão Julgador De Origem

Magistrado de primeira instância

Juiz De Origem

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão (ordem Concedida Na Análise De Ofício)

  1. 1 Se, para fins de concessão do indulto previsto no Decreto nº 11.302/2022 (art. 5º), deve-se considerar a pena máxima por condenação individualmente ou a pena resultante da soma/unificação prevista no art. 11 do mesmo Decreto.

Ratio Decidendi

Houve flagrante ilegalidade na decisão do Tribunal de origem ao aplicar entendimento divergente da jurisprudência consolidada desta Corte: o art. 5º do Decreto nº 11.302/2022 deve ser interpretado considerando-se, para fins de admissibilidade do indulto, a pena máxima de cada condenação individualmente, enquanto o art. 11 trata apenas da unificação/soma para fins de análise da quantidade de pena cumprida; por isso, concedeu-se a ordem de ofício para reestabelecer a decisão de primeira instância que reconheceu o indulto ao paciente.

Court Disposition

ordem concedida para reestabelecer a decisão de primeira instância que reconheceu o indulto ao paciente

Orders

  • Reestabelecer a decisão do magistrado de primeira instância (concessão do indulto ao paciente)
  • Comunicar, com urgência, o teor desta decisão ao Tribunal e ao Juízo de origem