HC 882583 - DECISAO
Embora o habeas corpus substitutivo não devesse conhecer-se em regra, verificou-se flagrante ilegalidade no indeferimento do indulto ao condenado por tráfico privilegiado. A Terceira Seção do STJ e o Supremo Tribunal Federal firmaram entendimento de que o tráfico privilegiado não é equiparado a hediondo, e o art. 7º, VI, parte final, do Decreto n. 11.302/2022 excepciona a vedação prevista no art. 5º, de modo que o indulto natalino deve ser concedido ao paciente quanto à condenação pelo delito de tráfico na modalidade privilegiada, ressalvando-se outros óbices não analisados no writ.
- Parties
- Paciente: MAURILIO OLIVEIRA DE SOUZA; Impetrante: Defensoria Pública; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 February 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; todavia, concedo a ordem, de ofício, para determinar ao Juízo de primeiro grau que conceda o indulto natalino ao paciente em relação à condenação pelo delito de tráfico, na modalidade privilegiada, afastando a vedação do art. 5º do Decreto Presidencial n. 11.302/2022, salvo outros...
- Legal Topics
- Indulto Presidencial, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006), Habeas Corpus Substitutivo, Hediondez
Case Brief
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Parties
MAURILIO OLIVEIRA DE SOUZA
Paciente
Defensoria Pública
Impetrante
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão
Legal Issues
- 1 possibilidade de concessão do indulto presidencial a condenado por tráfico privilegiado à luz do Decreto Presidencial n. 11.302/2022
- 2 interpretação dos arts. 5º e 7º, VI, do Decreto n. 11.302/2022
- 3 cabimento de habeas corpus substitutivo de recurso legalmente previsto, salvo flagrante ilegalidade
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus substitutivo não devesse conhecer-se em regra, verificou-se flagrante ilegalidade no indeferimento do indulto ao condenado por tráfico privilegiado. A Terceira Seção do STJ e o Supremo Tribunal Federal firmaram entendimento de que o tráfico privilegiado não é equiparado a hediondo, e o art. 7º, VI, parte final, do Decreto n. 11.302/2022 excepciona a vedação prevista no art. 5º, de modo que o indulto natalino deve ser concedido ao paciente quanto à condenação pelo delito de tráfico na modalidade privilegiada, ressalvando-se outros óbices não analisados no writ.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; todavia, concedo a ordem, de ofício, para determinar ao Juízo de primeiro grau que conceda o indulto natalino ao paciente em relação à condenação pelo delito de tráfico, na modalidade privilegiada, afastando a vedação do art. 5º do Decreto Presidencial n. 11.302/2022, salvo outros...
Orders
- Determinar ao Juízo de primeiro grau que conceda o indulto natalino ao paciente em relação à condenação pelo delito de tráfico, na modalidade privilegiada, afastando a vedação do art. 5º do Decreto Presidencial n. 11.302/2022, exceto se houver outros óbices não observados neste writ
- Publique-se e intime-se
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