HC 954108 - DECISAO
O art. 5º do Decreto n. 11.302/2022 prevê de forma clara e autônoma a concessão de indulto natalino às pessoas condenadas à pena privativa de liberdade não superior a cinco anos, sem exigir cumulativamente outras condições pessoais previstas nos arts. 2º a 4º; como o paciente foi condenado a 4 anos e 8 meses e não incidem vedações, a negativa judicial configurou coação ilegal, impondo-se a concessão da ordem para reconhecer o direito ao indulto e determinar a extinção da pena remanescente.
- Parties
- Paciente: JÚLIO CESAR DOS REIS; Órgão Coator: Juízo da Vara de Execuções Penais da Comarca de Conselheiro Lafaiete/MG; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 June 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Concessão Da Ordem
- Outcome
- Concedo a ordem para reconhecer o direito ao indulto natalino previsto no art. 5º do Decreto n. 11.302/2022 e determinar ao Juízo da execução penal a extinção da pena privativa de liberdade remanescente.
- Legal Topics
- Indulto Natalino, Coação Ilegal, Interpretação Normativa, Competência Presidencial Para Clemência, Execução Penal
Case Brief
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Parties
JÚLIO CESAR DOS REIS
Paciente
Juízo da Vara de Execuções Penais da Comarca de Conselheiro Lafaiete/MG
Órgão Coator
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Habeas Corpus / Concessão Da Ordem
Legal Issues
- 1 se o art. 5º do Decreto n. 11.302/2022 pode ser aplicado autonomamente sem exigência cumulativa de condições pessoais previstas nos arts. 2º a 4º
- 2 se a negativa do indulto pelo Juízo e pelo Tribunal, por interpretar o art. 5º em conjunto com outras hipóteses pessoais, configurou coação ilegal passível de habeas corpus
Ratio Decidendi
O art. 5º do Decreto n. 11.302/2022 prevê de forma clara e autônoma a concessão de indulto natalino às pessoas condenadas à pena privativa de liberdade não superior a cinco anos, sem exigir cumulativamente outras condições pessoais previstas nos arts. 2º a 4º; como o paciente foi condenado a 4 anos e 8 meses e não incidem vedações, a negativa judicial configurou coação ilegal, impondo-se a concessão da ordem para reconhecer o direito ao indulto e determinar a extinção da pena remanescente.
Court Disposition
Concedo a ordem para reconhecer o direito ao indulto natalino previsto no art. 5º do Decreto n. 11.302/2022 e determinar ao Juízo da execução penal a extinção da pena privativa de liberdade remanescente.
Orders
- Reconhecer o direito ao indulto natalino previsto no art. 5º do Decreto n. 11.302/2022
- Determinar ao Juízo da execução penal a extinção da pena privativa de liberdade remanescente
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